Hoje, o sol voltou a fugir. Tem feito no céu, por estes dias, um ballet de Primavera. O verde do meu quintal está molhado e as árvores da minha rua despejam grossas lágrimas pelo asfalto. Nada convidativo para sair. Resolvi continuar as minhas arrumações do passado. Alguma vez estarão arrumadas? Não creio. Peguei numa caixa grande de cartão onde há tempos enfiei tudo o que um dia me interessaria ver: cartas, bilhetinhos, postais, recortes de tudo e mais alguma coisa e fotos ainda não organizadas. É que o tempo não dá para tudo! Chamo-lhe a caixa da ternura. Tem dentro sorrisos, fios de sol, venturas, lágrimas, beijos e saudades

- Vá Zacarias, há algum problema?
- É que padrinho vai ser Zé Manel.
Entendi logo o dilema. O Zé Manuel era também negro e motorista dos serviços.
- E daí? Acho muito bem a escolha. Ele é seu amigo, seu vizinho e bom homem, não podia ter escolhido melhor.
Respirou fundo como se um peso tivesse saído de cima dele e voltasse à vida. Mas… ainda havia um mas:
- É que, como o baptizado é na Igreja da Sagrada família o almoço vai ser na minha palhota.
- Ah, na sua casa, tudo bem.
Não, ainda não estava tudo bem. O Zacarias torcia as mãos e pensava que a menina não percebia nada da vida nos arredores mais necessitados da cidade. Como se enganava! Foram cinco anos intensivos a trabalhar em grupos nos aldeamentos indígenas. Decidi abrir o jogo:
- Zacarias, vamos fazer assim. O vestido da minha afilhada, as despesas do baptizado e o Bolo mais o champanhe, pago eu. Amanhã vou a sua casa para vermos como organizar a festa; e diga ao Zé Manel para aparecer também.
Nem por nada queria deixar o padrinho de fora de toda esta movimentação. O suspiro foi mais forte ainda, finalmente a menina entendera tudo. Ainda que por caminhos diferentes, procuramos todos o mesmo: sermos felizes. E havia felicidade no rosto do Zacarias. Quando o visitei no dia seguinte vi logo a exiguidade da pequena palhota e as fracas condições. Ele olhava-me de soslaio a estudar as minhas reacções. Disse-lhe:
- Vai ser muito bom!
Espanto, espanto, espanto na cara dele e do padrinho. A menina devia estar louca…
- Vamos fazer assim, como está muito calor e bom tempo pomos a mesa aqui fora debaixo destas sombras bem boas. Eu trago as toalhas que têm de ser branquinhas e o Zé Manuel vai ao Refeba alugar a loiça e os talheres, é a sua prenda.
E o padrinho acrescentava:
- Também posso trazer o vinho e as laranjadas.
Mas o Zacarias ainda tinha uma última questão a pôr:
- E o que faço de almoço?
- Isso é que não custa mesmo nada. Tem tudo à volta da sua casa.
E olhava a pequena horta, farta e bem cuidada e os galináceos que andavam por ali à solta debicando tudo o que encontravam:
- Galinha assada à cafreal, arroz de coco e salada de alface com tomate, quer melhor?
Sorriu, num sorriso que tocava a sinos de catedrais submersas nas suas necessidades.
- Então, posso convidar o senhor padre? - perguntou a medo.
- Pode e deve!
Explosão total. Ia ter uma festa em grande na sua casa, como toda a gente.
Foi um dia lindo Zacarias! Estava tudo tão bonito… A pequena Esperança dormiu a sesta no meu colo, embalada pela aragem que passava pelas velhas árvores onde ela cresceria e se faria mulher.

Não pude acompanhar todo o seu crescimento, você sabe Zacarias… a história, os tempos, a distância… mas não deixei de ser a sua “comadra” e muito menos a madrinha da pequena Esperança. E quando as notícias me chegaram assim de chofre uma atrás da outra, eu pensei que a vida tinha sido injusta consigo, Zacarias: ”Não sei se sabes, morreu o Zacarias e também a tua afilhada ao dar à luz um filho”. Parei diante desta memória. Já passaram uns anos sobre esta notícia mas é sempre como se a tivesse recebido hoje. Num minuto descubro que passou uma vida e na lucidez deste momento penso que algumas vezes vivi a correr. Queria ser apenas a água de um rio que corre lentamente por entre lírios e ser, de vez em quando, uma ave que abre asas e num instante encontra o sabor dos dias que passaram. Para tudo é preciso tempo. Mas às vezes descobrimos, se calhar demasiado tarde, que houve um tempo em que esquecemos as causas que nos confiaram. Zacarias, não é chuva que cai nesta sua última carta… são lágrimas de quem podia ter feito mais e não fez! Um dia, Zacarias, havemo-nos de encontrar, sem preocupações do sítio onde vai ser a festa e qual a ementa que havemos de escolher. Certamente nesse dia descobriremos que afinal fomos fiéis à amizade, à alegria daquele dia em que a Esperança se baptizou, ao abraço da despedida e acredito então que haverá outro tempo para nós no qual colheremos todos os sonhos semeados, como as margaridas da caixa que fecho neste momento.
Boa tarde Graça
ResponderEliminarCartas, recordações mil, que nos encantam e nos fazem voltar a esses tempos tão distantes e tão presentes nas nossas lembranças.
Como foi diferente essa festa, a colaboração de todos e até a sesta da Esperança no colo da madrinha.
Parece-me que hoje as pessoas não vivem nem vibram com uma festa de baptizado ou outras.
Parece sentirmos ainda aquele cheirinho de comida acabada de fazer e de recontar os dias que faltavam para aquela festa.
Os tempos são diferentes e hoje todos tem tudo e são muito egoístas - não precisam de ninguém.
As crianças eram as que mais felizes ficavam.
Bom tarde amiga!
ResponderEliminar"Num minuto descubro que passou uma vida e na lucidez deste momento penso que algumas vezes vivi a correr."
Acontece-nos a todos, creio...
Gostei do texto, mas isso voce ja sabe :-)
Um beijo
Já tinha saudades de visitar aqui o cantinho, e ler as suas histórias:D Quando há um tempinho, não perco oportunidade! Beijinhooo*
ResponderEliminarOlá Graça!
ResponderEliminarMe encanta a tua forma de escrever..., pois quase consegui visualizar a cena...
Fez-me até recordar uns baptizados na família há pouco tempo...
Sergio.
hola Gracia, muchas gracias por tu visita..... mi jardin tiene encanto y desencantos jaja malezas que debo sacar y sacar...
ResponderEliminarsaludos cordiales.
Olá Graça!
ResponderEliminarSerá que retrospectivamente achamos sempre que podiriamos ter feito mais pelos seres que fizeram um pouco ou bastante caminho ao nosso lado?
***
Beijinhos e obrigada pela partilha de teu belo texto*******
Graça,
ResponderEliminarO seu conto "A sombra das recordações", que conta a história do Zacarias, é muito bom; destaco nele, este trecho, por ser especial:
"Num minuto descubro que passou uma vida e na lucidez deste momento penso que algumas vezes vivi a correr. Queria ser apenas a água de um rio que corre lentamente por entre lírios e ser, de vez em quando, uma ave que abre asas e num instante encontra o sabor dos dias que passaram. Para tudo é preciso tempo. Mas às vezes descobrimos, se calhar demasiado tarde, que houve um tempo em que esquecemos as causas que nos confiaram."
Abraços,
Pedro.
Graça, sempre um prazer ler os seus textos.
ResponderEliminarAo longo de x anos, escrevia diriamente pelo
menos 1 carta para x pessoa, e todos os dias
vivia na ansiedade da chegada da resposta...Foram
anos(ainda não havia os emailes) de ansiedade por
um envelope, abri-lo, pegar nas folhas e ansiosamente ler o seu conteúdo...E reler...e
reler...e sentir o cheiro de quem escreveu
aquelas palavras...É inexpressável esse sentir.
Se tivesse todas essas cartas seriam milhares...
não tenho nenhuma, com muita pena minha, porque
gostava de as reler, para ver como tudo nelas
dito, "se foi, como uma rabanada de vento"...
Mas isto é um aparte, queria apenas que soubesse
que estive aqui "neste seu maravilhoso espaço
e silenciosamente leio o que escreve, que é
sempre muito bom".
Beijinho/Irene
Graça, muita emoção ao ler seu conto.
ResponderEliminar"Para tudo é preciso tempo. Mas às vezes descobrimos, se calhar demasiado tarde, que houve um tempo em que esquecemos as causas que nos confiaram."
Bjos, abraço apertado, e inté!
Já vim hoje pela manhã e retorno para fazer chover também sobre o portátil, linda história para mim até hoje a mais bela (não que as outras não sejam)esta fala de tudo e de um pouco mais, só reintera o que escrevi pela manhã, orgulho imenso em ter aportado aqui.
ResponderEliminarBeijo.
Minha querida amiga Graça,
ResponderEliminarNão deu para segurar as lágrimas que correm o meu rosto tornando difícil a escrita.
Esse teu rosto lindo esconde um sorriso triste, de quem faz tudo para ser feliz...sempre o soube, mesmo quando nada sabia.
Admiro muito a tua forma de escrita, mas o que mais admiro é a tua força e coragem para enfrentares a vida com tanto amor por todos, quando o teu te foi roubado.
Beijos e um abraço enorme da tua amiga que ainda te há-de escrever, pelo menos uma carta, para juntares a todas essas nessa caixinha com margaridas.
Ná
um dia, Zacarias
ResponderEliminarem que o tempo
for o nosso tempo
quero almoçar à sombra das tuas árvores! Galinha assada à cafreal, arroz de coco e salada de alface com tomate.
depois brindar pela tua Esperança
e com a senhora grande tua comadre, aprender uma outra Esperança
aquela que torna as pessoas maiores, mais belas e mais puras
ou, tão somente magníficas!
À Senhora Grande, que tão Grande sabe ser
por este magnífico e comovente texto!
um beijo
Manuela
Olá Graça, lindo seu blog!!
ResponderEliminarSobre o meu blog, estou bem intrigada também rrsrs, as pesquisas que estou fazendo me leva a crer que houve um grande sequestro...impressionante não? Parece coisa de filme...mas lembra de MJ? A história não é muito diferente...tem aqui mais alguns posts que te ajudarão a entender as minhas idéias, é só ter pasciência para ler e ver os vídeos. Uma boa opção é o canal do youtube que tenho, lá coloco os vídeos que acho importante para nós, nos dão uma noção dos fatos que aconteceram,os fatos que estão acontecendo e os que ainda há por vir....Abraço, fique com Deus!
Olá querida amiga.
ResponderEliminarNão cheguei a conhecer África. Deve ser uma terra de encanto. E quanta poesia daria para fazer, ao longo das paisagens, das gentes, dos bichos. E histórias para contar, como as tuas, que só agora comecei a ler, mas que para começar são muito encantadoras. Vou continuar a ler todas as que tiver tempo. E agora acho que tempo não me vai faltar.
Amiga, quanto ao selo de Abril, podes tirar à vontade. Afinal ele é para todos os amantes da liberdade. É livre como o vento e o pensamento.
Um beijo Graça.
Victor Gil
Estimada Amiga Inigualável de Talento:
ResponderEliminarÉ preciosa amiga.
O que escreve é sublime de fazer maravilhar e encantar.
"...Chamo-lhe a caixa da ternura. Tem dentro sorrisos, fios de sol, venturas, lágrimas, beijos e saudades. Não é uma caixa qualquer. Tem margaridas pintadas por fora que colheram noutro tempo todo o ouro do sol..."
Lindo. Lindo. Lindo.
Olhe, ainda nem estou em mim, pela preciosidade literária e humana que é.
Beijinhos amigos de um respeito gigante.
Com admiração constante e sempre.
Bem-Haja, pela sua amizade de ouro que prezo imenso.
MUITO OBRIGADO, doce amiga.
pena
Amiga Graça.Ler este magnífico texto cheio de lembranças que tocam cada um que lê. Hoje já nem se recorda batizados,e até as festas pouco restam delas,para não falar nas cartas.Tantas escrevi,para o marido,amigos e familiares,ficam sempre as lembranças e tanta saudade.Porque quem não tem saudades,não tem identidade...e aqui demostra a saudade das terras quentes de África.
ResponderEliminarBeijinho de amizade Lisa
Dói para sempre, não é Graça? Também tenho memórias assim. Parece ser impossível guardar o tempo todo e o espaço todo no nosso coração activo. Há sempre algum pedaço de vida que se escapa. Mil beijinhos, querida Graça!
ResponderEliminar"Chamo-lhe a caixa da ternura."
ResponderEliminarCheiinha,cheiinha de amor.
Beijo,
Quando vemos os postais e as palavras e sentimos vontade de nos sentar no chão e apelar ao Tempo que nos traga tanto de bom de volta, são as lágrimas o nosso passaporte para outra dimensão e, a dor, o preço para continuar nesta. Conhecedor da dor, que de tao violenta como que se neutraliza como alguem que tivesse deixado de sentir, resta continuar o fado da nossa criação fiéis aos valores, aos princípios e à verticalidade, sem cedermos a novos interesses que sejam comesinhos, nem nunca nos atraiçoarmos para algo que julgavamos ser.
ResponderEliminarUm bj
Olá amiga Graça,
ResponderEliminarJá li este texto duas vezes, e todas duas não me contive, ao estar a ler parece que estava vendo as imagens, e vivendo aqueles momentos e na parte final é mesmo triste.
Termino com palavras tuas. A amizade não tem um tempo,não cheira a bafio e não fica nunca fora de moda, e eu acrescentaria nem tem prazo de validade
um beijinho grande,
José.
Daniel
ResponderEliminarQue bom teres vindo aqui...queria deixar-te uma palavra mas ainda náo "abriste" o teu espaço...mas tu sabes que eu estou contigo!
Não nos podemos atraiçoar nunca porque tão (in)finita e tão breve é a vida do homem! Apesar da cruz, nós temos as manhãs forradas de esperança... Cada dia nasce com a alegria habitual do começo das coisas...
A nossa casa é uma tenda (como eu gosto de lhe chamar) e somos peregrinos conhecedores da grande solidão da morte..ainda assim, acreditamos no Amor...
E que, como eles (os nossos Pais) cheguemos ao fim da viagem, livres, despojados, ricos apenas do muito que foi nosso pelo caminho...
Fica bem e tranquilo porque é melhor homenagem de amor que lhes podes oferecer...
Beijo amigo
Graça
Lindíssima a históris...bela a tua caixa de lembranças...maravilhosos os corações do Zacarias, da menina que lhe proporcionou a grande felicidade de fazer da sua palhta um belíssimo salão de festas. Todos nós temos a nossa caixinha que de vez em quando abrimos e nos deliciamos com as lembranças que delas tiramos; eu já tive uma dessas...era de sapatos que aproveitei para guardar pequenas coisas da minha adolescência no colégio de freiras; dela resta um pequeno caderno onde amigas escreveram algo na hora da despedida; perdi o rasto à maioria; não gosto de ler o caderninho, pois não sei onde procurar por elas. Tenho sim muitas outras caixas guardadas na minha memória; de vez em quando vou lá...desembrulho uma...e fico vendo tudo; outras há que estão até empoeiradas, pois não quero pegar nelas..É assim a vida, feita de pedaços que vão sendo arrumados em caixinhas que um dia quereremos ou não abrir. Um beijinho amiga e até breve.
ResponderEliminarEmília
QUERIDA GRAÇA, MARAVILHOSO TEXTO... BELA CAIXA DE LEMBRANÇAS AMIGA, UMA NOITE FELIZ... ABRAÇOS DE CARINHO,
ResponderEliminarFERNANDINHA
Olá Graça
ResponderEliminarUm lindo conto, mas sempre que olharmos para trás,vamos achar que ficou algo que poderíamos ter feito de forma diferente. Hoje já não há espaço para tanto carinho e atenção.
Beijos
Graça, eu simplesmente amei o seu conto. Consegui passear pela narrativa e me senti como se fizesse parte dela.
ResponderEliminarParabéns!
Um garnde beijo
Minha querida Graça
ResponderEliminarLindo texto, cheio de recordações de vida.
Gostei muito.
Beijinhos
Sonhadora
Olá Graça
ResponderEliminarFoste ao Baú das Recordações!
Sabe tão bem recordar!
Aprecio a forma "límpida" como escreves.
Consegues que viva os momentos que descreves.
Bjs.
olá graça,
ResponderEliminarobrigada pelas gentis palavras no meu blog.
"A sombra das recordações"
é um texto lindissimo e nos traz lindas recordaões
do nossos baus.
fico maravilhada com seus post e ja o reli por tres vezes e me sinto dentro dele.
parabéns escreves divinamente.
deus te abençoe.
beijos com carinho.
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
ResponderEliminarClarice Lispector
Forte abraço prá voce.....Boa Noite!
Somos memória. Quanto mais forte, mesmo que com dor, é porque vivemos mais intensamente, e mais valeu a pena viver.
ResponderEliminarGraça, a Sônia me apresentou o seu blog. Valeu a pena, gostei.
Um grande abraço.
Olá minha amiga! Muito obrigado pela visita e principalmente pelas belas palavras de conforto. Confesso que estava mesmo precisando.
ResponderEliminarAbraços e fique com DEUS.
Furtado.
Você falou tão bonito da sua caixa de lembranças! Eu também tenho uma , também com margaridas e ... como você eu também gosto de estar sempre arrumando.
ResponderEliminarBjs.
Querida Graça,
ResponderEliminarUm texto comovente nas recordações de uma vida.
A sua caixa de lembranças, deve ser um tesouro bem guardado.
A minha, só no baú do pensamento. Tudo foi destruído. Ahhh.. como gostaria de sentar-me e reler uma vez mais, as minhas cartas de amor.
Obrigada amiga, por este momento deliciosos.
Beijo.
Maria
As lembranças aprofundam e prolongam a vida. Carregamos o mundo conosco, o mundo que criamos.
ResponderEliminarGraça, gosto muito do vejo aqui.
bjs
As recordações da vida sempre são necessarias,,,muitas vezes uma retrospectiva nos faz melhorar e sentir que o caminho a seguir é possivel....um beijo de linda quinta pra ti.
ResponderEliminarTexto lindo e muito bem escrito!...
ResponderEliminarE que mensagens importantes aqui estão.
Babette
Graça,quantas lembranças nessa tua caixa!Um texto maravilhoso e com uma grande msg de amizade!Bjs,
ResponderEliminar"recordar é viver"...ainda mais assim com recordações tão cheias de emoção!
ResponderEliminarAs palavras se fundem em memórias repletas de sentimento, amor e amizade!!
bjo!
Olá Graça, nada mais prazeroso do que retirar dos nossos baús lembranças que são guardadas como um tesouro. Sempre vamos juntando os pedacinhos e muitas vezes chegamos até a formar uma nova história, quem sabe, menos dolorida.
ResponderEliminarBeijos e muitas memórias felizes.
Oi, amiga!
ResponderEliminarAmei o texto. Muito bem escrito.
Beijinhos e fica feliz
Ceiça
Olá Graça!
ResponderEliminarDiz que recordar é viver...eu concordo ,quando se tem boas recordações, voltamos a ter as mesmas sessações....
Beijinhos
Graça
GRAÇA ESCRITORA COM "DOM",
ResponderEliminarNao só a magia Africana está presente neste texto sublime, que só um espírito profundamente atento ao comportamento humano poderia conceber e realizar, mas também a grandeza de pensamento e de sentimentos dum coração tão grande e tão fraterno como o teu.
Um abraço solidário e amigo.
Jorge
Também não é chuva que cai neste teclado, Graça,...mesmo à distâncoa sempre acompanhei histórias de África muito idênticas a esta e não resisto à vida difícil e tão autêntica e por vezes tão injusta que se me depara aí ou noutras partes do mundo, ou mesmo por aqui.
ResponderEliminarNo entanto reconheço que em África a pobreza que existe é mesmo pobre e que não temos noção nenhuma de como se pode ser feliz com pouco.
Desavergonhadamente não temos a dimensão dos contrastes, nem a noção do que esbanjamos e preferimos esquecer e nada fazer para mudar a face do mundo.
Obrigada por nos trazer estas realidades.
Beijinhos
Branca
Graça o seu dom d escrever é divino, belo conto este seu, nos permite com facilidade visualizá-lo, qnd vc publicará o livro? rs, sério heim? sua caixa de lembranças é um tesouro valioso, bjos querida, uma ótima noite pra vc!
ResponderEliminarBoas lembranças trazem paz ao coração, beijo Lisette.
ResponderEliminaroi Graça, querida amiga.
ResponderEliminaras lembranças fazem parte do nosso coração, sejam elas boas ou nem tanto.
e tenha certeza que os amigos que já partiram, os encontraremos, em outros sitios, em outros tempos, pois o espirito é imortal, e as almas amigas e afins sempre ão de se encontrarem para festejar a vida sempre a vida.
beijo de luz
Rosan
...olá querida!
ResponderEliminarque delícia de post!
quantos sentimentos ficam guardados
em velhas caixas a espera de que
um dia sejam revividos com emoção?
e você o fez aqui com tanta sensibilidade!
que lindo é isso!
deixo beijos...
Olá querida.
ResponderEliminarPois ,por aqui também choveu um bocadinho.
Todos temos as nossas lembranças.
Umas que nos fazem rir outras que nos fazem chorar.
Faz parte do nosso crescimento como pessoas.
Essa tua caixinha vai permanecer por toda a vida.
Como eu costumo dizer,o nosso cerebro está dividido por gavetas.
Esta é a gaveta da saudade.
Bjinhos
Emocionei-me! Lindo como só tu sabes escrever!
ResponderEliminarBeijos
Lidia
Hola gracias por tu comentario tan cariñoso.UN SALUDO
ResponderEliminarOlá minha linda :))
ResponderEliminarEu já enviei a encomenda na terça-feira, ainda n recebes-te? :(
Sera que me enganei na morada....
Tenho de ver...
Beijinhos grandes**
Olá Graça
ResponderEliminarObrigado pela visita e das lindas palavras que escreveu a respeito da tela!
Já pintei uma tela que mostra uma paisagem Africana,mas irei colocá-la novamente no blogue em sua homenagem e todos o que adoram a África que é dos continentes mais lindos que existe na Terra.
Muitos beijos Zé Al
Oi Graça! Como tu escreves bem amiga. Eu queria saber escrever coisas bonitas...
ResponderEliminarVim convidar pra ver meu vídeo novo, no Blog: SENTIMENTOS.
http://sentimentosjacque.blogspot.com/
Beijo
Olá Graça.
ResponderEliminarEmocionei-me ao ler este conto, que podia ser exactamente sentido e escrito por mim...
Muito belo!
Este "Denominador Comum" que nos une, traz sempre inesquecíveis recordações.
Gosto muito da tua escrita e quando publicares um livro, quero também um exemplar.
Um abraço forte Adélia
Querida Graça, obrigada por partilhar tão doces e especiais recordações com os seus seguidores.
ResponderEliminarQuanta ternura! Pude senti-la através da sua maravilhosa escrita.
Beijinhos
Bom fim-de-semana
Ó Graça, amiga, essa "caixa da ternura" tem sempre coisas tão encantadoras para nos contar, com esse seu dom inestimável que nos "planta" no meio da história!
ResponderEliminarObrigado por partilhar essas recordações connosco!
Beijinho
Querida amiga é sempre um prazer enorme vir visitá-la. Também eu por vezes, gosto de parar a minha rotina e recordar, e os meus filhos adoram quando eu conto situações passadas na minha infância.
ResponderEliminarObrigado por partilhar as suas memórias com todos nós.
Aproveito para desejar um excelente fim-de-semana.
Obrigado pelas doces e ternas palavras que deixa no meu humilde cantinho. Adoro as suas visitas.
“A glória da amizade não é a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você.” (Ralph Waldo Emerson)
Bjs do tamanho do infinito
Maria
Gosto
Encanta-me a tua forma de escrever, senti-me ao teu lado mexendo na tua caixinha de lembranças! e que doces lembranças. Obrigada por este bocadinho lindo que aqui passei.
ResponderEliminarBjs
Gostei da sua escrita...
ResponderEliminarPasse no meu blog e seja seguidora. Dê ainda a sua opinião pf.
beijo
Querida Graça,
ResponderEliminarQuando acabei de ler o seu post os meus olhos estavam marejados de lágrimas. Que ternura, que amor demonstrou nestas suas belas e sentidas palavras! E ainda há quem diga que éramos colonos nessas terras além. Não, éramos irmãos e estavamos sempre vivendo e convivendo com os seus problemas. Posso entender que alguns assim não procederiam mas eram a minoria, não tenho dúvidas. E tanto era assim que aqui o desmonstrou cabalmente. Também tenho uma caixa de ternuras que quando a abro me dá nostalgia só que não tem margaridas na tampa, pois não passa de uma caixa de sapatos! Mas ternura tem aos montes. Tenha a certeza!
Muitos beijinhos amigos.
Luís
Bonito... gostei muito desta postagem, parabéns. Continua a Consultar os meus, deixe um comentário daquilo quel ler.
ResponderEliminarwww.congulolundo.blogspot.com
www.queriaserselvagem.blogspot.com
Fique bem, bom fim de semana.
Um abração
Querida Graça
ResponderEliminarquantas vidas, quantas histórias nas nossas caixas de recordações....
Realmente cada uma delas dá um conto.
Minha querida, agora, aqui nesta terra chamada Brasil, temos o nosso dia das mães. Sei que a tua comemoração já passou, mas venho aqui trazer o meu carinho e desejar que todos os teus dias sejam dias especiais junto ao teu filho, grande riqueza.
Bençãos para ti e para ele, todos os dias de vossas vidas.
Beijinhos
Graça,eu sou um pouco como vc;" vivo sempre cheia de recordações",mas não sinto tristeza com isso.É uma forma de trazer para perto de mim,os bons momentos que passei.Gosto de recordar!!
ResponderEliminarHoje,vim trazer-lhe "margaridas",e junto um cartãozinho escrito assim: "toda a minha ternura, meu carinho pelo Dia das Mães".Que Deus continue nos abençoando".
A amiga de sempre e de longe...
Emilinha
olá,bom dia:
ResponderEliminarcomo sempre é com agrado que visito este espaço tão rico em histórias de vida.um beijinho afilhada
Querida Graça, tu sabes, já te disse muitas vezes, não gosto de olhar para trás, nunca abro o meu baú de recordações - penso que deitei a chave fora - e no entanto, contigo, retrocedo nos teus passos, revisito o teu passado e sinto-me bem na tua companhia. Tens uma maneira doce, um sentimento sentido da palavra saúdade, que vivo como se fosse a minha saúdade. Gosto de estar aqui sentado a ler-te, a sentir o pulsar do teu coração, das recordações de ti, das tuas vivências... Não sei se sonhei, se me disseste, finalmente, ias escrever um livro, inserindo estes textos maravilhosos que aqui nos trazes, espero com ansiedade esse dia, para estar a teu lado, ficar contigo bebendo a seiva da poesia das tuas palavras...
ResponderEliminarUm beijo de muito carinho, querida Graça, no gostar de ti, no sentir da tua amizade.
Carlos
Feliz dia das mães! bjs
ResponderEliminarMEUS MIMOS http://sandraandrade7.blogspot.com/
ResponderEliminarTEM CARINHO PARA TODAS AS MÃES...
TEM NA INTERAÇÃO DE AMIGOS UM PRESENTE PARA VC.
FELIZ DIA DAS MÃES.
CARINHOSAMENTE.
SANDRA
DESCULPE MINHA AUSENCIA.MAS NÃO FOI POSSIVEL VIR ANTES. ESTAVA TAMBÉM COM SAUDADES DE VC.
TENHO QUE DIVIDIR MEU TEMPO EM MIL.
MAS OS AMIGOS MORAM DENTRO DO MEU CORAÇÃO E PENSAMENTO. POR ISSO JAMAIS SERAM ESQUECIDOS. PASSE O TEMPO, PASSA AS HORAS. MAS VC ESTARÁ COMIGO..MINHAS LEMBRANÇAS SEMPRE ME REPORTAM ATÉ VC. OS HORIZONTES SÃO GRANDES, MAS O AMOR ENCURTA ESTA DISTANCIA.
UM GRANDE ABRAÇO.
SANDRA
Graça, sou filho da Vanuza e vim aqui em nome dela e em meu próprio nome lhe desejar, um bom dia das mães!
ResponderEliminarGuilherme
Guilerme, meu Querido
ResponderEliminarParabens pela Mãe fabulosa que tens...amanhã, enche-a de mimos que ela merece!
Para ti, uma beijoca grande.
Graça
Querida Graça,
ResponderEliminarsenhora grande,
que por ser tão grande conseguiu fazer do Zacarias um homem feliz e sinto que igual a todos os outros no dia do baptizado da sua filha.
E nessas cartas, tão actuais e tão cheias de sabedoria encontra tantas vivências que hoje vê com olhos mais vividos e também mais sábios.
A vida faz-se de momentos como esses...de sofrimento e de alegria e precisamos de ser como um rio que corre lentamente sem pressa de chagar ao seu destino.
A sua riqueza interior é linda ...mais parece esse mar imenso de África onde a cor e a magia enche o coração.
esqueci o meu abraço apertadinho e cheio de carinho
ResponderEliminarcanduxa
Graça,
ResponderEliminarque comovente e poético texto. Você abre a sua preciosa caixa da memória com a ternura de seu coração generoso.
Um feliz dia das mães.
Um grande abraço.
Olá Graça, é sempre bom recordar mas por vezes essas recordações levantam a poeira que deixámos assentar. Quando são boas dá para recordar, mas depois no meio aparecem as amargas, que nos deixam sempre a pensar, se não poderia ter sido diferente. Beijos amiga
ResponderEliminarUm feliz dia das mães para ti, que o domingo seja especial.
ResponderEliminarbeijos
Olá Graça, como está?
ResponderEliminarEssa caixa fez-me lembrar "a arca que tinha uma voz dentro" num dos romances de José Luís Peixoto. A sua tem várias vozes, mas todas elas são também uma só: a voz sublime e enternecedora da AMIZADE que não tem prazo de validade.
É bom recordar momentos idos que nos fizeram e fazem bem.
L.B.
Boa noite amiga.
ResponderEliminarQuero deixar meu abraço, e com certeza, recordar é viver.
Então longa vida a ti, com as sublimes recordações.
Beijos.
Reviver momentos prazenteiros é sempre bom.
ResponderEliminarPalavras que dão vida, que ajudam a decidir, são aquele pequeno empurrão que faz falta, desejava-o: intui.
Quanta humanidade e ternura encontrei aqui. Que bom!
Um grande abraço de agradecimento
Querida amiga Graça,
ResponderEliminarVim desejar-te uma boa noite e desejar um bom Domingo.
O tempo está miserável, vê lá se tiras mais uma linda história da caixinha com margaridas.
Bejinhos
Ná
GRAÇA
ResponderEliminarObrigada pelo carinho demonstrado no aniversário do meu marido.. Juntos caminhamos
juntos sofremos
juntos amamos.
A vida é assim...
Com amor vamos caminhando...
Obrigada pelo carinho demonstrado
Graça,
ResponderEliminarMe emocionastes como sempre...eu tb tenho uma caixa assim cheia de recordações...qdo preciso renovar as forças fico ali horas lendo os cartões vendo a letra dos amigos...sinto como se fosse hoje é muito confortante saber que temos e tivemos muitos bons momentos p/ se guardar dentro do peito.
Aí que saudade que estava de vir aqui.
Desculpa esse velho coração que ultimamente anda meio que assoberbado de trabalho.
Aproveitando a oportunidade que estou aqui quero lhe deseja um Feliz Dia das Mães...hoje toda mulher mãe ou não merece um abraço por que por si só ser mulher já é dádiva de DEUS.
Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mãe (Mário Quintana)
Beijos no coração (*_*) Jú
Quando se diz (como o velho ditado) a sabedoria não ocupa lugar na vida de uma pessoa, ela aqui é deixada a todos quantos visitam este belo Blogue.
ResponderEliminarRecordações, momentos felizes de vida seja ela passada ou presente, é sempre um tesouro que guardamos no nosso Guarda Jóias com muito amor e carinho.
Belo texto que de ouro é coberto pela cor do Blogue.
Bjos, bom Domingo de paz e alegria.
Oi Graça. Obrigada pelo comentário no meu Blog: SENTIMENTOS.
ResponderEliminarBeijo
graça, desejo um
ResponderEliminardomingo muito feliz, com amor e paz no coração
Bjo carinhoso.feliz dia das mães!!
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus.
(Mário Quintana)
vc é muito especial
Graça
ResponderEliminarLinda a forma como apresentas tuas recordações.
Lindas e absolutas tuas palavras. Adoro tua
prosa-poética e te espero sempre, ao fundo do caminho, ao voltar aquela esquina.
Vem e sê minha amiga,
Beijos
Mª. Luísa
Querida Graça, que belo texto!
ResponderEliminarQuando esta lendo cheguei a ficar emocionada>
Estou te desejando um feliz dia das mães do Brasil pra vc.
Um grande beijos.
Lucimar
Caixa sua de ternura,me envolvi,entre cores e flores,recodar é viver!
ResponderEliminarbzu mãos suas!
viva la vida
No fundo o que é mais importante se não a amizade, e a simplicidade, deve ser muito grato para ti mexer na caixinha de recordações e encontrar sentimentos que despontam e soubeste fazer florescer
ResponderEliminarbeijinhos
Como sempre,uma escrita sem tirar nem pôr.
ResponderEliminarTexto magnífico!
Hola Graça...
ResponderEliminarHermoso texto, los recuerdos nos van la pasibilidad de volver a vivirlos, cada vez que vuelven a nuestra mente¡ Buen escrito,AMIGA¡¡
Gracias por tus palabras, siempre es un gusto leerte¡¡
Un abrazo enorme
Querida amiga, gosto muito de te ler, tens o poder da palavra forte cheia de sentimentalidade por tudo que tem sido a tua vida. Essa África, essas recordações estão tão vivas em ti, ao escreveres transmites tão bem a verdade dos factos com uma sensibilidade tão grande que me deixa muito comovida.
ResponderEliminarMuitos beijinhos,
Manuela
Boa noite amada.
ResponderEliminarPosso te falar uma coisa?
Seus textos são delíciosos de ler,no momento em q me afino com o desenrolar da história me sinto nela em alguns momentos.
Parabéns minha querida.
Desculpe o meu atraso.
Beijokas
Olá Graça,
ResponderEliminarObrigada pela visita gentil como sempre!
Gostei muito da sua caixa de ternuras... também tenho uma com recortes da minha vida e dos que eu amo.
beijos e parabens!
Tão bonito! tantas recordações! belo texto!
ResponderEliminarBom dia!
Rosa
Olá :)
ResponderEliminarAinda bem que estava na tua caixa do correio, fico mais descansada!
Ohh, fico muito feliz por teres gostado de tudo :)))
Beijinhos grandes**
Transportaste-me para Quelimane e....quanta saudade!!!!
ResponderEliminarBeijo
Teresa(Quelimane)
Querida Teresa
ResponderEliminarE não é tão bom recordar?? Nós temos a felicidade de ter muitas caixas com margaridas colhidas em anos em que a vida foi a 100%!! Sorte a nossa...Beijos
Graça
Quando tenho saudades do Chuabo, venho aqui. Obrigado.
ResponderEliminarMonhé
Querida Graca, deseo que hayas tenido un lindo dìa de la madre junto a tus seres queridos.
ResponderEliminarCariños,
Maria Cecilia
Hoje ofereci as cores da minha paleta
ResponderEliminarA uma amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor
Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas
Doce beijo