O estrondo ecoou pela rua toda e pelas circundantes. O homem entrou a uma velocidade louca pelo muro da quinta pensando que seria a continuação da estrada.
Quem passava a pé, à procura de algum fresco depois de um dia demasiado quente e abafado, estancou e disse:
-Nem a alma se aproveita! Está morto!
-Está de certeza – afirmou outro.
Dois ou três carros pararam em fila indiana e foram espreitar. O homem todo ensanguentado estava com o rosto deitado sobre o volante, com os olhos semicerrados.
-Não há nada a fazer… - disseram.
-Pois não, mas temos de chamar a polícia – disse outro.
Numa cidade ronceira, extremamente calma onde quase nada acontecia, a polícia tardou em chegar. A autoridade tirou um cigarro do maço, acendeu-o e deitou uma baforada.
Chegou junto da janela do carro sinistrado, olhou atentamente e afirmou:
- Não há dúvida, ele morreu.

Chamou dois homens negros que passavam e pediu-lhes:
-Tirem o morto daqui, dispam -no e levem -no para a morgue que eu vou do outro lado, ao hospital, chamar o médico e pedir que abram a casa mortuária.
Os negros obedeceram. Quando chegaram à morgue a porta já esta estava aberta. Colocaram o morto já sem roupa em cima da eça mais fria que a própria morte.
O médico chegou, pôs dois dedos nas carótidas e confirmou:
-Está morto, vou passar-lhe o óbito.
Entretanto chamou um servente negro e recomendou-lhe:
-Você fica aqui a tomar conta dele.
O servente arregalou os olhos e perguntou:
-Está morto?
- Claro – respondeu o médico.
O servente abriu mais as portas da morgue a ver se entrava algum ar fresco naquela noite maluca. Um lampião da rua com luz muito frouxa deitava um raiozinho para dentro do cubículo e assim o servente podia vigiar melhor o morto.
O calor aumentava e produzia-lhe uma terrível sonolência. Esticou-se no banco de pedra e com um olho fechado e outro aberto como o camaleão, olhava o morto. Não resistiu e acabou por adormecer. A altas horas da madrugada acordou com uns gemidos. Sentou-se rápido no banco e esfregou os olhos. Os gemidos continuavam. Aproximou-se devagarinho da eça e pôs o ouvido no peito do morto. Este abriu os olhos e perguntou:
- Aonde estou?
-Na morgue, patrão.
De um salto sentou-se e reparou que estava nu. Deitou uma perna para fora da eça mas o servente empurrou enérgico:
-Deita patrão, tu estás morto. O doutor vai ralhar comigo.
-Qual morto, qual carapuça, estou vivo! - e desata a correr pela rua mal iluminada.
O servente na sua peugada, gritava:
- Por favor, patrão, volta outra vez, tu estás morto.

O homem chegou à porta da sua casa e tocou a campainha. A mulher ainda não se havia deitado preocupada com a demora do marido. Abriu lesta a porta e viu o marido todo ensanguentado, nu e uma cara negra pendurada no seu ombro que gritava:
- Patrão morreu.A mulher caiu redonda no chão.
História contada pelo meu pai.
Olá querida Amiga Graça!
ResponderEliminarUma história com um final surpreendente sem dúvida alguma...
beijinhos
PS: espero que já tenha recebido o meu mail...
Coitado do homem, além de ser dado como morto, deu um enorme susto na mulher.
ResponderEliminarHistória interessante...
Beijos.
Gostei, simplesmente e ri.
ResponderEliminarBeijo
De morrer a rir! E onde se passa a acção desta história que contava o seu pai?
ResponderEliminar(um) beijo de mulata
Em Quelimane, nos anos quarenta!! E, durante muito tempo o homem foi chamado de "morto vivo". Beijo
ResponderEliminarGraça
Olá Graça, a história é muito engraçada e acredito que seja verdadeira , ainda não há muito tempo na televisão um homem contou que aconteceu com ele próprio já alguns anos .Foi dado como morto e afinal estava bem vivo.
ResponderEliminarBEIJINHOS...............ALICE*
Só para deixar um beijo.
ResponderEliminarGraça,
ResponderEliminarSempre uma boa história e muito bem narrada!
"Nem a alma se aproveita", pobre homem que quase foi enterrado vivo, pois mesmo a correr, o negro gritava-lhe que estava morto (rsss).
Naqueles tempos, os enganos eram muitos e alguns "mortos" se levantavam do caixão, assustando os que o acompanhavam na sua suposta viagem final.
Beijocas.
P.S. Aqui está muito calor, próprio para as melancias. Espero que passe logo o calor daqui o frio daí também.
suas linhas são sempre surpreendentes e maravilhosas! estava com saudades!
ResponderEliminarbjs
Que história deliciosa! Parecia tétrica, mas afinal acabamos de a ler com um sorriso.
ResponderEliminarBeijinho
Delicioso!
ResponderEliminarA maravilha duma inocência perdida...
E muito bem contata, muito bem escrita!! Gostei!!
ResponderEliminarbjos Graça!
Olá Graça
ResponderEliminarE quem não caíria?!
Um texto deliciosamente escrito. Como sempre, prendes-nos até ao final.
Bjs.
Graça querida
ResponderEliminarainda hoje na Aldeia onde nasci vivo o Sr. duarte conhecido apenas pelo "morto vivo" esteve na casa nortuária 8horas quando derrepente se levantou e perguntou " F...... onde é que estou",todas as pessoas gritavam a dizer que era milagre, o que é certo é que anda sempre bebado mas rijo.
Beijinho e uma flor
Riso duplo...Passo a explicar.O primeiro riso pelo caricato da tua história o segundo porque me fizeste lembrar uma cena que se passou comigo e mais dois camaradas de armas (Marinha)na linda ilha de São Miguel,Açores,já lá vão muitos anos.Não é que no retorno de um bailharico nos enfiamos por uma estufa de ananazes a dentro.Hihihihi.Felizmente só houve estragos materiais.
ResponderEliminarBeijo.
Na minha infância também ouvi algumas histórias fantásticas, como estas. Apesar de um certo receio que ficava a formigar na nossa pele, (minha e dos meus irmãos), o facto é que gostávamos muito de as ouvir, pelo ambiente misterioso que se gerava em torno delas.
ResponderEliminarUm beijo
História muito engraçada. Graça, mas ao mesmo tempo nos lembra do descaso de certas pessoas. Quer dizer...a preguiça era tanta que nem se deram ao trabalho de verificar se o sinistrado estava morto ou vivo. Enfim...deve haver muitos casos desses. Mas, no entanto fez-me rir ao imaginar a cena! Obrigada por este momento de boa disposição. Fica bem, amiga e até breve
ResponderEliminarEmília
De morte!
ResponderEliminarMas uma escrita viva que me levou a ler todinha !
Um beijo, GRAÇA.
Muito boa, Graça.
ResponderEliminarJá vejo de onde vem todo esse talento de contadora de histórias. Vem de pai para filha.
Beijos
"A recordação é
ResponderEliminaro perfume da alma.
É a parte mais delicada e
mais suave do coração,
que se desprende para abraçar
outro coração e segui-lo por toda a parte."
(by Darlan)
Beijos poéticos e meu carinho...M@ria
Querida Graça!
ResponderEliminarQue história tão bem escrita, me envolvi de tal forma que parecia estar a ver o cenário na real. Voltei e vou ler os teus contos que tens apresentado todo este tempo que estive ausente dos blogues. Gosto muito de te ler! :)
Be:)inhos
Lumena Oliveira
Uma interessante história minha amiga...beijos de bom dia.
ResponderEliminarGraça, minha querida
ResponderEliminaroutra história cheia de encanto e alegria - o morto não estava morto!E sobreviver assim, não é fácil.
Obrigada pelas inúmeras vezes que me escreveu.
Beijo, M. Luísa
Graça Amiça,
ResponderEliminarSão histórias da vida real com um sabor especial de ingenuidade que traduzem a natureza e sensibilidade do povo moçambicano. Gostei de ler e veio-me logo à memória uma história do dono de um cão que estava doente.
Quando chegou a casa a primeira coisa que fez foi perguntar ao criado: "Ouve lá rapaz, o cão ladrou? "Ladraste sim senhor doutor"!...Foi a resposta.
Beijo
Para uns estava morto, mas o morto estava vivo, tão vivo que correu para casa sem se enganar nem na porta nem no número.
ResponderEliminarEsta é daquelas histórias que também contavam por cá ao serão.
Tinha cá um medo que me pelava todo....safa!
Com mortos não se brinca.
Eles vêem do lado de lá e do lado de cá...
lindo conto...
ResponderEliminarsó hoje respondo a visita ao meu cantinho
Só hoje fiquei tranquila para o fazer.
esta lareira não era uma lareira qualquer
era a minha lareira.
e era a minha preocupação..
O meu marido ia ser operado.eu estava muito preocupada e sem animo para muita coisa.
Mas a operação correu muito bem e ele já está em casa.
ontem tbm fiz uma pequena cirurgia à boca para implantes e vim muito debilitada e nem abri o pc.
hoje venho dar-vos um beijo e partilhar convosco a razão da minha ausência..
beijosssssss
LAREIRA
Lareira acesa...
Lareira quente...
Vermelha muito vermelha...
Cheia de cores...
Que aquecem...
E me deixam encostar...
O meu rosto ao teu...
E dizer-te baixinho...
Fica aqui...
E deixa-me ficar...
Sempre assim!...
LILI LARANJO
Graça, minha querida!
ResponderEliminarMeu pai também adorava contar histórias. E eu ficava atenta escutando. Às vezes, eu sentia medo com certas histórias, mas queria escutar mesmo assim. rs
É bom demais te ler, amiga!
Beijocas!
Bela história Graça. Já imaginou, um morto ensanguentado e nu correndo no meio da rua.
ResponderEliminarBeijos,
Furtado.
Olá, Graça!
ResponderEliminarRefinado humor negro, este conto teu.Com um cheirinho a África, onde não falta aquela figura do patrão - aqui a decretar que o vivo está morto; e se patrão o disse, é porque estava, mesmo...!
Gostei!
E estou de volta a esta vida...
Beijinhos.
Vitor
Que história bem escrita Gracinha!!!! Escrita inteligente como sempre!!! :) Beijinho grande ;)
ResponderEliminarNossa Graça, que história!!! Sinto um pesar enorme que não tive essa oportunidade de conviver com meu pai (quando faleceu eu tinha 02 anos)e ouvir histórias assim.
ResponderEliminarBeijuuss n.a.
Soberba a maneira como escreveu "o caso"....muitos terão ido para
ResponderEliminara cova semi-mortos...talvez...
Bem, o final acabou por ser feliz.
Beijinhos amiga.
Irene
Pudera não. E quem não desmaiaria. Olhe vou contar-lhe uma história verìdica passada aqui há anos na Proquicheme (julgo que se escreve assim mas não tenho a certeza) uma empresa de produtos quimicos. O meu cunhado trabalhava nessa empresa há mais de 10 anos quando uma tarde um colega entrou numa cisterna para fazer uma mistura sem máscara, que creio tinham acabado. Como se demorava um colega foi lá para buscá-lo antes que morresse intoxicado. E ficou lá também. O meu cunhado entrou então lá e deu com os dois colegas já inanimados. Pôs um às costas e conseguiu salvá-lo. Voltou à cisterna para ir buscar o outro, ainda o pôs às costas mas caiu inanimado com o outro em cima. Entretanto o patrão chamara os bombeiros que chegaram e protegidos pelas máscaras entraram na cisternae depois de observarem o homem que estava em cima do meu cunhado, e verificarem que estava morto assumiram que o outro só podia estar morto também. E foram os dois para a morgue. A minha cunhada foi avisada da morte do marido e já estava na funerária quando a avisaram que afinal o marido estava vivo, acordara na morgue. Mas ele não fugiu. Estava com uma grave intoxicação que por pouco lhe levava a ter de fazer um transplante de figado. Esteve internado em tratamento 75 dias.
ResponderEliminarUm abraço
Ri muito com a sua história, que está muito bem contada.
ResponderEliminarbj
Querida Elvira
ResponderEliminarAqui está a prova que os "descuidos" já não são de "ontem"... a história do meu pai é também verídica e passou-se nos anos quarenta!
Beijo
Graça
Ouvi contar esta história aos meus pais e penso que até conhecerem o "Morto - Vivo".
ResponderEliminarOlha, fartei- me de rir.
Beijo
Teresa (Quelimane)
Ainda bem que passei por aqui, querida Graça, estava mesmo a precisar de me rir assim.
ResponderEliminarA história é hilariante, mas só tu para a contares assim lindamente.
Obrigada por estes momentos.
Beijo grande
Ná
Oi Graça,
ResponderEliminarVou ficar bem contente com a chegada do Pedro (Paulo) trazendo a revista. Também espero que ele não se perca na folia (rsss).
Obrigada amiga.
Bjs.
Seu texto ficou maravilhoso, não dá para parar de ler, antes do final e nem de parar de rir ao final.
ResponderEliminarSaudades de vir por aqui.
Querida amiga espero que ya estes bien de salud,siempre un placer leerte,recibe mi cariño,un abrazo,J.R.
EliminarAmiga Graça Deus queira que nunca nos dêem por mortos sem realmente estarmos....Hoje venho também para agradecer o seu carinho ao ter comemorado comigo o aniversário da minha mãezinha, deixando a sua preciosa mensagem.
ResponderEliminar“Se planta uma semente de amizade, recolherá um ramo de felicidade (Lois L. Kaufman)”
Beijinhos
Maria
Oi Graça!
ResponderEliminarGostei demais de ler a história que seu pai contava. Fiquei só imaginando a situação toda.
Minha querida, ótimo final de semana, beijos
Valéria
Minha querida
ResponderEliminarRealmente são daquelas situações que sem ter graça, dá vontade de rir, porque acabou bem.
Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora
Uma visita inesperada em dois actos.
ResponderEliminarGostei da cadência, viva, com que contas aquilo que o teu pai tão bem te contou, prova evidente disso é como o recordas.
Gostei.
Um grande abraço
Muuuito bom, Graça. Obrigada por me proporcionar um fechamento de um sexta-feira quente e trabalhosa aqui no Rio com um baita sorriso. As histórias dos nossos pais são verdadeiras obras de arte. Eles não escondiam, não deixavam de dar um detalhe, não é Graça ? Beleza de conto.
ResponderEliminarUm beijo e um bom fim de semana para você.
Graça querida,
ResponderEliminarquanta emoção em um conto...será que foi seu pai ou vc que colocou tão bem as palavras! Adorei!
bj
Minha querida,
ResponderEliminarestive alguns meses sumida, mas estou de volta.
As palavras vão ganhando as suas formas.
beijos e lindo final de semana pra vc!!
Medoooo. Adoro como contas as estórias.
ResponderEliminarBeijo(ta)
Magnifica história!
ResponderEliminarMonhé
Olá Graça
ResponderEliminarsabes uma coisa...
não foi a história que fez um clic cá dentro
foi sim o que li no fim da história:
História contada pelo meu pai.
Publicada por Graça Pereira
Pois é Graça
Fez-me lembrar que o meu Pai "nunca" me contou nenhuma história!
Coisas tristes!!!
Excelente a história que contas.
Há algum tempo que não vinha cá.
Eu continuo à espera que me visites no novo blog:
"Os meus pensamentos"
onde mostro a bela poesia de LYA LUFT que descobri recentemente e estou rendida.
Aqui vai um excerto:
Lembro-me de ti
Nesse instante absoluto,
A vida conduzida por um fio de música.
Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo
Onde tudo será permitido
Bom fim de semana.
Beijos
Graça,
ResponderEliminarAdorei! Não faço a mínima ideia de onde seu pai tirou isso, mas vou lhe dizer: achei hilário, interessante, muito criativo e inusitado; estou aos risos até agora enquanto escrevo, acredita? Fiquei imaginando o que o coitado do sujeito sentia; não só por ouvir os gritos apavorados do negro nas costas, mas sim dos olhares que a mulher pudesse lhe pôr ao vê-lo como via e as suas consequências! Sem dúvida, um conto fenomenal...
Parabéns!
ups! homem de convicções! se estava morto, estaria, mesmo que corresse
ResponderEliminartão bom viver um tempo em que o pai contava histórias!
um beijo, Graça
manuela
QUERIDA GRAÇA
ResponderEliminarPassei para te desejar um bom fim de semana.
Um grande abraço e beijs.
HELENA
Adorei, Graça! e fez-me muito bem soltar uma gargalhada.
ResponderEliminarBjs
Nos leva a refletir sobre o "servir" de forma incondicional.A lealdade e o respeito anda meio fora de moda.Engraçado e malicioso texto.Gosto da forma como se propõe a divertir-nos.Beijo de leitor.:-BYJOTAN.
ResponderEliminarAdoraria ter o teu pai a narrar
ResponderEliminaros causos, pois que atenta eu ouviria
as histórias bem contadas
das ruas, da casa vizinha...
Mas o que me resta depois
dessa orquestra tocada, a fazer-se
de rogada mas nada funebra é rir,
rir muito desse fim inesperado,
quando a supresa foi para muitos
mas com certeza o morto/vivo se
fez viuvo...
Adorei!
Bjs
Livinha
Adorei a historia e o estilo da narrativa. Parabéns pelo texto, muito bem escrito e muito engraçado, mesmo. Conseguiu traduzir bem aquele velho humor de nossos avós e pais. Um abraço. Voltarei mais vezes para aprender contigo e para divertir-me.
ResponderEliminarMuito divertida a tua história Graça, de um tempo em que aconteciam estas coisas que agora nos parecem impossíveis pelo desenvolvimento da ciência e de um maior cuidado que se tem com o tempo de reacção de um doente nesse estado. E não era só em África não que isso acontecia. Sempre ouvi a minha mãe contar uma história idêntica passada num hospital, a propósito de um grande acidente e parece que era contada por um médico amigo já muito idoso. Acontece que em consequência desse acidente iam morrendo muitas pessoas e o médico de serviço, com a enfermeira a ajudar, ao passar junto de cada cama, na sua ronda matinal ia confirmando os óbitos e ia dizendo "este já está", "este também está" e por aí fora. A dada altura um doente levanta-se aflito e responde "Eu não estou doutor" e a enfermeira vira-se para ele e diz "Cale-se, se o Dr. diz que está é porque está!". :)))))
ResponderEliminarTambém há uma história da Rua do Freixo, que deves conhecer, aquela que sobe até à estação de Campanhã, onde a minha mãe morou em solteira e que era a história de um senhor que depois foi sempre chamado de Vivo-Morto, porque quando o seu cortejo fúnebre descia essa rua, a meio caminho ele levantou-se vivinho da Silva, o que demonstra que os óbitos que se faziam nesse tempo de forma muito "caseira" eram completamente "levianos" e creio que acontecia mais porque só mais tarde se começou a exigir uma espera de 24h. Hoje a ciência baseia-se mais na morte cerebral e os cuidados com o conceito de morte são outros.
Como vês o negrinho tinha razão, :)))
Beijinhos
Branca
Amiga Valiosa e Genial:
ResponderEliminarSabe contar histórias de forma fascinante e emotiva.
Parabéns. A sua magia permanece e permanecerá intocáveis pelo seu encanto e pureza majestosa e perfeita.
Há situações da vida inesquecíveis. Deve ter imensas e todas elas fascinam e maravilham.
É uma amiga literariamente perfeita e extraordinária como assume uma forma de estar admirável e um contexto e conteúdo de deslumbre quando escreve.
Beijinhos amigos cristalinos e puros de amizade sincera.
No maior respeito pelo seu gigantesco valor pessoal, social e humano.
Honra-me, a sua preciosa amizade.
Adorei.
É sublime em tudo que consta com a sua assintaura de ouro puro.
pena
Matei-me a rir... Tu és uma verdadeira contadora de histórias!!
ResponderEliminarJá pensaste em juntá-las todas num livro? Seria um sucesso!
Parabens
Ligia
Olá, querida Graça
ResponderEliminarUm texto que dá gosto ler. Com um desenvolvimento que faz prever o pior mas que no fim faz sorrir. E a mulher,claro, caiu redonda no chão, mas não definitivamente, não é?
Beijo
Olinda
Querida Olinda
ResponderEliminarNão, a mulher não morreu...apenas desmaiou! Também, não era para menos!!~Beijos
Graça
Hahahahha Graça, muito boa essa história. Eu logo me pus no lugar do morte, peladão acordando naquele mármore frio, quem iria ficar petrificada de medo era eu. ahahahahahaha
ResponderEliminarNo fundo além da morte ser um momento triste , sufocante para aquelas pessoas próximas, muitas vezes é um choque inesperado, ninguém espera por ela e ainda poder haver algo de devastador na visão de algumas mortes. Há um culto à morte sempre muito nefasto, deveríamos aprender desde cedo a compreender a morte como algo real e uma fatalidade real a todos nós a qualquer momento, desde que vivos.
Agora, voltar de uma quase-morte deve ser algo muito bom. :)
Beijos
San
Olá querida.
ResponderEliminarQue bela história! :)
Passei para informar que há sorteio no meu blogue e desejar uma boa semana.
Beijinhos,
M. Céu
heheheh!!! Desta vez ele se livrou, mas que desmaio, e que sustão heim?
ResponderEliminarbjs
OI QMIGA, HISTÓRIA MUITO INTERESSANTE, FICAMOS ANSIOSA PARA VER O QUE VAI ACONTECER ,E VC CONDUSIU BEM. UM ABRAÇO FRATERNO CELINA
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