Não tarde é Natal e dou por mim num estado de angústia que, vendo bem, nem sequer é de agora. Arrasta-se há anos, embora não possa precisar desde quando. Que não é desde sempre, disso tenho a certeza, pois lembro-me bem dos natais da infância e não eram precedidos de angústia, mas de excitação e de espanto, de magia e de festa.
A excitação e o espanto começavam no dia em que a minha mãe me levava a ver as iluminações que enfeitavam as ruas da Baixa e eu me detinha, maravilhada e sem fala, de nariz colado ao vidro da montra dos armazéns do Grandella, seguindo o comboio que subia e descia montes e vales forrados a pano, com neve de esferovite a cair pelas encostas das pregas, e pais natais sorridentes esboçando gestos que, embora funcionassem a pilhas, me pareciam autenticamente benignos.
A excitação e o espanto começavam no dia em que a minha mãe me levava a ver as iluminações que enfeitavam as ruas da Baixa e eu me detinha, maravilhada e sem fala, de nariz colado ao vidro da montra dos armazéns do Grandella, seguindo o comboio que subia e descia montes e vales forrados a pano, com neve de esferovite a cair pelas encostas das pregas, e pais natais sorridentes esboçando gestos que, embora funcionassem a pilhas, me pareciam autenticamente benignos.

A excitação a seguir era escolher um pinheiro, e o próximo espanto, enfeitá-lo. Não podia ser demasiado pequeno, para que as bolas de vidro não sufocassem os ramos, nem grande demais, para caber no porta-bagagens do carro, primeiro, e no canto da sala, a seguir, junto à janela, de forma a que as pessoas que passassem na rua pudesse vê-lo de fora.
As bolas, as luzes e milhares de fitas às cores saíam então de caixotes que a minha mãe ia buscar à despensa e rapidamente o simples pinheiro, nem muito grande, nem muito pequeno, ganhava um novo estatuto e presidia imponente, de pé, às comemorações natalícias.
Depois vinham de novo a excitação e o espanto de montar o presépio. O meu pai esvaziava uma prateleira da estante para que as várias figuras de barro ocupassem os respectivos lugares e funções junto ao Menino Jesus. Animais e pessoas espalhavam-se em torno da manjedoura com tecto de palha, recriando a vinda do Deus Menino ao mundo dos homens.

Mais tarde, na Missa do Galo, acontecia a magia. Numa pequena capela iluminada com velas, o Menino recuperava o pulsar e a forma do sangue e do corpo e deslizava por nós, a comunhão do encontro estendia-se à ceia onde agora em vez do pão e do vinho, havia bolinhos e um chocolate espesso e forte.
Finalmente, no dia seguinte, a família e a festa completavam o quadro. Olho para trás e revejo-me, em casa dos meus avós, espreitando os presentes ainda escondidos na esperança de adivinhar-lhes as formas. Uma boneca, um jogo, um livro, um carrinho…
E nisto o presente devolve-me à depressão de que vos falei no início. Não tarda é Natal e não sinto alegria nem espanto. A Baixa deixou de ter o exclusivo das iluminações natalícias e já não fico colada ao vidro das montras, de tal forma todas me parecem iguais e repetitivas.
O pinheiro é o mesmo de há anos, a mesma artificialidade dos ramos, a excitação do escolher verdadeiro, transformado num gesto deselegante. O presépio deixou de ocupar a prateleira da estante, eu deixei de caber, sentada e feliz, nos degraus do altar da pequena capela e a casa dos meus avós foi vendida, depois de eles a as tias terem morrido.

E, no entanto, nada é tão simples assim. Apesar desta angústia latente, sei que conservo a capacidade de surpreender os meus filhos, como os meus pais me surpreendiam, de cada vez que tiro o pinheiro da despensa e o enfeitamos com bolas, luzes e fitas. Sei que asseguro o ritual do presépio e a sua magia. Que a comunhão do amor continua a cumprir-se, em corpo e em espírito, mesmo na ausência das velas e noutro lugar que não a capela da minha infância.
Que a festa assegura os laços de sangue, ainda que tenha de ser dividida por várias casas e várias famílias.
Se querem saber o que me deprime é a antecedência exagerada da espera. É a globalização das luzes nas ruas, ainda apagadas, no fim de Outubro. É o ritmo, frenético, que se apodera de tudo. É a comercialização dos presépios, a voracidade com que se rasgam embrulhos, os anúncios com musiquinha de sinos. Angustia-me o Natal transformado em pretexto, o Natal convertido em pano de fundo, o Natal reduzido à frase feita feliz dos postais, o Natal usurpado pelo consumo. Se não fosse isso, a alegria e o espanto, a excitação, a surpresa, a magia, o encanto e a festa da minha infância estariam intactos. E eu escusava de estar deprimida….
Que a festa assegura os laços de sangue, ainda que tenha de ser dividida por várias casas e várias famílias.
Se querem saber o que me deprime é a antecedência exagerada da espera. É a globalização das luzes nas ruas, ainda apagadas, no fim de Outubro. É o ritmo, frenético, que se apodera de tudo. É a comercialização dos presépios, a voracidade com que se rasgam embrulhos, os anúncios com musiquinha de sinos. Angustia-me o Natal transformado em pretexto, o Natal convertido em pano de fundo, o Natal reduzido à frase feita feliz dos postais, o Natal usurpado pelo consumo. Se não fosse isso, a alegria e o espanto, a excitação, a surpresa, a magia, o encanto e a festa da minha infância estariam intactos. E eu escusava de estar deprimida….
- Inês de Barros Baptista in “Os Dias da Luz”
Bela reflexão, que agradeço por compartilhar. Mas não fique deprimida. Sou capaz de apostar que o "seu" natal de infância continua intacto.
ResponderEliminarAbraços.
Gilson.
Boa noite Graça
ResponderEliminarParece-me que nada é igual na actualidade com a vivência que noutro tempo vivemos.
Tendo menos éramos infinitamente mais felizes.
Nesta quadra preocupo-me menos com o que tenho mas muito mais com o que falta em muitas casas.
Qualquer um de nós que escreve estas linhas poderia ser esse outro sem emprego, sem pão para os filhos, sem prendas nem presépio colorido de fantasias...
Um texto em que me revejo.
ResponderEliminarOs meus natais de infância guardo-os comigo. Hoje ,vivo os actuais apenas com o sentido de união familiar, pois "odeio" o consumismo.
Beijos.
Confesso que eu sinto saudades dos NATAIS de outrora, onde minha avó materna preparava tudo com imenso carinho, mesmo dentro do pouco, quase muito pouco que tínhamos, pois hoje se tem tanto e tantas variedades, muito mais brilho e luzes mas a essência perdeu-se pelo trajeto... Quando chega esta época confesso-te que penso apenas no MENINO JESUS que abriga todos os instantes do meu coração, nada mais... nem tenho muita vontade de enfeitar a casa como fazíamos... outras coisas mais profundas ocupam os espaços...
ResponderEliminarBeijinhos, minha linda.
Um relato tocante e verdadeiro.
Os Natais de antes eram com sabor da nossa infância e além disso, não tinham lado comercial.
ResponderEliminarPelo menos os meus eram simples e não havia todo esse apelo comercial que deteriora tudo.
Gostei de te ler e passaste muito bem a sensação que tens e que não é só tua! beijos,chica
Os meus netos aliviam-me um pouco essa depressão mas o consumismo cada vez mais se infiltra nesta época.
ResponderEliminarexcelente texto.
Beijo.
Graça li e as lágrimas caiam!
ResponderEliminarNão suporto o consumismo, não tenho espirito natalicio, muito pelo contrário, não gosto desta quadra, ando nostálgica demais, tristonha, caio em depressão, chego a ser até insuportavel, chego a ter momentos que já não suporto ouvir a palavraNatal.
Sabes estou no desemprego e tenho para sustentar uma filha que nem desemprego tem e os seus tres filhotes, o divórcio já se deu, mas o pai não cumpre o que o tribunal declarou para o sustento dos filhos!
E não está a ser fácil de suportar a carga.
Boa semana amiga
Beijinho e uma flor
A mí tampoco me gusta la navidad.
ResponderEliminarMuchos recuerdos, esos seres queridos que ya no están.....
pero no estés triste.
Un beso y buena semana
Olá Graça, será que ainda existe Natal? Acho que não minha amiga, pois os nossos governantes se encarregam de tirar o pouco que temos. Eu posso não ter mais nada, mas fui presenteada (mais cedo) com o menino Jesus(no feminino)a primeira neta, portanto já não falta tudo. Acho que esse desencanto vai-nos acompanhar ao longo da vida. Não posso com o consumismo e as lembranças, vou ser eu a fazê-las. Beijos com carinho
ResponderEliminarOlá, querida!
ResponderEliminarTambém tenho algumas angustias nessa época. É quando deveríamos esquecer algumas mágoas que nos fizeram e pedir perdão a quem magoamos também, mas nem sempre isso acontece, infelizmente. Em alguns momentos, a reunião do Natal torna-se obrigação, assim como o dar presentes que são esperados e serão analisados e julgados. Pra mim, é mais valioso um pote de doce feito por uma pessoa querida especialmente pra me presentear do que algo industrializado, comprado apenas para cumprir o que parece ser uma obrigação: a troca de presentes. É o tempo do comércio, da correria, das obrigações....parece que o coração ficou de lado, achatado por sentimentos estranhos a ele. Mas, é Natal! E faço do meu o melhor possível, e dando o que tenho de melhor em mim, contagio os que me cercam com meus olhos que ainda brilham ao ver as luzes, as pequenas lâmpadas, os pinheiros, os presépios, os enfeites. Faço com minhas mãos pequenos mimos mas apenas pra quem sente o mesmo que eu; aos outros, cumpro com a regra: vou numa loja e compro algo. Sinta o Natal como antes, tente, seja feliz! Beijos!
Graça,
ResponderEliminarVocê falou de um tempo em que tudo era mais ingênuo e mais feliz. Hoje tudo mudou, a magia se desfez... Tudo agora é voltado para o consumo desenfreado. Por aqui, nesta época fica tudo agitado, as pessoas estressadas lotam as lojas no afã de comprar,comprar, comprar, os vendedores de mau humor, o trânsito fica mais caótico... Tudo isso sob o calor intenso do nosso verão e a maioria nem se dá conta do que se comemora nesta data.
Beijocas.
Querida Graça
ResponderEliminarA comercialização tirou o encanto do Natal.
Em pleno Outubro já está tudo montado nos shoppings, nas lojas.
E Dezembro até perdeu um pouco da sua graça.
Lembrar do nosso passado e de como vivíamos o Natal traz mesmo essa melancolia e a tristeza de que será difícil voltar a ser o que foi um dia. Uma data especial. O nascimento do Jesus menino. Toda a simbologia que nos sustentava para continuar vivendo com esperança. Onde isso hoje?
Beijinhos
Graça es una hermosa y nostálgica reflexión sobre esa Navidad especial y entrañable que asociamos a la infancia. La magia de la espera, la emoción de las luces, las calles adornadas, los dulces, los regalos. Pero es cierto que en los últimos años toda esa magia se ha sustituido en algunas partes por el consumismo. Aunque aun prevalecen las sonrisas de los niños que aguardan y esperan como nosotros lo hicmos en nuestra niñez la llegada de la Navidad.
ResponderEliminarAbraços
Depressão apenas por não ter subsidio de Natal. :(
ResponderEliminarEntrei na Saudade.....Meu Deus...
ResponderEliminarBeijo
É uma época que realmente traz uma melancolia....beijos e uma bela tarde pra ti amiga.
ResponderEliminarOlá, Graça!
ResponderEliminarO "Grito" envergando o barrete de Pai Natal, não conhecia.Símbolo muito apropriado para quem não se revê neste Natal devotado ao comércio, figura inventada, que nos dias de hoje se transformou em apelo ao consumo em época natalícia.
O Natal é essencialmente das crianças, e é através da alegria deles que poderemos encontrar um pouco da nossa...que fomos perdendo ao longo do tempo.
Belo texto sobre o tema Natal, apesar do título que lhe deste...
Beijinhos; bom resto de semana.
Vitor
Belo texto...Espectacular.....
ResponderEliminarDo bem e do mal
Todos tem seu encanto: os santos e os corruptos.
Não há coisa na vida inteiramente má.
Tu dizes que a verdade produz frutos...
Já viste as flores que a mentira dá?
Mario Quintana
Cumprimentos
Graça Amiga,
ResponderEliminarComungo contigo evocação do Natal feliz da nossa infância [o meu passado sempre em Trás-os-Montes, em que o calor da lareira colmatava um frio de rachar. A neve lá fora e os pingarelhos nos beirais dos telhados eram uma constante. As bôlas, as rabanadas e as orelhas de abade eram a sobremesa esperada. Os brinquedos nos sapatos postos junto à lareira eram aguardadados com ansiedade.
Agora tudo mudou e a magia do Natal genuino esfumou-se, ficando essa depressão que tão bem retratas, agravada pela crise e pelo desmprego que se agravam todos os dias.
Resta-nos estar atentos às carências de quem neceessita e procurar no auxílio que lhes possamos dar encontrar o lenitivo para essa depressão.
Beijo,
Jorge
A angústia que eu tenho é pela perda de tantos familiares e amigos que já partiram e o Natal fica mais triste.
ResponderEliminarMonhé
Como te compreendo amigo! Há muitos lugares vazios outrora preenchidos por aqueles que amávamos e...continuamos a amar!
ResponderEliminarGraça
Olá...
ResponderEliminar"Gostava de saber aonde está a VERDADE no meio de tudo isto...o que eu sei e que todos sentimos é que estamos mal e caminhamos para pior!
Estamos entregues à Bicharada... uma bicharada esquisita, sem escrúpulos...pronta a arrancar-nos a pele!"
Não sei se ajuda mas deixo ficar aqui a Civilização Ocidental Actual e aqui os Donos de Portugal...
A partir deste conhecimento a solução fica mais há vista... Penso eu...
Abraço
Vou ler...sem dúvida!
EliminarObrigada pela dica.
Abraço
Graça
Hoje, Graça, só venho deixar-te um beijinho muito especial e agradecer a GENTILEZA com que sou tratada tanto aqui quanto no Começar de Novo. Muito obrigada, amiga, por seres tão GENTIL. Fica bem e boa noite.
ResponderEliminarEmília
Minha Querida Zambeziana:
ResponderEliminarExcelente o teu texto!
A saudade dos Natais da nossa infância! Os Natais que não voltam mais! Dor dilacerante no nosso coração!As luzes da nossa meninice, que nos deslumbram e às quais já não conseguimos chegar! Mas, de repente, é lá que ainda conseguimos ir resgatar forças para criar e viver a magia dos nossos Natais de hoje e para surpreender os nossos Filhos. Eles merecem que façamos isso por eles, comop em seu dia, alguém o fez por nós.
Extraordinário o quadro de "O Grito" com esta recriação tão oportuna, tão a propósito. Ocorre-nos a frase: "Socorro! Vem aí o Natal!"
Vejo a tua Zambézia coroada de luzes de Natal, lá onde os querubins correm descalços nos teus mangais.
Um beijo para ti, minha Querida Zambeziana.
Mudou o Natal ou mudamos nós?
ResponderEliminarBelo texto, Graça.
bjs
Eu adoro o Natal. Adoro pelo sentido de família, que tenho todo o ano, mas nesta época intensifica. Quando pouco se tem, pouco se gasta mas muito se pode dar. Nunca pude usufruir do consumismo e é tão bom... Apreciamos o que tem mesmo de ser apreciado... As pessoas! :) Beijinhos grandes Gracinha :)
ResponderEliminarOi querida amiga Graça, todos nós trazemos dentro de cada um de nós as lembranças dos Natais passados, eu sempre passava no interior na casa dos meus avós, era tudo muito simples, mais não podia faltar diversos tipos de bolos que a minha tia que morava num sitio distante chegava acompanhada dos filhos e de diversos vizinhos traziam alegrando a casa. Na rua diversas barracas armadas com jogos e muitas guloseimas, um pequeno parque com um carrossel e uma pequena roda gigante 'só no nome', vinha sempre uma banda de música da capital para tocar na porta da igreja esperando a hora da missa do galo a mesma era campal. Desde cenário só resta as lembranças, esta geração toda se foi, para dar lugar a outras com outros hábitos mais sofisticados, mais é Natal as luzes dos choppings começam a brilhar e as músicas da época se faz ouvir, ´as saudades dÓi mais o futuro está aí , mais tarde são eles os filhos, terão outras historias´ para contar assim como nós.Muita Paz, e um abraço fraterno. Celina
ResponderEliminarQUERIDA GRAÇA DEVO TER APERTADO EM ALGUM LUGAR ERRADO O MEU COMENTÁRIO SAIU ANÔNIMO, ABRAÇOS QUERIDA. CELINA.
ResponderEliminarBoa tarde, querida amiga Graça!
ResponderEliminarA depressão Pré-Natal
hoje com menos alegrias
em depressão está Portugal
infelizmente todos os dias
Os pinheiros são artificiais
porque os reais todos arderam
até o presépio e pais natais
foram os chineses que venderam
beijinho,
José.
Que bela reflexão!
ResponderEliminarCada vez mais sinto igual...começo a ter muitos dos que amo do lado de lá...
Beijinho
a Inês de Barros Baptista, penso ser esta a jornalista de que falamos, atravessou a morte e o luto
ResponderEliminarsobreviveu e contou
muitas pessoas serão solidárias com este sentimento de perda e solidão no tempo de Natal, eu não
também já perdi muito, mas o Natal é o nascimento de Cristo e se tiver apenas uma laranja para festejar, festejo
exigimos demais de nós próprios, daí a frustação
e assim, Graça, desejo desde já, um santo Natal!
beijinhos
Querida Manuela
EliminarSinto alguma angústia pela falta de muitos queridos à volta da mesa de consoada mas, estou como tu, Natal é o nascimento de Jesus e, por isso, enfeito a minha casa toda e continuo a celebrar o verdadeiro motivo do Natal.
Beijo amigo
Graça
Triste e emocionante.
ResponderEliminarAinda bem que superaste as coisas.
Eis o grande prazer de viver.
Ah, a imagem é linda.
Um Abraço.
Natalia - Revelando Sentimentos
Querida amiga Graça, muy buenas noches. Preciosa y a la vez meláncolica y muy reflexiva, si señor. Cojo un tiempito de descanso en mi blog y queria dejarte mi saludo. Un abrazo. Con cariño. Lola.
ResponderEliminarAno após ano sinto também aumentar a minha angústia nesta época, é a saudade dos tempos que não voltam, é a casa cada vez mais vazia e um nunca acabar de recordações. Faço um esforço enorme para conseguir o aconchego necessário na casa e manter viso o espírito de Natal que teima em me abandonar.
ResponderEliminarBjs
Oi, Graça, na verdade, eu já saturei desses Natais há muito tempo. É claro que os Natais da infância a gente não esquece. Porém hoje é um consumismo, um artificialismo, bebidas, comidas e um cansaço enorme em preparar tudo que perdeu o sentido. Natal hoje é comercial, perdeu o encanto. Na verdade fico só esperando o dia seguinte, o que acontece com o tal primeiro do ano que é a repetição de todos os anos, tudo igual, salvo os cumprimentos que, pensando bem, não mudam nada. No dia seguinte as pessoas são a mesmas, com seus egoísmos, com suas agressões. Mas dois dias dá pra aguentar...
ResponderEliminarGrande beijo.
Graça
ResponderEliminarNada é artificial quando se sente e entende que o tudo à nossa volta
está ausente e nós estamos ausentes desse tudo!
Mesmo com muita gente, estamos ausentes.
Trazemos dentro de nós
as recordações que fazem sofrer
e nunca nos libertamos delas até morrer
e depois...ainda não sei se as encontramos
ressuscitadas noutro lugar melhor,
esperando por nós.
Interessa é que o Salvador do Mundo nasceu
e acreditamos que nasceu e morreu por nós.
Acreditar é ver a vida de um outro ângulo,
esquecer a multidão, as prendas inúteis
e lembrar que Ele nos está a acompanhar no recordar
aqueles que foram os amores de nossas vidas.
Minha amiga, não se sinta deprimida,
jesus tira as depressões mais cruéis
e nos dá a Esperança do reencontro,
um dia, noutro lugar...dos Benditos amados por nós.
É cedo e eu espero voltar...
Este ano fico em Portugal,
não posso fazer a viagem ao Brasil,
onde tenho meu filho, neta e nora
por razões de saúde.
Que direi eu? Cuja família mais direta
fica tão longe de mim...e eu fico com meu marido
e espero a visita de Jesus, para consolar a saudade.
Quase me fez chorar...e nem a todos podemos escrever
o que estou escrevendo à Graça.
As pessoas não gostam
as pessoas pensam nelas
e só nelas.
E o resto, é a fantasia
onde se beijam os reflexos.
Abraço, Maria luísa
Maria Luísa
EliminarEste texto não é meu! É de uma amiga e jornalista que o escreveu inserido num belissimo livro " Os dias da Luz"! Porque escolhi para o editar aqui no meu blog? Porque também sinto a angústia e a saudade da minha infância e a perda de tantos amores que já estão na casa do Pai. Apesar de todas e muitas ausências, eu continuo a viver o Natal pelo seu verdadeiro significado: o nascimento de Jesus que, isso sim, continua a ser mágico!
Mil beijos
Graça
Gostei de ler este texto da sua amiga inserido no livro
ResponderEliminar"Os dias da Luz" que eu gostaria de ler.Pode dizer,pelo menos
o nome da autora? De qualquer modo vou ver se descubro.
Eu também tenho a angústia do Natal.Minha mãe morreu numa noite
de Natal...e este anos as crianças da família(mais próxima)estão
na Irlanda o que irá tornar o meu Natal ainda mais triste.
Mas obviamente que o significado do nascimento de Jesus continua
a ser importante para mim.
Beijinhos
Irene Alves
É jornalista e escritora -Inês de Barros Baptista - comprei-lhe agora (à cobrança) 3 livros dela "Dias da Luz", "Morrer é só não ser visto" e "Mães como nós". Muito lindos os três. Posso-lhe perguntar aonde estão à venda mas, se quiseres, ele poderá de certo mandar-tos pelo correio como fez comigo.
EliminarBeijocas amigas.
Graça
.
ResponderEliminar.
. querida Graça,,, .
.
. foi neste blogue que eu vi . num ano que passou . as mais belas imagens natalícias . provenientes de Sua casa . pelo que . peço.Lhe . que este ano nos presenteie mais uma vez . com novas e belíssimas imagens . caso contrário . a depressão pós-Natal . será certa.mente . muito mais dura de suportar .
.
. um bom fim de semana .
.
. um beijo meu .
.
.
Querido Paulo
EliminarDentro de dias começarei com as histórias de Natal e a minha vestida de Natal, de uma ponta a outra.
Obrigada pelo teu carinho
Beijo
Graça
Como te compreendo e como muitos se colocam em mesma posição, essa em que lamentas os enganos de então. De tudo o que ficou apenas lembranças de um tempo bom tão e qual para todos como bem descreves da tua infancia. Hoje acabou os estados surpresos das crianças, o comércio agita e o mundo cogita dos mesmos interesses.
ResponderEliminarTá faltando amor, a luz bendita com essência de esperança. O passeio nas ruas, os jovens namorados no cumprimento da lua, tantas coisas que estão faltando por razão da morte, morte de toda uma alegria no coração do mundo descontente e cansado pelo comboio que passa arrastado e arrastando a quem já foi um dia o encanto da fantasia, pois que ela é quem está faltando como fruto de criatividade, inocência e alegria, a nossa dita e saudosa FANTASIA...
Falar em natal é angustiante e que pena que seja assim.
Antes se falava do nascimento do Cristo, da vida em si, hoje parece se comemora a morte do que foi de ida sem volta...
Feliz semana Graça querida
Livinha
A minha casa...queria eu dizer!!
ResponderEliminarQuerida GRAÇA!
ResponderEliminarJá tinha saudades de ler as tuas histórias!
Hoje vim dar aqui uma volta.
Há já alguns anos que eu digo que gostaria de me esconder 3 dias antes do Natal e voltar a aparecer 3 dias depois dos Reis.....mas, infelizmente ainda não é este ano!
Esta história de que na noite tem de passar com este...no dia tem que passar com aquele....depois tem que se gramar a presença de quem não se quer..NÃO !!! Estou a ficar farta.Gosto de enfeitar a casa,de dar lembranças feitas por mim, de fazer doces,de convidar quem eu quero, sem correrias e sem constrangimentos!
NATAL é para conviver com a familia e os amigos.(sem chatices).
Beijs GRAÇA
Olá Graça!
ResponderEliminarEstá uma prendinha para ti no meu blog! Aqui!
Um beijo e feliz fim de semana****
ps: passarei mais tarde com mais tempo para admirar teu trabalho e comentar;o)
Graça minha amiga
ResponderEliminarEu te entendo, mas não te deprimas. Mantém dentro de ti o real significado do Natal, um momento de reinvenção de vida. E nunca foi tão necessário sermos criativos na reinvenção das relações e da vida.
Um abraço bem apertado
Anne
Minha querida Gracinha
ResponderEliminarEu também sinto essa nostalgia...talvez lembranças de um tempo inocente que não volta e que matou a ilusão.
Adorei como sempre.
Um beijinho com carinho
Sonhadora
Tantas coisas nos deprime no mundo de hoje, e o natal, seguramente, pode ser uma delas.Beijo grande de quem lê e se encanta com seus post´s.:-BYJOTAN.
ResponderEliminarGraça ao ler o texto que seleccionaste, recordei que, também eu ficava parada a ver o comboio na montra do Grandela.
ResponderEliminarSabes, o Natal já não é, para nós, o que um dia foi. Ontem era, de facto, espanto; agora é nostalgia (muita) e, sobretudo, tristeza.
Também ando deprimida... sou o meu País.
Beijinho
Laura
Não conhecia esta escritora e gostei do texto. Por várias razões todos temos nostalgia, saudade, angústias nesta época que se aproxima.
ResponderEliminarMas quero ver os teus arranos de natal.
Beijo
Teresa(Quelimane)
A desilusão é normal na maturidade. Talvez possamos criar um novo encantamento refazendo fantasias, revalorizando a existência... De qualquer modo o texto é bom, está bem escrito. Um grande abraço
ResponderEliminaroi Graça minha querida.
ResponderEliminarAcho que a depressão vem da nostalgia, pois hoje as comemorações natalícias antes tão cheias de encanto e simbologia deram lugar ao consumismo exacerbado. O encanto ficou restrito à memória. Um carinho abraço e boa semana
Gracita
ResponderEliminarTe envío en alas de las nubes la brisa y la esencia de esta mañana, que nos envuelve en sus hojas con surcos de melodías, para endulzar las razones del pensamiento.
Un abrazo breve pero sentido
para iniciar la semana
con afectos presenciados.
Atte.
María Del Carmen
ResponderEliminarA verdadeira amizade jamais é esquecida
por mais distante que eu esteja meu pensamento estará sempre contigo.
Linda é nossa amizade estou passando por uma chuva
não chamaria de tempestade , pois tudo Jesus resolve.
Sem sua amizade e dedicação não teria sido possivel continuar
meu coração faz uma festa quando vejo seu carinho no meu blog.
Nessa segunda feira estou passando para desejar uma semana abençoada por Deus.
E aproveitar para deixar meu carinho e mil beijos meus.
Carinhosamente ,Evanir.
Devagar Voltando...
Graça, viajei contigo aos Natais da minha infância que eram mais " pobres" mas mais bonitos. Lembro-me que por volta do dia 23 eu e uma amiga, ajudavamos as nossas mães para depois nos sentarmos em frente ao televisor a ver o Natal dos hospitais que agora, já não me encanta; passa na televisão cedo demais, como tudo actualmente. Nas vésperas de Natal estava sempre à espera que o meu pai nos dissesse que iamos ver as iluminações de Natal ao Porto; só lá se iluminavam as ruas e mesmo assim já bem pertinho do Natal; agora, meio de Novembro e já tudo está enfeitado. Sabe, por isso e por muito mias considero um dia como outro qalquer, embora agora tenha dois netinhos pequeninos( 5 e 3 anos) e por eles, acho que devemos tentar dar ao Natal alguma da magia que tinha no tempo em que eramos crianças. Contigo fiquei também com uma certa nostalgia, mas ao mesmo tempo foi bom voltar ao Natal dd minha infância. Obrigada, Graça e fica bem! Um beijinho muito especial
ResponderEliminarEmília
Ola minha amiga,deixei um convite para você no meu blog,mas fique bem a vontade para aceitar ou não.
ResponderEliminarMeu terno abraço.Celina
ResponderEliminarUn esplendido fin de semana te deseo, al calor de la familia y amigos que son el soporte que hacen posible que la vida continúe en armonía irradiando felicidad.
Te doy un suave abrazo
bajo la bruma del silencio,
para hacerte llegar
el roce del afecto.
Atte.
María Del Carmen
Para mim uma época de apenas lembranças....
ResponderEliminarBeijo Lisette.
Que linda recordação que me trouxe. GOSTEI.
ResponderEliminarAbraços
Minha querida Graça, viajei nestas lembranças, "no Natal da minha infância". Hoje mudou os sabores, a nostalgia toma conta quando não nos surpreendemos mais, e temos que recorrer ao passado na tentativa de suplantar esta dor, reconstituindo os fatos que ficaram em nossa memória. Cabe a nós buscar a alegria, nos recantos mais escondidos dentro dessas lembranças e quem sabe daí, levantar voo e abraçar o mundo com mais esperança e aceitação. Afinal o verdadeiro sentido do Natal deve permanecer em nós e por ele é que devemos sorrir e agradecer sempre.
ResponderEliminarAdorei o texto desta escritora, e quero te parabenizar pela escolha.
bjs.
Vc não é a única a sentir-se deprimida nesta época, Graça...perdeu-se a candura, a inocência dos dias em que a reunião de entes queridos era o que importava no Natal...
ResponderEliminarUm abraço, e obrigado pela visita!
Bindi e Ghost
Muitas pessoas se sentem assim nesta época. Inclusive, minha mãe! Ela nunca comemorou à meia-noite. Eu passei a comemorar a véspera de Natal depois de adulta.
ResponderEliminarUm belo texto, minha querida!
Parabéns pela escolha!
Beijinhos meus!
Identifico-me imenso com este texto, que espelha bem a nostalgia que esta época acaba por trazer, onde as boas recordações nos povoam a alma, e a tristeza de não termos connosco toda a nossa família.
ResponderEliminarBeijinhos
Hélas, pour moi aussi la magie de Noël a disparu!
ResponderEliminarEt j'ai la nostalgie de ces moments magiques lorsqu'enfant j'allais moi-même couper l'arbre dans la forêt pour le décorer, et que je ramenais aussi de la mousse pour constituer le sol de la crèche!
Et avec mes enfants, pour chaque Noël on a continué la tradition, mais
maintenant ils sont partis de la maison, et deux sont parents à leur tour, et chaque année c'est très compliqué pour les regrouper tous sous le même toit et ça me contrarie beaucoup et ça m'angoisse aussi!
Merci pour le partage Grace!
Excuse-moi de rédiger en français mais j'ai pas besoin de réfléchir et du coup c'est plus rapide.
Je suis très en retard dans mes visites aux blogs et je te demande aussi de m'excuser pour cela.
***
Bises et à bientôt mon amie****
Olá, querida Graça
ResponderEliminarE por ler algo assim em tantos blogs que resolvi postar uma Coletiva sobre as nossas alegrias...
Vem conosco!!!
Amanhã tenho um convite... espero vc por lá!!!
Bjs de paz e bem
Com o "grito" podemos classificar a época que nos toca a viver e que nos vai fazer passar um Natal bem diferente.
ResponderEliminarComeço a não prestar a importância que requere esta quadra do ano, perdeu aquele sabor que teve para mim...
Um abraço grande