quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Marginal

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Na pérgola começava a Marginal.


A Marginal… bem, a marginal era um pequeno reino dentro da cidade. Tinha o seu início na curva junto ao quartel, defronte à belíssima pérgola deitada sobre o rio dos Bons Sinais de onde se espraiava o olhar até à foz, aguardando os navios que chegavam ou dizendo adeus àqueles que partiam, e terminava após os seus 3Km (quase) na praça D. Infante Henrique, tendo em frente o edifício da Alfândega. Claro que poderíamos começar por aqui e terminar na pérgola. Tenho a certeza que o gozo seria o mesmo e a magia em qualquer ponto deste percurso nunca faltaria. Aqui tudo acontecia: acenava-se a dizer adeus e punham-se os sonhos ao sol ou ao luar para desabrocharem como flores de primavera. Por madrinha, Nª Sª do Livramento na velhinha Igreja do séc. XVII que, do alto da escadaria, despachava todos os pedidos, principalmente os de amor.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento, palco de tantos acontecimentos na vida de todos nós.

Quando as vidas começavam...

Aos domingos ouvíamos a banda do Pe. Francisco no velho coreto do jardim da piscina. Mesmo depois de já não haver coreto a banda continuou a embalar os corações apaixonados dos pares de casais que, de mão dada, suspiravam pelo seu sonho mais íntimo.
Os mais velhos procuravam a frescura da secular árvore onde, segundo rezavam as lendas, Vasco da Gama teria amarrado uma das suas naus devido à grossura do seu poderoso tronco. A verdade é que os bancos à volta dela eram dos mais disputados… por ser um local estratégico, perto de tudo, ou então porque os ventos por ali eram felizes, capazes de tornarem reais as ilusões de cada um.

Por aqui passaram procissões e mais procissões com santos e anjos de verdade, enquanto o povo respeitosamente ajoelhava e rezava.

A procissão entrando pela Marginal. Muita gente conhecida aqui vai. Éramos então uns garotos. (1946)

Nossa Senhora dos Anjos (claro que Nossa Senhora era eu!) E os anjos, vejam se descobrem: Manuela Costa, Angelina, Augusta, Zamira, Eduarda, Odete...

Um anjo desordeiro fugiu da procissão, e para disfarçar pôs as mãos em oração.

Por aqui passaram corsos carnavalescos sambando alegremente porque Quelimane era a capital do Carnaval em Moçambique.


O início do corso carnavalesco de 1970. À frente esta monumental baleia.

Os pescadores, depois da faina, a festejarem com o tintol...

Carro do Chá Li-Cungo.

Carro da D.E.T.A.

Carro da Mercedes-Benz.

Carro dos C.F.M.

Por aqui os carros roncaram em rallies, corridas, caças ao tesouro e ainda fora de horas e sem horas, os “Fângios” mostravam (ou não) o poder das suas máquinas.

Um dos muitos rallies que tinham lugar na cidade do Chuabo.

Uma das caças ao tesouro em que participamos.

Por aqui desfilaram com garbo os rapazes e raparigas da antiga Mocidade Portuguesa.

Por aqui e aqui nós crescemos!
E quantas histórias não vivemos nesta marginal que cada um julgava ser apenas sua? Quantas madrugadas esperando o nascer do sol, como se fosse uma flor imensa de fogo de um novo dia com respostas às perguntas enroladas com o casaco que serviu de almofada nessa noite? Quantas serenatas pensadas e treinadas na escadaria da velha igreja com destino rotulado a tantos amores, de tantas canções? Quantos sonhos, quantos caminhos não nasceram aqui, mesmo sem sabermos se seríamos capazes de seguir em frente?

Um dos três jardins da Marginal, junto à Madal.

Quantas gargalhadas não deixamos penduradas nos jardins da marginal? E quantas lágrimas não lançamos ao rio quando sufocávamos com a dor e o sofrimento?


Vista sobre o Rio dos Bons Sinais.

Aqui foi princípio de jornada de muitas vidas a dois. Aqui foi caminho de companheirismo e amizade que se estendeu como o rio até ao mar… Aqui há sombras dos nossos passos, ecos de tantas palavras de amor, sulcos de desabafos sem fim…

Sim, a marginal era um caso à parte… um pequeno reino encantado, com fadas, duendes e magia… talvez heróis, santos, os derrotados da e pela vida, os sem histórias para contar e os simples autenticamente sonhadores.
Reconfortados com a brisa fresca que vinha do rio, regressávamos tantas vezes a casa mais afoitos, capazes de pintar a vida com outras cores. No fim a marginal realizava pequenos milagres de pequenos nadas que todos trazem dentro de si: bondade, palavras de conforto, ânimo e solidariedade.


Avenida Salazar, atrás da qual ficava a Marginal.

…a noite estava por demais quente e abafada. Na varanda, tantas vezes pequeno oásis de frescura, não chegava a mais pequena aragem. A mangueira, ao lado, parecia coberta de folhas estáticas, com mil braços por entre a ramagem erguidos ao céu como uma imagem dantesca. A chuva tão anunciada demorava em chegar e o calor fazia baixar as nuvens e prensava-nos sem dó nem piedade.

-Vamos até à marginal! Pelo menos ali correrá alguma brisa vindo do rio. – Era um convite, quase uma ordem do meu pai. Não esperamos pela segunda palavra. Desejávamos o mesmo: um ventinho fresco que nos sossegasse o corpo e nos desse uma noite tranquila de sono.
A marginal estava cheia de uma ponta à outra com pequenos grupos aqui e acolá, ansiosos pela frescura que não tinham em casa. A esplanada do velho Refeba (a antiga) rebentava pelas costuras. O Garrido comandava o batalhão de empregados que rodopiavam como uma ventoinha a distribuir cerveja e refrigerantes geladinhos pelas mesas entulhadas de gente.
Quando aqui já não havia lugar, pegávamos nas garrafas e sentávamo-nos no muro sobre o rio com vontade de estendermo-nos sobre o mesmo e passar ali a noite. A maré estava a subir e sentíamos o murmúrio do rio a entrar pelo mangal dentro.

- Daqui a pouco tempo o rio chegará àquela marca - Dizia-nos o meu pai apontando para um pequeno poste de ferro. Olhamos a confirmar o local e de repente vislumbramos uma grande superfície branca enfiada no lodo.

- Alguém deixou cair ali um lençol quando se preparava para fazer a cama aqui em cima do muro - Alvitrou o meu primo. Rimo-nos todos. Mas aquele pano branco continuava a despertar-nos curiosidade. Inclinamo-nos para observar melhor.
-Vi mexer, vi mexer! - dizia o meu irmão convictamente.
- Está aí alguém? Está-me a ouvir? – Gritava o meu pai fazendo concha com as mãos.

Do outro lado vieram dois roncos a confirmar que o meu irmão tinha razão.
- Ó homem, é você o ……? Como é que foi parar aí?
- Tragam-me mais uma cervejinha e geladinha…

- Gelado está você daqui a pouco e para sempre se o não tirarmos daí.
- Que fazemos? - Perguntávamos à volta do meu pai.
- Fiquem aqui e vão falando com ele, enquanto eu vou com o Zeca ali ao Garrido pedir-lhe uma corda.
Quando chegaram ao Refeba e contaram o que se estava a passar o Garrido disse logo: é o …. saiu daqui bêbado que nem um cacho e eu logo pensei que se ele se sentasse no muro ainda iria cair ao rio. Vamos lá tirar esse desgraçado.
- Ó … está a ouvir-me? Perguntava-lhe o meu pai.
- Então a minha cerveja nunca mais chega?

- Deixe lá a cerveja, bebe depois quando estiver cá em cima. Vamos atirar-lhe uma corda e você passa-a por debaixo dos braços e nós içamo-lo daqui.

Quando a corda chegou ao mangal, o homem tentou endireitar-se passando a corda à volta do pescoço.

- Ó homem não é aí. Se não em vez de morrer afogado morre enforcado!
A operação durou mais de uma hora. Quando o içaram, já a água lhe batia nas pernas. Vinha cheio de algas, com pequenos caranguejos do matope pendurados por ele abaixo, tresandando a pipas de cerveja. Deitaram-no no passeio e limparam-no o mais que puderam.
- Agora vais dormir aqui ao relento que o cacimbo da madrugada vai deixar-te fresco que nem um alho - Dizia-lhe o velho Garrido. Pareceu reconhecê-lo e reclamou mais uma vez:
- Veja se me trás a minha cervejinha!!

…Histórias, muitas histórias a marginal contaria se pudesse falar. Esta, por acaso, teve testemunhos… Talvez um dia vos conte outras!

30 comentários:

  1. Tempos que passam sem passar, pois permanecem vivos na mente
    beijos

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  2. Oi Graça!!!
    Uma linda trajetória. Lembranças que o tempo não levou.
    Beijinhos
    Ângela

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  3. Que bom que o tempo não leva as lembraças.
    Não posso deixar de falar das fotos que são lindas.
    Abraços

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  4. mas q post tao didatico.. :) parabéns!
    eu adoro a marginal.. faço-a por prazer a maioria das vezes.. quer de manha, pra ir tomar o p.a. ao cabo da roca, quer ao final da tarde, pra ir beber um sumo na praia com o por do sol como fundo, quer à noite pra ir comer uma hamburguer à carruagem em Cascais.. :)

    um beijinhoooooo azulinho e um fds GRANDE!!

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  5. Graça, gostei muito do teu blog!
    Penso que, na realidade, temos muitas coisas em comum, vejo-te como uma pessoa sensível,dizendo palavras com poesia, nostálgica e vivendo um pouco de saudades.
    Também sinto saudades de muitas coisas da vida, não gosto, todavia, de olhar para trás -recordar o passado -, gosto mais de olhar o amanhã, ter esperança no futuro, na natureza e nas crianças.
    Gostei muito de 'rosas'.
    Beijos.
    Carlos Gonçalves

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  6. Mas que agradável surpresa!!! Não é que eu estou num dos carros do Corso? Não se nota bem mas eu sei que estou lá. Não tinha nada disto...O Carnaval em 1970 foi de oiro!! O vosso grupo ganhou o prémio de "Os mais Foliões", não foi menina Graça?Nas 3 noites apresentaram-se com fantasias diferentes. O Mateus do Sindicato era um dos grandes impulsionadores. Que é feito dele?
    Realmente tem razão, a marginal era um mundo. Aos fins de semana se quisessemos encontrar algúem comhecido, corríamos a marginal toda e lá o encontravamos.dei este endereço a mais amigos que vão ficat felizes... Um obrigado muito grande e ...continue!Monhé

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  7. Obrigada pela tua atenção e carinho, Graça.
    Estou lendo o teu blog e me deliciando com as coisas que contas.
    Um abração.
    Helô

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  8. A saudade não está na distância das coisas, mas numa súbita fractura de nós, num quebrar de alma em que todas as coisas se afundam ...

    Beijo.

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  9. Ah, obrigada querida amiga,
    um ótimo fds prá vc tb.

    beijos!

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  10. Belo post que me faz recordar tempos áureos onde a saudade está presente sem nunca mais acabar.

    Fotos lindas numa harmonia de explendor bem conjugadas com o lindo texto.

    Uma conjugação perfeita de revelar um sentimento que o tempo não pode apagar.

    Parabéns por este lindo post..

    Bjos e bom fim de semana muito feliz..

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  11. Curioso,passei o Carnaval de 70 em Quelimane a convite de um amigo meu que era da Deta e foi simplesmente fabuloso. Fiquei hospedado numa pensão perto do Benfica (não me lembro o nome) era só sair da farra e cair na cama. Achei a cidade, que não conhecia muito bonita,limpa e com gente extremamente simpática. Tive pena de não ter lá voltado.Parabéns pelo seu blog, é um pequeno achado. Voltarei a passar por cá mais vezes.

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  12. Olá passei para te conhecer e gostei.voltarei
    bom fim de semana
    bjs

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  13. Aos Domingos, pelo final do dia e até ao anoitecer (estive para brincar com a linguagem do Mia Couto e escrever “anoiteacontecer”), toda a gente afluia à Marginal. Desde a pérgola (“mirante”, para os mais distraídos), não ficava um espaço vago no murete que marginava o Rio dos Bons Sinais. Informalmente e ao sabor da corrente, as pessoas reuniam-se e conversavam, conviviam longamente. Palavras que o rio ouviu e arrastou para o Índico - o meu “Mar Fíndico”, de aventuras juvenis - e que decerto ainda estarão por aí, cristalizadas na memória, areia que o mar traz e leva.

    Sem dúvida: na Marginal, anoiteacontecia…

    Duarte

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  14. Belas recordações amigas, tudo tão encantador!
    Tenhas um lindo domingo e muito obrigado pelo carinho da tua presença em meu espaço.
    beijo

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  15. É sempre agradavel abrir o album de recordaçoes. :) Belissimas fotos. Obrigado pelos sempre comentários. :)

    So uma palavra ao Karlytus: entao tu andas na carruagem (aqui de cascais) e no paredão e nao dizes nada? lol mas atenlção: essa marginal de que fala a Graça nao é de cá: é de Angola.

    beijinhos, Graça.
    Ab karlytus

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  16. Olá!
    Graça, bom dia!
    Estou passando para desejar um bom domingo e um começo bem bom de semana.Olhando suas fotos fiquei pensando em uma época na qual não havia câmera digital para fotografar. Será por isso que as fotos parecem tão mais preciosas?
    Beijos e fique com Deus.

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  17. Alô Daniel
    Obrigado pela tua visita. Faço-te um esclarecimento que tb é para o Karlytus: as minhas recordações, são de muito mais longe, por isso levem tempo a desaparecerem... Sou de Moçambique,natural de uma pequena cidade (Quelimane) bem no coração do país. Capital de um dos distritos mais ricos: a Zambézia,onde se encontra o maior palmar do mundo. A Marginal, é daí. Mas, todos nós temos uma marginal nas nossas vidas, se não física, pelo menos sentimental... Verdade ou mentira? Beijos para ti Graça.

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  18. ...que maneira gostosa de recordar
    tempos idos, mas que deixaram
    marcas no coração.

    gostei da foto da anjinha e seus
    sapatinhos 'limpinhos' rsss, resultado
    das brincadeiras na terra batida.

    velhos tempos, velhos dias,
    como diz o rei Roberto Carlos
    em uma de suas ínúmeras melodias.

    um beijo, menina linda!

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  19. Olá Karlytus:
    Já fui muito feliz na marginal de Cascais, num tempo em que fui Miss.. Ah, pois é! Para mim, tb há vida acima do Equador...
    Mas esta marginal que recordo, fica em Moçambique!
    As marginais costumam dar felicidade, por isso, aproveita e deixo-te uma sugestão: um dia, se puderes, vai até Moçambique...marginais de morrer ali, não faltam. Irás gostar. Bjs Graça.

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  20. Outros tempos...

    outras gentes...

    memórias...

    Bom resto de Domingo.

    Bjs

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  21. Até que é estrangeiro e não conhece este chão, se emociona ao ler com que carinho você descreve gente, lugares, épocas. Que felicidade deve ser a tua, Graça, ao saber que tanta gente te acompanha e faz as pazes com a saudade através de teus textos e fotos. Um beijo muito grande de gratidão, em nome de todos, inclusive no meu.
    Vc me conquista. Mais e mais.

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  22. A qualquer hora em que chegares,
    sentarás comigo à minha mesa.
    A qualquer hora em que bateres a minha porta,
    o meu coração também se abrirá.
    A qualquer hora em que chamares,
    eu me apressarei.
    A qualquer hora em que vieres,
    será o melhor tempo de te receber.
    A qualquer hora em que te decidires,
    estarei pronto para te seguir.
    A qualquer hora em que quiseres beber,
    eu irei a fonte.
    A qualquer hora em que te alegrares,
    eu bendirei ao Senhor.
    A qualquer hora em que sorrires,
    será mais uma graça que o senhor me concede.
    A qualquer hora em que quiseres partir;
    eu irei à frente nos caminhos.
    A qualquer hora em que caíres,
    eu estenderei os braços.
    A qualquer hora, em que te cansares,
    eu levarei a cruz.
    A qualquer hora em que te sentires triste,
    eu permanecerei contigo,
    A qualquer hora em que te lembrares de mim,
    eu acharei a vida mais bela.
    A qualquer hora em que partires,
    ficarás com a lembrança de uma flor.
    A qualquer hora em que voltares,
    renovarás todas minhas alegrias.
    A qualquer hora que quiseres uma rosa,
    eu te darei toda roseira.
    Eu te digo tudo isso, porque não posso imaginar
    uma amizade que não seja toda,
    de todos os instantes e para todo bem.

    by: Cid Moreira

    Desejo uma linda semana com muito amor e carinho.
    Abraços
    Eduardo

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  23. Oi Graça!!!
    Hoje acordei com uma vontade incrível de te abraçar.
    (((CADEIA DE ABRAÇOS)))
    Você acabou de receber um abraço!
    É isto mesmo, não há como se safar!
    Você caiu no Abraçódromo! Assim, você vai ter que
    abraçar todo mundo que você conhece!
    Abrace seus parentes, amigos, inimigos, todo mundo!

    O abraço é sinal de afeição.
    Ele pode significar tanto, e tantas coisas ao mesmo tempo.
    Pode significar um sinal de amor, de amizade, de conforto ou tudo junto!

    Mantenha o Abraçódromo vivo!
    Beijinhos
    Ângela

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  24. Graça,

    Olá, boa tarde!
    Já sei, finalmente, a que carnaval te referes no meu blog: ao mais famoso carnaval de Moçambique - O Carnaval de Quelimane!
    Não, a esse nunca assisti, apesar de ter estado
    várias vezes em Quelimane.
    Tu falas numa Manuela Costa. Não me sabes dizer se ela tinha um irmão chamado Ferando Costa e era casada com o Rogério?
    Quanto ao teu texto, embora tenha muita saudade, está lindo e, para mim, é prosa poética.
    A Quelimane a que te referes e que já não existe, fica a dever-te não ser esquecida e poder ser apreciada pelas gerações futuras...
    Um beijinho,

    Manuel Palhares

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  25. Alô Manel
    Confirma-se : o mundo é mesmo pequeno! Sim, a Manela Costa é irmã do Fernando que foi meu colega no colégio e ela minha amiga de infância. O Fernando esteve cá em Portugal de férias há 2 anos( vivia na A. do Sul) e feleceu cá repentinamente, soube por uma prima deles que tb foi minha colega.
    A minha terra merece esta minha missão. Bj Graça

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  26. Oi,

    Vim te deixar o Selo Amigo q está na lateral
    do blog, espero q aceite.

    beijos!

    ♥ ♥

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  27. Graça,

    Pois é, é mesmo pequeno!
    Sobre o Fernando Costa é como dizes e o meu irmão foi ao funeral.
    Só falta confirmares que essa prima é a Cinda Leão de quem sou também amigo?!
    Um beijinho,
    MPalhares

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  28. Manel,
    Continuo a dizer que o mundo é pequeno: conheço muito bem a Lucinda Leão. Mas esta a quem me refiro é outra prima, a Helena Costa.
    Beijinho

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