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domingo, 22 de março de 2009

Primavera

Dia 20, às 11.44h, entrou a Primavera! Que bom! Talvez seja ocasião para darmos um pontapé à crise, à tristeza, à solidão, à angústia, fecharmos o cinzento do Inverno e pormos a alma ao sol. Claro que ainda virão dias de chuva (Abril, águas mil…) e algum frio mas parece-me que o calendário, nesta altura, é uma bengala que nos apoia com o rótulo “passageiro”. As janelas são abertas mais cedo e fechadas tardiamente para que o sol possa fazer o seu trabalho. Arrumam-se as gavetas e vasculha-se o passado! Neste momento, ponho em ordem os meus álbuns fotográficos. De Quelimane trouxe “apenas” 23… Pouca coisa! Vêm de um deles as 4 fotos que se seguem… Venham daí e acompanhem-me neste pulinho até ao Chuabo…



Inauguração da FAE que de tanto orgulho encheu os nossos corações de zambezianos… Eu, recebendo os cumprimentos do senhor Governador Geral de Moçambique; atrás, o Senhor Governador da Zambézia, Brigadeiro Henrique Nascimento Garcia e… tanta, tanta gente conhecida! Lembram-se dos seus nomes? Se quiserem, eu dou uma ajudinha…



O casamento da Manuela (que era professora) e cujo copo-d’á
gua foi no Hotel Quelimane. Digam lá se não haviam moças bonitas na terra dos cocos?




Pa
sseio de um grupo de amigos ao Monte Iero onde existia a pequenina capela de Nª Sª da Boa Esperança – fruto do cumprimento de uma promessa de alguém que numa hora difícil recorreu à Virgem. Era um local muito bonito e aonde se faziam muitas excursões. Como na altura, felizmente, não havia televisão, os nossos programas de fins-de-semana (e não só) eram extensos e variadíssimos. Legenda: da esquerda para a direita, em pé: Ferreira, Lena Araújo, Julieta Varela, Graça Pereira, Leónia, Luisa Ferreira, Zézinha Ferreira. De joelhos: Amadeu, Mitá, Amélia(?), Jójó Pereira (meu irmão) e Sousa Henriques.




Em tempo de férias o estud
ante universitário Jójó Pereira rodeado do mulherio, numa festa a si dedicada no Aeroclube de Quelimane. Da esquerda para a direita, de pé: Adriana, Nelinha Ribeiro, Lhú, Cristina Ferreira, Mitá, Jójó, Lindita Monteiro, Laura Alves e Teresa. De joelhos: Julieta Varela, Odete, Géninha Gonçalves, Graça Pereira, Luísa Ferreira, Helena Araújo e Fátima Gouveia.

quinta-feira, 5 de março de 2009

OLÁ AMIGOS ZAMBEZIANOS, EX-COLEGAS DO C.N.A. (COLÉGIO NUNO ALVARES DE QUELIMANE) E COMPANHEIROS DE UMA VIDA!


Os anos rolaram como um rio, da nascente à foz. Ora calmos e pacíficos como os verdes anos da nossa infância e juventude, ora tumultuosos e agrestes quando o caudal, engrossado por lágrimas de perdas e dores, alagou as idílicas margens dos nossos sonhos e projectos. Quem se lembra deles? O tempo encarregou-se de fazer a sua subtracção e de tantos nomes dos que foram nossos companheiros e amigos, ficaram apenas rostos e histórias. E há palavras que continuam a correr como este rio, até ao fim.
Quantos foram capazes de fazer caminho? Quantos foram capazes de ultrapassar cansaços, desilusões, derrocadas e começar de novo?
Com o tempo, demo-nos conta que, afinal, o futuro não era tão risonho como esperávamos à partida… Com o tempo, verificámos que o caminho foi feito, muitas vezes, na solidão e na angústia… Com o tempo, aprendemos que a vida é um fio tão frágil que não tem fronteira com a morte. Com o tempo… e à medida que os nossos cabelos embranqueciam, ganhávamos em tolerância e tranquilidade. Com o tempo… aprendíamos a viver o dia de hoje porque o amanhã é incerto e inconstante e não sabemos se o colheremos. Mas ainda assim, trazemos agarrado a nós, o fogo das planícies africanas onde moldamos o nosso espírito e coração. Felizmente, somos daqueles que não desistem. Por isso a razão deste Blog onde, espero, pelo menos é essa a esperança, nos encontraremos outra vez para recordarmos os 1O, 15, 18, 20, 25, 30 anos, isto é, toda uma vida. Quem disse que o tempo não volta para trás? Já oiço as gargalhadas de quando éramos estudantes… Livros debaixo do braço à espera do toque para entrarmos nas aulas… Audaciosos, com um olhar que se perdia num horizonte sem fim, a vida tinha cheiros de mangueiras a cajueiros. Dávamo-nos por inteiro, por tudo e por nada. Tínhamos o mundo a nossos pés. Onde foi que nos perdemos uns dos outros? Não sabemos! Foi a um dado momento... As luzes apagaram-se sobre a ponte que nos unia. Mas, volvidos tantos anos, há um violino que toca uma melodia que conhecemos: saudade!! Ainda há um punhado daqueles que fizeram caminho juntos, depois da colheita do agricultor! Talvez não nos lembremos dos rostos uns dos outros… ou talvez sim mas com a dimensão da juventude. Não importa! Uma coisa é certa: houve um tempo que foi comum a todos nós… Quem sabe se, todos juntos, não encontraremos aquela estrela que ardia no céu de Quelimane à temperatura das nossas vidas? Vamos ser capazes de colocar o passado no presente de hoje. Vamos ser capazes de nos rirmos como perdidos… Vamos ser capazes de descobrir que a memória é a seiva que nos mantém vivos e unidos… O colégio fica ali ao virar da esquina… há aulas, há risos, há esperanças que nos aguardam. AMIGOS de ontem e de SEMPRE, vamos reinventar o belo das coisas maravilhosas que moram no fundo do nosso coração. Vou abri-lo com todos! Vamos ser capazes disso?

AQUELE ABRAÇO

GRAÇA PEREIRA (MACHADO)