Foi outra vez Natal e o ano chega ao fim… Há quem faça balanço dos seus negócios e actividades profissionais e acho bem. Gostaria, no entanto, que todos fizessem outro género de contas. E nestas contas, talvez um pouco em desalinho mas com a doç
Floresceram amizades no meu canteiro que foram sol e música em comunhão. Partilhei o pão da minha mesa num abraço sentido e saboreado. Num tempo em que o relógio parou, fizemos das palavras um jogo de paciência e compreensão. Os gestos divididos ficaram maiores e luminosos. Cada palavra dita devagar teve o sabor da eternidade.
É certo que nunca estamos totalmente saciados. Queremos mais… sempre mais e não entendemos que só o infinito nos pode preencher. Mas fui realmente feliz? E o que é a felicidade? Aquele momento inesperado, fugidio e que logo se dissipou? Aquele acontecimento recebido como prenda e que se apagou como as luzes brilhantes do néon?
A felicidade é a pátria da verdade em céu azul. Corajosamente fiz caminho durante este ano, onde o impossível foi possível, desafiando medos e dúvidas e na hora da derrota, contornei-a com um grande “R” de… recomeçar! Olhei a imensa floresta da vida onde o rosto de cada pessoa, principalmente das crianças, é uma promessa, e esperei pela dança inusitada das sílabas que, envolta num arco-íris, fez uma aliança de memórias com o outro lado do mundo.
Como esquecer?
Mas fui realmente feliz? Julgo que sim! Em cada ano desejo sempre a felicidade mas não a exijo porque ela não responde a ordens, nem a reivindicações, nem aos caprichos.
É dada a cada um sem distinção de pessoas ou de condições, sem preferência por tempos, lugares ou circunstâncias. Como o vento, não se sabe nem de onde vem nem para onde vai.
Surge de repente mas logo se escapa.
Para a não perder quando vier. É preciso prepararmo-nos…
O resto… o resto nos será dado por acréscimo!









