Senhor, eu velo! Se eu não estivesse lá quem guardaria a casa? Quem lhes seria fiel? Só vós e eu somos capazes de compreender a fidelidade! Eles dizem: “Bom cão! Bravo cão!” Recebo as suas carícias e os ossos que me dão E tenho um ar contente! Senhor, eu velo! Sei que um dia levaste o meu dono Dei pela sua falta. Eles, nada me disseram Mas eu perdi o sono. Senhor, eu velo! Não permitais que eu morra, antes que, para eles, Todo o perigo tenha desaparecido! Assim seja!
Nota: Chamava-se Rocky e morreu de velhice neste começo do Outono. Tinha dezassete anos. O seu coração atraiçoou-o. No quintal a sua casota pintada de azul, cor do céu, permanece a lembrá-lo. A taça da água está vazia mas bate lá o sol irisando todo o espaço. Eu faço de conta que ele ainda está a dormir e chamo baixinho: Rocky, Rocky… Só o silêncio responde. E eu repito: Rocky… OBRIGADO!
Francisco louva e bendiz as criaturas. Mas há mais factos sobre este homem, amigo do Universo e de todas as criaturas. Francisco andava montado num burrico por uma estrada que levava a uma cidadezinha. Os lavradores que viram Francisco gritaram: “ Irmão Francisco fique connosco. Não vá adiante. Há um lobo perigoso na vizinhança que pode dar cabo de si.” Francisco respondeu: “Que mal fiz ao irmão lobo para que ele me devore? Até à vista irmãos e temei a deus!”
Francisco foi ao encontro do lobo: “Vem cá irmão lobo. Em nome de Cristo eu te proíbo de me fazeres mal ou a um outro qualquer.”
E o lobo aproximou-se de Francisco e deitou-se a seus pés.
Os animais eram amigos de Francisco porque ele era seu amigo. Uma cotovia vivia nos seus ombros. Um faisão acompanhava-o constantemente. Uma cigarra acordava-o de manhã. Retirava os bichinhos do caminho para que mingúem os pisasse. Os gansos do lago foram salvos por um pedido que fez ao perfeito da cidade.
Para Francisco tudo era paz e amor. Ele viveu a paz e o amor. A sua saudação a quem encontrava era: O Senhor te dê a paz!
Achei interessante a distribuição do selo elaborado pelo Carlos Albuquerque (e que lindo é!!!). Para este jogo, adoptou o número 3 e deu uma explicação plausível para essa escolha com a qual estou de acordo. E, neste contexto, escolheu três primeiros blogs a quem ofereceu a possibilidade de jogar e ganhar um selo precioso. Obrigada Carlos pela deferência.
Às perguntas do jogo, que vêm em conjunto com o selo, dou já a resposta:
1-Se o azul não existisse de que cor pintaria o céu? AMARELO
2-Há um mar vago. Onde o poria? NA MINHA RUA
3-Se encontras um sonho perdido, o que é que lhe fazes?VIVO-O
4-Se por aqui ou por ali. Qual a escolha?EM FRENTE
(Complemento do post “sonhos”- O prometido é devido)
Ingredientes: 3 ou 4 fatias de abóbora (se for grande) 2 Chávenas de farinha de trigo peneirada, 1 colher de fermento em pó (rasa), 3 ovos inteiros, ½ colher de chá de sal fino. Execução: Cozem-se as fatias de abóbora em água com um pouco de sal. Logo que esteja cozida tira-se com muito cuidado para fora e escorre-se a água muito bem, dentro de um passador. Em seguida, esmaga-se tudo muito bem com as mãos dentro de uma tigela grande até formar um puré. Acrescenta-se-lhe a farinha e o fermento, um ovo de cada vez e o sal. Volta a amassar-se muito bem. Deixa-se levedar durante 5 a 10 minutos, com a tigela tapada. Coloca-se na frigideira bastante azeite e, quando este estiver quente, colocam-se colheradas de massa (colheres de sobremesa) fritando os sonhos. Depois de bem escorridos, coloca-se numa “cama” de açúcar a gosto de cada um!