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terça-feira, 19 de maio de 2009

Bailes De Finalistas (I)


Éramos então finalistas do CNA e o mundo profissional e universitário abria-se à nossa frente! Estávamos repletos de sonhos de muitas cores, de todos os tamanhos e feitios e tínhamos 18 anos! O nosso baile foi na Liga com as meninas todas vestidas de branco, com o emblema do colégio ao peito e os rapazes um pouco menos formais mas igualmente com o emblema do colégio no braço do casaco. Foram horas e horas de rodopio num “sonho de uma noite de verão”. Como esquecer?


Da esquerda para a direita e na fila de trás: João Manuel, Anselmo Alves, Carlos Alberto, Roberts, António Carlos, Nuno, Laginha, Valdemiro, Babu.
Fila do meio: Raul Vieira, Canas, Judite, René, Graça Serrano, Ana Felicidade, Graça Pereira, Ana Maria Gomes Pedro, Teresa Salgado Freire, Saroj, Jesus Belo, Barcelos.
De joelhos: Sérgio Duarte, Dias, Catatau, Rui Velasco, António Galvão, Orlando, Luis Pedro Sá Mello, Mário Almeida.


Um grupo de Finalistas da Escola Comercial e Industrial D. Francisco Barreto:
De pé: Sérgio Ó da Silva, Catalão, Locas (a madrinha) Zeca Nunes, Luís Ogando.
De joelhos: Itas e Martins.
O evento, teve lugar na própria Escola Técnica (1962/63).

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Récitas e Teatros do C.N.A.


Mal púnhamos os pés no Colégio, éramos “aproveitados” segundo os nossos dotes artísticos… Durante todo o ano os programas lúdicos e recreativos sucediam-se sem afectar o nosso desenvolvimento intelectual. O Colégio Nuno Álvares sempre teve fama (e proveito) de altos índices de sucesso na cidade, chegando a ser “cartão de visita” para os alunos que iam estudar para Lourenço Marques ou Beira. Portanto, esta parte lúdica, não menos importante, fazia parte da nossa formação geral. Apresentávamo-nos nos palcos do Sporting Clube de Quelimane, do Cinema Águia e ainda no próprio Colégio, num palco mais reduzido no grande ginásio. Estas três fotos, de diferentes teatros ou récitas, são a prova disso. Levam a respectiva legenda.

1-No palco do Sporting: (ao fundo) Manuela Morais, vislumbra-se um pouco a Maria José Carvalho de Campos; (em primeiro plano) o rapaz da gaita (?), Teresa Pereira, Manuela Santos, João José (Jójó) tocando acordeão, Ângela Mateus e a Pepita Carvalho, também tocando acordeão. Lembro-me que foi um sucesso.


2- No palco do Colégio: cena de um serão da “belle époque” onde se cantava, se dizia poesia, tocava-se piano e “coscuvilhava-se” como é usual em todas as épocas: Manuela Morais, Judite, Graça Pereira, Pilar Ibarra Martins, (a entrar) Gabriela Galhardo e a Lígia.


3- Uma outra peça da “realeza”, posando à frente da entrada principal do Colégio. A “Rainha e suas Princesas”. De pé: Tábita Mendes, Pilar (a rainha), Maria Helena. Sentadas: (?), Helena Coelho, Graça Pereira, (?) Oliveira. Não é que nos sentíamos mesmo umas princesas? … Provavelmente já rondaria por ali algum príncipe….

quinta-feira, 5 de março de 2009

OLÁ AMIGOS ZAMBEZIANOS, EX-COLEGAS DO C.N.A. (COLÉGIO NUNO ALVARES DE QUELIMANE) E COMPANHEIROS DE UMA VIDA!


Os anos rolaram como um rio, da nascente à foz. Ora calmos e pacíficos como os verdes anos da nossa infância e juventude, ora tumultuosos e agrestes quando o caudal, engrossado por lágrimas de perdas e dores, alagou as idílicas margens dos nossos sonhos e projectos. Quem se lembra deles? O tempo encarregou-se de fazer a sua subtracção e de tantos nomes dos que foram nossos companheiros e amigos, ficaram apenas rostos e histórias. E há palavras que continuam a correr como este rio, até ao fim.
Quantos foram capazes de fazer caminho? Quantos foram capazes de ultrapassar cansaços, desilusões, derrocadas e começar de novo?
Com o tempo, demo-nos conta que, afinal, o futuro não era tão risonho como esperávamos à partida… Com o tempo, verificámos que o caminho foi feito, muitas vezes, na solidão e na angústia… Com o tempo, aprendemos que a vida é um fio tão frágil que não tem fronteira com a morte. Com o tempo… e à medida que os nossos cabelos embranqueciam, ganhávamos em tolerância e tranquilidade. Com o tempo… aprendíamos a viver o dia de hoje porque o amanhã é incerto e inconstante e não sabemos se o colheremos. Mas ainda assim, trazemos agarrado a nós, o fogo das planícies africanas onde moldamos o nosso espírito e coração. Felizmente, somos daqueles que não desistem. Por isso a razão deste Blog onde, espero, pelo menos é essa a esperança, nos encontraremos outra vez para recordarmos os 1O, 15, 18, 20, 25, 30 anos, isto é, toda uma vida. Quem disse que o tempo não volta para trás? Já oiço as gargalhadas de quando éramos estudantes… Livros debaixo do braço à espera do toque para entrarmos nas aulas… Audaciosos, com um olhar que se perdia num horizonte sem fim, a vida tinha cheiros de mangueiras a cajueiros. Dávamo-nos por inteiro, por tudo e por nada. Tínhamos o mundo a nossos pés. Onde foi que nos perdemos uns dos outros? Não sabemos! Foi a um dado momento... As luzes apagaram-se sobre a ponte que nos unia. Mas, volvidos tantos anos, há um violino que toca uma melodia que conhecemos: saudade!! Ainda há um punhado daqueles que fizeram caminho juntos, depois da colheita do agricultor! Talvez não nos lembremos dos rostos uns dos outros… ou talvez sim mas com a dimensão da juventude. Não importa! Uma coisa é certa: houve um tempo que foi comum a todos nós… Quem sabe se, todos juntos, não encontraremos aquela estrela que ardia no céu de Quelimane à temperatura das nossas vidas? Vamos ser capazes de colocar o passado no presente de hoje. Vamos ser capazes de nos rirmos como perdidos… Vamos ser capazes de descobrir que a memória é a seiva que nos mantém vivos e unidos… O colégio fica ali ao virar da esquina… há aulas, há risos, há esperanças que nos aguardam. AMIGOS de ontem e de SEMPRE, vamos reinventar o belo das coisas maravilhosas que moram no fundo do nosso coração. Vou abri-lo com todos! Vamos ser capazes disso?

AQUELE ABRAÇO

GRAÇA PEREIRA (MACHADO)