O meu principezinho chamava-se Calhambeque.
Apareceu um dia em nossa casa:
- Senhora, precisa miúdo?
- E tu sabes fazer o quê?
- Varrer o chão e brincar c’os minino!
Está bem, podes ficar. Qual é o teu nome?
- É mesmo Jerónimo.
Sim, nessa altura era mesmo Jerónimo mas depois, por influência do Roberto Carlos, dum calhambeque estampado na camisola do Rui e de um calhambeque brinquedo que o Pai Natal trouxera ao Joãozinho, passou a ser “Calhambeque”.
Quando às vezes, por brincadeira, alguém o chamava: “Jerónimo, anda cá…”, ele voltava as costas, amuado, e não respondia.
Era muito engraçado o meu Principezinho – corpo pequeno mas bem proporcionado, pele escura, cabelo encaracolado e curto, mas olhos muito vivos, amendoados e em constante movimento, um ar de permanente interrogação.
Levantava-se cedíssimo, antes do sol nascer; conhecia todos os frutos silvestres, todos os pássaros, todos os bichitos pequenos que se escondiam no capim; sabia sempre qual o caminho para voltar para casa.
Grande amizade o unia ao Boby, o nosso cão; todas as tardes tinham grandes conciliábulos encostados ao tronco da goiabeira do quintal.
Às vezes não se lembrava de varrer o pátio, mas a casota do Boby estava sempre impecável.
No entanto, estas longas conversas eram-nos sempre interditas e tínhamos de ficar na escada de pedra a olhar, admirados e um tudo ou nada invejosos pelo franco entendimento dos dois.
Acontecia até que, quando o Calhambeque via o Boby, parecia rir-se também. Era demais!
- Calhambeque, vamos jogar à bola. E a tarde acabava num movimentado desafio com muitos golos.
… e agora rematava o Eusébio: golo! – O Eusébio rematava sempre dos lados!
Nunca nenhum de nós tinha visto jogar um clube metropolitano e os nomes quase nada nos diziam – Sporting, Benfica, Ferroviário – era tudo o mesmo. Mas o Eusébio, não; esse era o maior.
- Qual é o maior jogador do mundo, Calhambeque?
- É mesmo Eusébio.
- Então, tu és do Benfica?
- Sim, do Benfica daqui.. o único que tínhamos visto jogar.
- Calhambeque, amanhã o Joãozinho vai para a Escola. Vem fazer as contas com ele.
Mas os números eram demasiado abstractos.
- Mas ouve, Calhambeque, se não aprenderes os algarismos e a tabuada, nunca saberás fazer uma conta. Precisas de saber contar.
- Mas contar para quê?
Sim, para quê se ele tinha tudo – todos os pássaros, todos os frutos, todas as estrelas, todos os grilos do jardim, todos os raminhos duros para fazer fisgas – tudo.
- Ora, contar dinheiro, por exemplo. Quando ganhares muito dinheiro…
- Eu não precisa dinheiro.
E sorria, feliz, de braços abertos pelo quintal cheio de sol. Todos invejávamos a sua liberdade e a sua sabedoria de pequeno feiticeiro.

O planeta do meu Principezinho não era lá muito distante.
- Quantos quilómetros, não sabe.
- Mas é muito longe?
- Não, é só um dia…
E assim, a um dia de caminho ficava esse planeta misterioso que nós imaginávamos cheio de palhotas e coqueiros, talvez uma grande mangueira, á volta da qual correriam crianças e cães, galinhas e algum cabritito. Um planeta cheio de vida, com noites de luar e batuques, cujo ritmo avinhávamos no corpito ágil do Calhambeque.
Uma lata de azeite era o tambor. Nunca as nossas mãos tiraram de lá aqueles sons, nunca os nossos pés desenharam no chão batido e seco arabescos tão rápidos e confusos, nunca compreendemos o prazer com que se entregava à música, nem a exaltação que punha em todas as suas danças.
Mas, um dia, o meu Principezinho foi-se embora… Tal como viera, desapareceu. Os dias continuaram iguais, talvez depois, um pouco monótonos. Alguma coisa o chamava do seu planeta. Uma fogueira acesa na noite, uma palhota cheia de fumo e vozes… um cãozito rafeiro ladrando à Lua… sei lá! Nunca esqueci o meu Principezinho de pele escura e, quando olho a lua das minhas recordações, interrogo-me se ele ainda se lembrará de nós…
Ola Graça
ResponderEliminarLindas estas recordações do seu Principe, que certamente tambem a recorda com o mesmo carinho, não se esquece fácilmente quem nos acarinha.
A sua descrição é tão perfeita, real, de repente senti-me envolvida pela sensação de liberdade, as noites de luar, o cheiro e as cores de Africa, as danças, o som do batuque, senti e vivi tudo isso. Obrigada por este belo momento que me proporcionou, adorei visitá-la.
Para si, um beijo amigo
Isa
Graça,a sua história me fez lembrar a de outro principezinho,que até hoje quando leio, me emociono.
ResponderEliminarQuero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
O Calhambeque lhe cativou, foi isso...
Foi o tempo que dedicastes à teu principezinho que o fez tão importante".
Amei!!Obrigada, mais uma vez, por esta delícia de história.Se ainda estivesse regendo sala de aula,com certeza,contaria a história do Calhambeque para os meus alunos.
Um abraço..Emilinha
Que história linda, Graça.
ResponderEliminarA maneira que tu contas, fiz em minha memória surgir o princepezinho.
E de lá ele não quer sair.
Sorte a minha.
Beijo
=)
...obrigada minha querida,
ResponderEliminarporque me fizestes lembrar
do Pequeno Príncipe que tantas
noites acalentou meus sonhos de
menina aprendiz.
Graça, adoro você!
um bem haja em todos os dias
do teu viver!
beijos
Enternecedora, esta história de tempos idos mas, obviamente, jamais esquecidos!
ResponderEliminarParabéns pela forma e obrigado pela partilha dos "cheiros desse planeta distante".
Beijos
Como é bom ler seus textos Graça!
ResponderEliminarTudo é tão encantador.
Bjs.
Ele veio mostrar que tudo na vida é passageiro.
ResponderEliminarDentro da sua simplicidade infantil, sem apego (quanta sabedoria) vivendo um dia de cada vez.
E assim se foi, alegrar outras paragens. Dar seu ar de principe a quem o entendesse.
Lindo, minha querida Graça.
O meu coração se enche de energia quando venho por aqui.
Gratidão
Alzira
Estou deveras "cativada"!
ResponderEliminarTantas vivências e tão especial a forma como as guarda no coração! Bem-haja, por isso.
Um beijo
Querida Graça,
ResponderEliminarO teu principezinho lembra-se-à sempre de todos vós, tenho a certeza absoluta assim como tu te lembras dele.
Como seria bom se ele pudesse ler este texto maravilhoso que me deixou emocionadíssima.
É tão bom ler o que nos escreves.
Bem hajas.
Beijinhos
Ná
Graça,vou roubar estas palavras à Fernanda,
ResponderEliminar"é tão bom ler o que escreves"Eu imagino que o pricinpezinho ainda hoje se lembra de ti, pela maneira que escreves dele,porque a gente nunca se esquece de quem nos trata bem, durante toda a vida.
Um beijinho grande,
José,
Tanta a ternura que transparece das tuas palavras, entre memórias que o tempo sabe guardar.
ResponderEliminarUm beijo
Chris
arrepiante e comovente,,,como sempre, as suas palavras tocam-me...beijinho
ResponderEliminarBoa noite Graça!
ResponderEliminarSao recordacoes assim que me assusta perder um dia.
A minha avozinha dizia muitas vezes "Senhora da Memoria nos conserve a nossa"
Nessa altura eu nao compreendia o que ela queria dizer...
Beijos
Lembrar-se-à concerteza Graça, e falará de si e dos seus com o mesmo carinho e saudade com que a Graça nos fala dele.
ResponderEliminarBeijinhos,
Ana Martins
Graça
ResponderEliminarQue história encantadora! E certamente ele lembra de ti que o acolheste com tanto carinho...
Beijos
Anne
Pois e não precisaria ter dinheiro...
ResponderEliminarse não fosse essa maldita invenção...
Beijoca
Querida Amiga Graça,
ResponderEliminarEstas suas recordações que bem que me sabem! Quem por África passou ficou "embruxado"! Tenho a certeza que em serões à lareira teríamos milhentas estórias a nunca mais acabar!!! E lindas que seriam, como esta que aqui está postada!
Fiquei encantado com o seu "Calhambeque" e lembrou-me o meu "Sabonete", mas esse não desapareceu e até queria vir para Lisboa mas com mágoa de todos nós não conseguimos traze-lo!
Um beijinho amigo-
Minha querida Graça
ResponderEliminarLindo texto.
Eu também tive um principesinho, o meu chamava-se Fernando, era engraxador, quando disse que precisava de um miudo para me ajudar, ele disse, eu vou ver senhora, apareceu sem a caixa da graxa, que tinha vendido a outro miudo, para ir comigo, era fantástico, ainda hoje me lembro dele, mas também como chegou, foi sem dizer nada.
São lembranças que ficam em nós.
Beijinhos
Sonhadora
Que história linda, Graça.
ResponderEliminarTenha um lindo dia.
Abraços
Gosto tanto da forma como escreves estas memórias... tão distantes, mas tão vivas e comoventes. De certeza que lá onde estiver, o teu principezinho se lembrará de vós... quem sabe, não terá aprendido outros números e outras letras e escreverá no coração de quem ouve as suas histórias, as suas memórias de quando era o calhambeque? :) Beijinho
ResponderEliminarOla Graça.
ResponderEliminarPassei para retribuir a visita á minha praia.
Adorei ler-te, quanta sensibilidade nas palavras, isto sim é poesia, mesmo que se escreva em linhas maiores.
Tudo de bom pra ti.
Bj
Tão lindo relato, tão doce principezinho!...
ResponderEliminarBeijos e muito bom dia, Graça
Olá! Dei uma passadinha por aqui,
ResponderEliminarsó para ver como você estava
e te desejar um
ÓTIMO DIA!!!
Lembre-se, hoje é um dia muito especial,
Melhor que ontem e muito melhor que amanhã,
Hoje você têm a oportunidade de fazer as coisas diferentes.
Bom Dia!!!
beijooo.
Linda Gracita.
ResponderEliminarAqui estou!
Tua história fez-me lembrar de Saint-Èxupery. Tão lindo este teu pequenino que cativou meu coração.
Beijinhos para ti, amiga
Graça,hoje vc está no meu blog "estrelinhas voadoras" em homenagem a esses belos textos que posta em seu blog e que tanto admiro!Bjs,
ResponderEliminarLinda e ternurenta esta história do Calhambeque.
ResponderEliminarToda a nossa vida é feita destas histórias.
Algumas são na primeira pessoa e outras apenas presenciámos ou ouvimos contar.
Ficamos presos nesses quadros que nos construíram e a todos emprestamos um pouco daquilo que somos.
Obrigado por esta partilha.
Paso por tu blog y te dejo saludos y agradecimientos por visitar el mío....volveré para leer no solo esta sino muchos de tus escritos.
ResponderEliminarSaludos
Sergio
Olá Graça!
ResponderEliminarVejo que há não uma, mas várias pontes que nos unem... mais precisamente a tua cidade e a minha...!!!
Gostei da forma como escreves... voltarei mais vezes se não te importa!
Um beijo.
Graça, obrigada pela visita.Vc me deixa sempre feliz quando aparece.
ResponderEliminarSe arranjar um tempinho,dê um pulinho lá para ler e escutar uma música chamada "A Lista".
Um abraço....
Sempre Emilinha
ola Graca
ResponderEliminarGostei muito da sua historia :-)
Quando recebemos alguem com carinho nunca nos esquecem :-)
Beijocas
Ana
Acabei por me lembrar da minha meninice, da casa de nadeira e zinco onde passei os primeiros anos de vida, perto da praia onde eu, o Filipe (que tomava conta de mim) e o Tejo (o fiel cão) íamos dar as nossas voltas, juntos.
ResponderEliminarAbraço do Zé
Procurei-o
ResponderEliminarao teu princípe! No tronco mais alto do castanheiro, junto ao poço vazio, lá em cima do telhado, nas rochas da praia e até nas ondas do mar.
Não o vi, mas ouvi-o tão bem! e ao seu tambor de lata e ao cão que ladrava e ao vento que soprava por entre os mangais...
e daqui te envio o seu recado segredado
os verdadeiros princípes, deixam-se cativar, mas nunca prender.
Pela história mais bonita deste dia!
beijinhos
Manuela
Olá Graça
ResponderEliminarObrigado pela visita ao meu blg e pelo comentário carinhoso. Quando puder volte.
Beijos
.
ResponderEliminar. claro que sim, claro que se lembra .
.
. porque "nós" [também] nos lembramos dele .
.
. bel.íssimo, Graça . os meus parabéns .
. um beijo, .
. paulo .
.
Graça,
ResponderEliminarque linda história...ainda estou emocionada com tanta ternura e candura.
Sabe, eu sempre sonhei em ter um principezinho, exactamente como o que descreve aqui. Tinha 14 anos, quando dois irmãos foram para a guerra do Ultramar. Nessa altura o que eu pedi a ambos foi para me trazerem um menino de pele escurinha, olhos grandes e cabelo encaracolado e um macaquinho. Eram duas paixões que eu tinha e ao longos dos quatro anos que eles lá estiveram só consegui algumas fotos.
Por isso, esta história tocou muito o meu coração.
Obrigado Graça por partilhar algo tão belo.
um grande abraço e muita luz no dia que agora começou
Graça
ResponderEliminarobrigada por esta partilha tão linda...
Com frio
Com sol
Com vida
Com amor deixo...
SOL DE INVERNO
Está sol...
Sol envergonhado...
Sol frio...
Sol de inverno...
Mas... sol...
Como a vida...
Que muitas vezes é...
Vida fria...
Vida de inverno...
Vida... sem vida...
Mas... Vida...
LILI LARANJO
Boa noite amiga.
ResponderEliminarEssa sua postagem me lembra do Pequeno Príncipe,o li por tantas vezes q hoje ao ler o seu texto percebi uma semelhança extraordinária.
Lindo demais.
Parabéns.
Obrigado pelo seu carinho lá na minha concha rs.
Uma noite feliz e um beijo grande.
Oi
ResponderEliminarVim buscar o mimo.
Obrigada pela visita.
Beijos...
Lúcia.
Oi Graça. Obrigada por seguir mais um Blog. Eu estou melhor sim, obrigada.
ResponderEliminarBeijo
Quantos Príncipes vagam pelas ruas, tão próximos e tão distantes de nós!
ResponderEliminarO teu deixou saudade em seu doce coração. Outros, mais sofridos, agridem para chamar atenção.
Ando trespassada de dor, minha amiga. Mandaram-me um comentário dos mais cruéis dizendo-me que a minha "tentativa de solidariedade era falsa."
Na minha idade, ser tachada de falsa em relação aos sofredores desse mundo...
Teu Príncipe vela por ti!
Beijos nessa madrugada!
Graça:
ResponderEliminarEste nome Calhambeque está ligado à minha saudade daquele tempo vivido lá bem longe onde Roberto Carlos ganhou muita fama com este seu tema por lá tão badalado, onde a partir daqui, foi o lançamento da grande carreira dele até hoje com tão lindas músicas que ele tem no seu reportório.
Depois, este teu post que de tão belo me faz recordar tanta coisa, é quase como se lá estivesse ainda naquele tempo.
Histórias que marcam tempos nunca esquecidos mas que a realidade aqui se expõe.
Faz bem à alma e ao coração ler coisas assim tanto pelo seu conteúdo como também pela pureza que elas tem.
Parabéns amiga por este tão belo post que aqui deixas-te e me renovou a saudade.
Bjos, felicidades e muita saúde te desejo.
Tenho um presente para ti no meu novo blog: "http://lumynart.blogspot.com".
ResponderEliminarPassa por lá para o ires buscar.
Beijos,
Lumena
AMIGA GRAÇA CADA VEZ QUE VENHO TE VISITAR VOCÊ ME SURPEENDE COM UMA MARAVILHA DE TEXTO... COM SEUS DETALHES... EU VIVO ESSE MOMENTO TEU... ESCREVES DE UMA FORMA BELA... CATIVANTE... ENVOLVENTE! PARABÉNS AMIGA!
ResponderEliminarPAZ E LUZ EM SEUS CORAÇÃO...
BJCAS
GRAÇA
AH! TE ESPERO NOS "MEUS RABISCOS EM VERSOS"...
Graça... esse menino Calhambeque, fez-me recordar tantos... mas tantos Calhambeques que ainda hoje ocupam um largo e afectuoso espaço das minhas memórias!!! Desde Nacala até á Beira, passando por Tete, Gago Coutinho, Chipera....,...,..., tantos, imensos locais onde passei os piores e os melhores momentos da minha vida!
ResponderEliminarUm abraço!
AL
Conto teu esse,Graça querida,por Ele concedida,intenso é,viajei de carona em texto seu,amei amei e mei!
ResponderEliminarViva La Vida!
Lindo o nosso Principezinho de pele escura...quem não tinha nos seus quintais um mufanita para varrer o quintal e brincar com os minino? Lembro-me de um que era o Repolho...porquê? Já não me lembro... mas recordo-o com ternura como tu, ao teu Calhambeque!
ResponderEliminarBeijo
Teresa (Quelimane)
Uma sensação estranha a que acabo de experimentar. Por um lado, senti um cheiro próprio de uma África que eu imagino mais do que vivi, a do interior. Senti os sons. Senti a inocência e a doçura do menino. Tal como o outro, este também partiu.... Para ser Pricipezinho tinha de partir, não é Graça. Lindo! beijinhos e obrigada pelas visitas. Tá tá, sempre!
ResponderEliminarGraça, o conto é a tua praia... sabes contar uma história como poucos.
ResponderEliminarGostei imenso, querida amiga.
Um beijo.
lindo texto... muitas vezes a vida nos aproxima anjos para nos ensinar o real valor dela. E esse princípe conhecia o valor da liberdade. Valor esse que muitas vezes desconhecemos nos fazendo escravizar a conceitos e pensamentos...
ResponderEliminarobrigada pela partilha,
beijinhos
Gisele
Gosto dos teus contos nos quais eu consigo entrar e viver tambem a aventura.
ResponderEliminarBeijinho
Ligia
Obrigada minha querida :))
ResponderEliminarBeijinhos grandes e um bom fim de semana*
Lindíssima a história, feliz este principezinho, aliás são felizes os principezinho que conhecemos, porque eles dão valor às pequenas coisas, aos pequenos gestos; para eles a felicidade está nas flores, nos bichos, nas frutas silvestres? Não é nessas coisas que reside a felicidade? Todos nós sabemos que é, mas nos esquecemos disso e há valores mais altos que se levantam; o trabalho em excesso para que se consiga muito dinheiro para que com ele se possam obter grandes coisas; a felicidade, essa fica sempre à frente de nós e nós sempre a correr atrás dela; não a alcançamos muitas vezes, porque corremos, corremos e nem nos damos conta de que ela está bem ali, pertinho de nós. Que bom seria se soubemos viver como o seu principezinho! Um beijinho, Graça e até breve! Seja feliz!
ResponderEliminarEmília
Desculpa o erro...se soubessemos..
ResponderEliminarEmília
Emilia
ResponderEliminar" a felicidade essa fica sempre à frente de nós e nós sempre a correr atrás dela".... Tens razão, minha querida, corremos atrás do que não presta, muitas vezes, e deixamos passar a felicidade...ali, tão perto de nós!!
Um beijo para ti.
Graça
Olá Graça
ResponderEliminarPodes ter a certeza que ele se lembra de tudo,pois ninguém se esquece quando é amado e tratado como da família!
Um óptimo fim de semana e Beijos
Zé Al
Olá Graça
ResponderEliminarMais uma recordação amorosa e que nos deixa em pensamentos longos naquela tua Africa. Aos poucos vou idelizando como seria viver naquele continente. Felizes os que por lá passaram e que meia duzia de iluminados não souberam conciliar uma vivência conjunta e honesta de gentes simples que apenas queriam viver onde se sentiam bem. Certamente que o teu Princepezinho, olhando a lua, te recordará com carinho. O carinho que lhe dedicaste e isso ninguem consegue apagar. Afastar sim mas esquecer não. Somos, ainda, donos do nosso pensamento.
Bjo grande
Diogo
Diogo
ResponderEliminarComo eu concordo contigo... Não nos deixaram ser felizes e havia uma maneira de abranger todo o povo...Tudo foi mal arquitectado desde o início para alimentar o sonho do Império...esqueceram-se que lidavam com pessoas e não com gado... mas, os meus 33 anos lá vividos, foram muito e muito felizes e é isso, essa memória, que eu tento passar para vós com todo o carinho.
Beijo e também bom fim de semana.
Graça
Graça, adorável memória de África mas sobretudo do seu Principezinho.
ResponderEliminarDe facto ele era feliz, era livre e sabia dar valor à Terra Mãe.
Muito doce esta história, adorei!!
Beijinhos e bom fim de semana
Carmo
Olá Gracita :)
ResponderEliminarÉ sempre triste a partida de quem gostamos !
Bom fim de semana para ti e para o Nuno .
Beijoka/abraço.
Norberto
Graça,voltei para mais uma vez ler esse belo texto e agradecer sua maravilhosa e carinhosa mensagem em meu blog!Bjs,
ResponderEliminarGraça,
ResponderEliminarQue linda história, quanta ternura...
Fala-nos direto ao coração.
Bjs.
Maravilhosa Amiguinha:
ResponderEliminarEscreve com uma ternura e querer lindos. Sensível e perfeita.
Recordações de África bem delineadas e preciosas.
Eusébio, o maior jogador português de todos os tempos. Daquela altura. Numa Arte para jogar a bola fenomenal. Um trato fabuloso.
Parabéns sinceros. Adorei. Todo o enredo suscita atenção dada a beleza.
É muito linda. Encanta.
MUITO OBRIGADO pela ternura deixada no meu blogue.
Escreve de forma sublime. Com beleza e fascínio.
Beijinhos amigos de parabéns pelo brilhantismo da sua enorme narração.
Sempre a admirá-la
pena
Divinal. Maravilhosa.
Bem-Haja, fantástica amiga que é um ser humano de sonho.
MUITO OBRIGADO!
Os mufanitas faziam-nos muito jeito no quintal...eram donos desse espaço.
ResponderEliminarGostei de ler.
Monhé
Bonita história!! Como as que costumas contar!!
ResponderEliminarQue linda história, Graça, de enternecer corações!
ResponderEliminarBoa semana, Abraços, Lais.
Fiquei com pele de galinha, como se costuma dizer. Lembrou-me, não tanto o Principezinho(embora perceba a bonita relação) mas talvez mais o Zezé do Meu Pé de Laranja Lima. Uma história que me faz arrepiar TANTO. A serenidade da criança, o seu ar triste e sabedor do mundo, que como sempre por ser conhecedor é trsite. Eas lagrimas arrancadas à professora da primária enquanto conta a historia de maneira tao natural...
ResponderEliminarGostei muito, Graça. Mas fiquei com uma estranha sensação dentro de mim. talvez por me identificar com estes seres. Nao pertenço a este mundo. Nao é o meu.
bjinho amigo
Que ternura Graça!
ResponderEliminarTenho família em Moçambique e de cada vez que leio estas tuas recordações, as lágrimas vêm-me aos olhos...
De certeza que o teu princepezinho, de cada vez que olha a lua, lembra-se de ti e do carinho que lhe deste.
Obrigada amiga por mais esta linda história de amor!
Jinhos grandes
Amiga Graça, de tantas estórias encantadas e encantadoras...assim como muitos que comentaram tb me lembrei do Pequeno Príncipe, que tantas vezes li e reli...
ResponderEliminarMas não cativastes só ao teu principezinho, cativas a todos os que te lêem, por uma simples razão: só se vê bem com o coração...e tu, escreves com o teu, no lugar dos olhos...
Beijos minha doce amiga.
Todos seríamos melhores se tivéssemos conhecido um principezinho um dia. Quanto saber ele deixou pro seu coração, e que bom que compartilhas conosco ..chorei ao terminar de ler...
ResponderEliminarLindíssimo.
Salvé Graça
ResponderEliminarClaro que ele se elmbraá para sempre!
Penso que saiba que: tudo que brota da alma e se dá através dela, jamais se esquece; fica registado como lacre. Ao invés do que serve a personalidade - Isso passa depressa.
Nunca ouviu dizer: "é pobre e mal agradecido?"Ou
..."esqueceu-se do que fiz por ele/ela?"
Então? É isso mesmo! Todos cobram e se queixam do que serve o "ego", porque o que ser a alma é eterno!
Abraço meu
Santa Páscoa
Sempre...
Mariz