sexta-feira, 13 de março de 2009

13 de Março, Sexta-feira! Gosto delas!!


Pois hoje, dia 13 de Março, lembro-me de uma amiga idosa que fazia anos precisamente neste dia. Chamava-se Eufémia Secundino, era mãe do Secundino que, às vezes, fazia parceria com o Victor Soares (um fala-barato simpático e um excelente contador de histórias) nas incursões pelo mato na caça grossa. Este era filho da D. Irene Soares que morava numa casa de madeira e zinco na R. Heróis da Zambézia, quase em frente à velhinha Associação Africana que, anos mais tarde, adquiriu uma nova sede, moderna e airosa, na rua que passava ao lado do campo do Sporting.
Num longínquo 13 de Março um grupo de senhoras e alguns elementos de Centro Juvenil de Quelimane organizaram uma festa de anos surpresa a esta querida amiga. Debaixo de uma latada e de outras árvores de fruta, apareceu uma mesa posta com tudo o que era bom, com direito a bolo com velinhas e muitas prendinhas. Guardo fotos deste momento, e guardo também, no meu coração, a alegria da D. Eufémia, penteada e maquilhada por mim e pela Lhu. Gestos destes eram normais no dia-a-dia da nossa cidade… A D. Eufémia há muito que partiu, bem como algumas das senhoras deste grupo, mas acredito que, numa outra dimensão, hoje haverá festa e muitas palmas de parabéns!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pensamento do dia


"A amizade vence a fuga veloz dos anos e dura sempre através do sorriso e das lágrimas."


- Catarina II da Rússia

Alô Felicita!


Estarás no Maputo? Hoje, 11 de Março, é o dia do teu aniversário.
Mil beijocas de parabéns por esta data.
Lembro-me, com saudades, das tuas festas de anos onde a tua mãe (a D. Luzia) fazia belos petiscos goeses e lanchávamos no teu terraço, donde se avistava a varanda da minha casa. Quantas vezes tu de um lado e eu do outro, fazíamos sinais, tal como os índios, para combinarmos as nossas horas de estudo ou de farra. Que saudades! Parece-me que foi ontem...
Quando puderes dá notícias.

À Memória de Eugénio Augusto Machado


10º Aniversário da sua partida


8 Março 1999 - 8 Março 2009

Passaram-se dez anos
Desde o momento
Em que o teu corpo
Desceu à Terra
Tal como uma raiz.
Mas o que é o tempo?
Puro engano!
Foi ontem, foi hoje?
Ninguém o diz.
Há lembranças
Que ficam no coração
E, às vezes, já não sabemos
Se foi realidade
Ou pura ilusão.

quinta-feira, 5 de março de 2009

OLÁ AMIGOS ZAMBEZIANOS, EX-COLEGAS DO C.N.A. (COLÉGIO NUNO ALVARES DE QUELIMANE) E COMPANHEIROS DE UMA VIDA!


Os anos rolaram como um rio, da nascente à foz. Ora calmos e pacíficos como os verdes anos da nossa infância e juventude, ora tumultuosos e agrestes quando o caudal, engrossado por lágrimas de perdas e dores, alagou as idílicas margens dos nossos sonhos e projectos. Quem se lembra deles? O tempo encarregou-se de fazer a sua subtracção e de tantos nomes dos que foram nossos companheiros e amigos, ficaram apenas rostos e histórias. E há palavras que continuam a correr como este rio, até ao fim.
Quantos foram capazes de fazer caminho? Quantos foram capazes de ultrapassar cansaços, desilusões, derrocadas e começar de novo?
Com o tempo, demo-nos conta que, afinal, o futuro não era tão risonho como esperávamos à partida… Com o tempo, verificámos que o caminho foi feito, muitas vezes, na solidão e na angústia… Com o tempo, aprendemos que a vida é um fio tão frágil que não tem fronteira com a morte. Com o tempo… e à medida que os nossos cabelos embranqueciam, ganhávamos em tolerância e tranquilidade. Com o tempo… aprendíamos a viver o dia de hoje porque o amanhã é incerto e inconstante e não sabemos se o colheremos. Mas ainda assim, trazemos agarrado a nós, o fogo das planícies africanas onde moldamos o nosso espírito e coração. Felizmente, somos daqueles que não desistem. Por isso a razão deste Blog onde, espero, pelo menos é essa a esperança, nos encontraremos outra vez para recordarmos os 1O, 15, 18, 20, 25, 30 anos, isto é, toda uma vida. Quem disse que o tempo não volta para trás? Já oiço as gargalhadas de quando éramos estudantes… Livros debaixo do braço à espera do toque para entrarmos nas aulas… Audaciosos, com um olhar que se perdia num horizonte sem fim, a vida tinha cheiros de mangueiras a cajueiros. Dávamo-nos por inteiro, por tudo e por nada. Tínhamos o mundo a nossos pés. Onde foi que nos perdemos uns dos outros? Não sabemos! Foi a um dado momento... As luzes apagaram-se sobre a ponte que nos unia. Mas, volvidos tantos anos, há um violino que toca uma melodia que conhecemos: saudade!! Ainda há um punhado daqueles que fizeram caminho juntos, depois da colheita do agricultor! Talvez não nos lembremos dos rostos uns dos outros… ou talvez sim mas com a dimensão da juventude. Não importa! Uma coisa é certa: houve um tempo que foi comum a todos nós… Quem sabe se, todos juntos, não encontraremos aquela estrela que ardia no céu de Quelimane à temperatura das nossas vidas? Vamos ser capazes de colocar o passado no presente de hoje. Vamos ser capazes de nos rirmos como perdidos… Vamos ser capazes de descobrir que a memória é a seiva que nos mantém vivos e unidos… O colégio fica ali ao virar da esquina… há aulas, há risos, há esperanças que nos aguardam. AMIGOS de ontem e de SEMPRE, vamos reinventar o belo das coisas maravilhosas que moram no fundo do nosso coração. Vou abri-lo com todos! Vamos ser capazes disso?

AQUELE ABRAÇO

GRAÇA PEREIRA (MACHADO)