Era uma varanda deitada para o sol-pôr.
Do outro lado da rua, as acácias davam -me os bons -dias. Por detrás delas, num terreno privado, algumas flores tropicais misturavam-se com magotes de papaieiras… sempre tão carregadinhas! Mais ao fundo, uma velha mangueira distribuía a sua sombra nos dias de grande canícula… Quantas vezes, ainda garotos, fizemos piqueniques debaixo dela… Na outra esquina, um vasto terreno com um renque de palmeiras era habitat natural de imensos pássaros que ali pernoitavam… Defronte, o velho Sporting sorvia todo o movimento e algazarra da rua. Ainda estavam longe os tempos de ser entaipado com a modernidade… O sol despedaçava-se nas grandes copas das árvores da rua, fugindo, enquanto a vermelha poalha de luz virava anil e depois subitamente roxa e laranja com esse impalpável toque de cor que só na minha cidade conhecia.

Cresci com aquelas árvores e, de tanto as contemplar na tarde lenta e recolhida, tornaram-se para mim como símbolos de vida. Eram como os sonhos, as ilusões e as dores de uma adolescência. No peito de cada um de nós há um coração moldado pela vida e pelo espaço que nos rodeia.
Mas um dia… os pássaros deixaram de cantar. Ouvia-se apenas o som metálico das máquinas a deitar tudo abaixo. As palmeiras retorcidas no chão erguiam aos céus os seus ramos num pedido inglório, sem conforto. Senti que também haviam cortado as minhas asas.
À noite deixaria de ouvir o canto nostálgico do sacerdote muçulmano que, do alto do minarete da Mesquita, convidava os seus fiéis à oração. Ao passar pelos ramos das palmeiras, o som tornava-se misterioso, quase coado em cada nota.
Do outro lado, quando o dia acordava, rompendo da noite como um rebento de fruto, era o toque dos sinos da Igreja que despertava a fé como um recado de Deus aos seus filhos…

Em cada manhã tudo começava de novo e em cada minuto tal como os frutos, eu amadurecia.
Ao sair para o trabalho chegava-me do meu pequeno jardim o apelo intensamente branco do jasmim coalhado de pequeninas flores brancas enquanto a rainha da noite, que embriagara as horas adormecidas, rescendia ainda no seu perfume a que eu não resistia… Respirar, sorver, respirar… Ali estava encerrada toda a poesia e sedução. Olhava o céu muito azul, as minhas árvores e o meu coração dizia baixinho:
Vou-me ficar de braços estendidos
Com as palmas abertas para os céus
E nas pontas dos dedos os pedidos
Que só murmuro a Deus.

Quando a rua se encheu de prédios altos, ficou uma nesga entre dois deles, pela qual, ao longe, a copa esfiada de uma árvore, me acenava todos os dias.
Poema é símbolo das coisas: das árvores, da minha rua, do meu jardim e da varanda deitada para o sol-pôr…
Que saudades que são as árvores velhas,
E as velhas ruas têm outro acento;
Porque não hei-de então ser como elas
Que têm mais encantos com o tempo?

Texto fantástico,envolto numa sinfonia de amor e ternura pelo além mar.
ResponderEliminarBeijo.
...quanta ternura reside em seus
ResponderEliminarescritos!
você é uma linda!
beijos outonais...
Um pequeno paraíso que, embora derrubado pelo caminhar dos tempos, ficou em seu coração e, parece-me, é nele que ainda se inspira, é nele que ainda descansa sua alma...
ResponderEliminarLindo, muito lindo, Graça.
Beijos e linda tarde para você.
"Porque não hei-de então ser como elas
ResponderEliminarQue têm mais encantos com o tempo?"
Porque não?
A Graça pinta telas com palavras, dá-lhes tons e formas que encantam...
Um beijo
Graça, pessoa amiga,
ResponderEliminarMagnífico texto, elaborado com a mestria habitual.
A evocação das acácias vermelhas, aquele espectáculo de cor que enchia os passeios de florzinhas coloridas...
As papaieiras, com as incomparáveis papaias, que desfrutávamos logo ao pequeno almoço.
As palmeiras, levam-me até à Zambézia, onde existe a maior extensão de palmares do mundo. Enfim, revivi o passado, tendo, assim como a autora do texto, mais encanto e mais futuro.
Kanimambo
Jorge
Oi Graça, teu texto é finamente bordado de poesia e entremeado de belas imagens, o que o torna encantador. Adorei conhecer teu blog!
ResponderEliminarOlá Graça
ResponderEliminarTexto e imagens se completam com muita harmonia. Adorei.
Beijos
Lembrei-me da infãncia na casa da vovó, aquele pedacinho de terra e suas árvores e flores eram minha terra encantada, meu paraíso.
ResponderEliminarLindo texto e imagens.
bjokas Graça linda...
Não aceitou o meu primeiro comentário.
ResponderEliminarDisse que este anoitecer é próprio dos climas africanos.
Conseguiste pintá-los com cores bonitas e vivas.
assim como vc
ResponderEliminarsinto saudades
do cheiro de mato
das flores que deixavam tudo florido
Hoje as tenho em meu pequeno jardim e nas floreiras de casa.
assim é possivel.......relembrar
afagos
Graça
ResponderEliminaré tão real este teu texto! Tem tanto cheiro, tanto sabor!
o desenho de cada árvore, o peso de cada manga, o doce de cada papaia.
Não estive lá, mas é como se reconhecesse com os sentidos, a tua cidade amada...
obrigada pela viagem!
beijinhos
Manuela
Olá Graça
ResponderEliminarÁfrica é poesia e cor.
Recordei as acácias de Luanda, os mamoeiros que tinha no quintal e senti o aroma a jasmim que nas noites quentes pairava no jardim de minha casa..
Recordar é viver.
Bjs.
Graça
ResponderEliminarQue memórias tão lindas de um tempo que se escreveu em árvores e flores, movimento e cor, perfumes e odores de tua infância e adolescência. Lindas recordações...
Beijos da Espanha (ainda) :-)
Anne
Querida Graça! Dizem e acredito quem pisou terras de África,jamais esquece a terra cor de fogo,as árvores e seus caminhos.Aqui posso ler um pouco desta lembrança que o tempo levou.
ResponderEliminarBeijinho de amizade Lisa
Graça.
ResponderEliminarTens mais encanto do que elas
só neste texto dá para ver
escreves coisas tão belas
e elas não sabem escrever
Elas têm um limito de vida
o tempo também por elas passa
é é um pouco mais compridada
deixa marcas como na nossa
Um beijinho
José.
Querida amiga Graça,
ResponderEliminarAinda não li teu post, que promete, adoro flores e saber coisas de terras longínquas onde nunca estive,
Fico fascinada.
Volto amanhã, sem falta!!!
Vim de propósito dar a boa nova.
O teu querido maninho, outro amor de pessoa, deve ser do sangue que vos corre nas veias, já me mandou hoje DUAS aguarelas fabulosas.
Ambas de Cerveira, minha terra adoptada, que ele afinal conhece lindamente, com vista para Goyan, Espanha.
A segunda, acabada de chegar, passou a ser o meu Layout e de lá não sai mais.
Sei que ele lê os teus comentários, por isso amigo querido, muito obrigada e muitos beijinhos.
Para ti minha querida, uma boa noite, uma beijoca doce com a ternura toda que mereces.
Ná
Olá Graça:
ResponderEliminarQuanta saudade este post me faz recordar outro mundo, outro tempo, outra felicidade, outra vida!
Quando o Sonho comanda a Vida, ele se faz realidade dentro de nós.
As árvores, as flores, os frutos e o encanto de terras de saudade, eternamente ficarão dentro do coração de quem tanto as amou.
Um post que marca um tempo jamais esquecido.
Parabéns por ele amiga.
Bjos, felicidades no novo dia.
Olá Graça
ResponderEliminarMas que encanto de texto!
Ler isto logo pela manhã cedo, num dia de céu nublado e chuva...
Li como se estivesse lá. Em cada lugar e em cada situação, que tão primorosamente descreve.
Posso imaginar o quanto tudo isso representa para si...
Posso imaginar quanta saudade sente!
É assim. Ficamos marcados indelévelmente pelas nossas vivências de infância.
Elas acompanham-nos por toda a vida e por onde quer que venhamos a caminhar.
Uma pergunta:
A Graça já escreveu algum livro?
Creio que já deve ter escrito, sim.
Mas se não o fez...olhe que está na hora.
Obrigada por partilhar estas palavras belas, connosco.
Desejo-lhe um lindo dia.
Um beijo
viviana
Como eu me recordo tão bem dessas acácias. Uma delas foi, por algum tempo, uma enorme 'residencial' de abelhas que o Zeca conheceu da pior forma. Fica o alvitre para que narres esse episódo!
ResponderEliminarTexto lindo...
Beijocas
Graça
ResponderEliminarDiz que cresceu com aquelas árvores,
mas não vai partir com elas,
elas morreram há muito
levadas na vastidão das mudanças
de outros tempos
outras eras.
Sinto a saudade nas palavras que tão bem escreve e sente,
como uma luz derradeira...
Onde está a estrela da manhã?
Adorei seu canto de amor.
Maria Luísa
a afastar
As árvores são imortalizadas em sua memória. Agora lavradas e escavadas em palavras são compartilhadas e parte da nossa lembrança também. Isso nos tornará mais belos com o tempo, o passar dele por nós, não deixará apenas cicatrizes, deixou também beleza, amizade e novas palavas para dividir. Verbo tão esquecido do nosso idioma. Beijos e haja bem.
ResponderEliminarOlá Graça, fico encantada sempre que aqui venho.Gosto muito de ler as tuas histórias de vida.Beijocas.
ResponderEliminarGracita, bom dia!!!
ResponderEliminarConsegui sentir cheiros e gostos daqui. Pura cinestesia, através de uma descrição tão suave e perfeita.
Tive a sensação de ver meus sentimentos emaranhados entre as ácacias e as flores da mangueira.
Que paisagem mais reconfortante.
Beijinhos
Graça,
ResponderEliminarTexto e imagens, uma verdadeira beleza!!!
Beijos
AL
Texto escrito e expressado com muito amor e ternura.
ResponderEliminarQuer saber porque vc é E-S-P-E-C-I-A-L???
Te espero lá no meu cantinho.
beijooo.
Bom dia quase boa tarde...
ResponderEliminarGraça falar de como escreves é me repetir infinitamente, a tempos não tomamos um chá gelado ou quente, não importa tem um selo lá no blog que estou dedicando aos amigos é só pegar.
Renata
http://renatagomesdefarias.blogspot.com/
Restam lindas recordações, que dão origem a estes texto fabulosos!
ResponderEliminarBjs
É disto que nos toca na alma,e bem lá no fundo.
ResponderEliminarMinha querida Graça...é sempre um deleite para nossos sentidos suas palavras...
ResponderEliminarQue lindo amiga!
Vim te ver cá no seu sítio, deixar beijos, e dizer da minha admiração por tudo que escreves...
Sinfonia de pardais...mas as tuas são de muito mais!
ResponderEliminarAfinal, o vento não leva as memórias, para nosso deleite!
Beijo
Ligia
Sim Graça! Somos como as árvores. No lugar onde passamos a infância se encontram nossas raizes. As minhas esticam-se de 2100 quilómetros e às vezes até causam bastanta dor.
ResponderEliminarTambém seu texto me faz lembrar os pessegueiros, pereiras e macieiras que o meu pai tinha plantado no jardim e cujos frutos eram uma delícia. Esses também foram cortados e em seu lugar fizeram um grande cazarão:-(
***
Beijinhos e obrigada pela partilha*******
Amiga,
ResponderEliminarEstou sem voz e sem dedos, pior, sem palavras...
Você acerta em cheio no nosso coração. Eu e minha família tivemos uma chácara enorme onde plantávamos essas árvores, essas nossas companheiras de jornada, mas tudo se perdeu.Tristeza. O que você chama papaya, aqui chamamos mamoeiro e o seu está tão lindo que não resisti, copiei, vou guardá-lo, posso?
O Borges, vale a pena conhecê-lo, mas aviso-te, era muito maluquinho, rsrs. Excelente escritor. As pessoas aqui se esquecem do que é bom com muita facilidade, por isso, vez por outra, puxo-lhes pela memória. Mas eu também me esqueço, muitas leituras, muita coisa pra uma cabecinha só, rs.
Te adoro, linda!!!Bjsss
Lindo texto e imagem...Amei!!
ResponderEliminarUm pouco ausente , mas voltei.
Beijos poéticos prá ti!!
A facilidade com que escreves encanta-me.
ResponderEliminarEste pedacinho...
Que saudades que são as árvores velhas,
E as velhas ruas têm outro acento;
Porque não hei-de então ser como elas
Que têm mais encantos com o tempo?
aplicam-se mesmo a nós.
beijosssss
Vanuza Querida
ResponderEliminarPodes levar as papaieiras (mamoeiros)...o que tu quiseres...leva também as minhas saudades (conheces essas flores?) e planta num canteiro bem partinho da tua janela...quem sabe, elas não conversam contigo?
Beijocas
Graça
Graça
ResponderEliminarQue maraviilhoso como descreves com a alma cheia de amor lembranças que são lindas, esplendorosas, floridas... como não havemos de admirar natureza tão bela e ver crescerem, modernizarem com seus prédios , mas as ruas continuam , suas árvores, flores que a força da natureza e desse amor mantêm vivas.
Beijos
Lindo este texto que nos revela a saudade nostalgica de tempos idos e de lugares modificados pelo progresso. Também eu acabei de chegar de um lugar onde fui muito feliz e onde ainda tenho pessoas que me fazem muita falta. Mas a vida é assim...muda e com ele tudo e todos mudam. Gostaria que visitasse o começar de novo, pois publiquei um texto que para mim é de grande interesse dado que ainda não tinha lido nada nessa lingua. Gostaria muito da sua opinião. Muito obrigada pelas visitas ao nosso blog. Apesar de longe, procurava sempre visitá-lo. Um grande beijinho e parabéns pelo texto.
ResponderEliminarEmília
Querida Graça,
ResponderEliminarÉ deslumbrante a forma como escreves. Um prazer sem indescritível.
Sabes? Como vivi 40 anos no Porto, em apartamentos, só me recordo das árvores frondosas, das fruteiras de todo tipo da casa da quinta dos maus avós paternos, aqui em Cerveira.
Agora que tenho as minhas próprias árvores, que as admiro ao longo de todo o ano, as espio, vigio e até fotografo, sinto exactamente como tu, que tal como elas, eu envelheço em perfeição e beleza.
Beijinhos muitos,
Ná
Lindo texto.
ResponderEliminarMuda-se a paisagem exterior, mas ninguém consegue nos tirar aquela que ficou gravada em nossos olhos e em nosso coração.
bjs
Oi
ResponderEliminarRelembrar é sonhar novamente.
Posso sentir que está falando
e olhando esse lugar mágico.
Está vivo na suas lembranças.
Obrigada pelo selinho.
Beijos...
Lúcia.
Boa noite amada.Muito obrigado pelo seu carinho.
ResponderEliminarQuando leio os seus escritos eu consigo visualizar cada parte, é como se eu me transportasse e pudesse viver cada linha.
Muiiiiiito bom.
Parabénsssssssssssssssssss.
Um beijo minha linda.
Ao ler-te, parece que estou a ouvir o grito a Alá, os sinos da nossa Igreja a tocar e nós...em reunião de grupo no canto da tua varanda em frente às benditas acácias. Não sei se o tempo passou...
ResponderEliminarBeijo
Teresa (Quelimane)
ola Graça vim retribuir a visita, e dizer que seu cantinho é muito aconchegante. lindo texto.. acho muito triste ver arvores sendo cortadas para em seu lugar surgir uma selva de pedra. a cidade fica fria , cinza,perde-se a vida que existe onde tem flores. mas dizem que é em nome do crescimento.. mas que é triste isso é.. estarei te seguindo..beijão
ResponderEliminarO amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
ResponderEliminarCarlos Drummond de Andrade
Amor & Paz na sua noite!!
"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio
ResponderEliminarde um olhar."
Uma sexta de muito amor & paz.
Beijos de coração prá coração!!
Hola Graça...
ResponderEliminarEs bellisimo tu blog, lo poco que entiendo tu lengua, me dice que sos un ser muy delicado. Tu amor por la tierra es maravilloso. Gracias por tu visita en mi "rincón" espero que vuelvas..Sí¡¡
Un abrazo enorme
Osvaldo
Olá Graça,
ResponderEliminarObrigada pela visita e por me teres dado a conhecer o teu MARAVILHOSO blog. Tens textos fantásticos, imagens lindas, enfim, adorei!!!
Beijinhos e bom fim de semana,
Joana
Gostei muito de conhecer o seu blogue, sobretudo pelo odor africano que ele exala.
ResponderEliminarHei-de voltar com mais calma, juro!
Abraço
António
Lindo! Fotos e palavras. maneias de ser e sentir, lindo!. Deixo um beijo.
ResponderEliminarQuerida Graça
ResponderEliminarTeus textos nos levam pra dentro do teu ser.
E lá dentro vemos que descortinas tudo o que vai dentro de nós.
Minha gratidão
Bom dia Graça!!
ResponderEliminarEstou sentindo a sua falta...O que está acontecendo?
Como sempre os seus textos me encantam.Vc escreve de uma maneira gostosa, como se estivesse numa "Roda de Leitura", como eu fazia com meus alunos.Me lembro quando lemos" Meu pé de Laranja-lima", de José Mauro de Vasconcelos, eles ficavam tão envolvidos que eu morria de pena de ter que parar....é assim que me sinto quando venho aqui.
Vê se aparece...ou esqueceu o meu endereço.Mudei não, viu?
Um abraço
Emilinha
Um dos maiores milagres de Deus é permitir que pessoas simples e comuns possam transmitir coisas incomuns, fortes e ricas de sabedoria.
ResponderEliminar(autor desconhecido).
Fim de semana iluminado amiga.
beijooo.
Belissimos escritos, nos faz viajar em bons sonhos...beijos de otimo final de semana pra ti.
ResponderEliminarGraça, querida!
ResponderEliminarvc fez-me viajar para um outro tempo, em que as árvores traziam encantos aos bairros, menos populosos.
saudade da infância, da adolescência...de um passado colorido, com flores nos jardins, nas jardineiras, árvores frutíferas nos quintais, hoje tudo é concreto - é o preço pela modernidade.
tenha um lindo final de semana.
bjs no seu coração....
Graça, deixei a resposta lá....
ResponderEliminarBeijos amiga
Emilinha
Vejo que como eu tens a nostalgia do lugar em que cresceu...uma pena que eles cresçam também e se desfigurem!!!
ResponderEliminarLindo hino de amor!
Beijos!
Sonia Regina.
Aaah esse seu post me trouxe belas lembranças!! hehehehe
ResponderEliminarBeijos. Passa la =)
Querida Graça, texto e fotografias em perfeita harmonia.
ResponderEliminarA Graça já me habituou a textos excelentes.
beijinhos
bom fim-de-semana
Graça, amada!
ResponderEliminarHoje, visitando o blog do amigo Kimbanda, li seu comentário e não tens idéia de como ele "resumiu" o que ando sentindo nos últimos tempos (TÔ EM CRISE). Vim aqui dizer: OBRIAGADA!
Beijuuss n.c.
Rê
www.toforatodentro.blogspot.com
Passei p'ra desejar um óptimo f-d-s
ResponderEliminarAmiga, é sempre um prazer enorme vir visitá-la.
ResponderEliminarQuando era menina, também vivia num local onde havia campo, arvores, flores, talvez venha dessa epoca mágica a minha grande admiração e respeito pela natureza.
Bom fim de semana
bjs
Maria
Oi Graça,
ResponderEliminarQue maneira linda de dizer,que força poética neste adorável texto enraizado na terra do Zambeuze.Voce me presenteou com amor em ramos e cores.Passar por aqui sempre é LUZ!
Beijos,
Cris
Apareça!
Olá querida Graça, saio sempre daqui deliciada com tão belas palavras. Obrigada pela visita e comentário. Beijos com grande carinho
ResponderEliminarOlá minha querida.
ResponderEliminarEra mesmo isto que eu estava a precisar, para relaxar.
Adorei este texto, lindo, nostálgico e amoroso.
Amor a uma terra que continua enraizada no teu coração e que a descreves e recordas com tanta beleza e ternura.
Desculpa a minha ausência, mas este mês e o próximo, são muito complicados.
Tenho muitas encomendas, há muitos Bebés a nascer, Graças a Deus.
O tempo não estica e acabo por falhar nas visitas que tanto gosto de fazer.
Eu sei que tu compreendes.
Jinhos grandes amiga e obrigada pela tua amizade tão querida.
Querida Graça seu texto me oxigenou, dei o troco, viu? Lindas memórias que me levaram à minha infância,a que vivi no sítio da minha querida e saudosa avó materna.
ResponderEliminar"A saudade é o passar e o repassar das memórias antigas."
(Machado de Assis)
Parabéns pelo belo texto!!
Beijossss
VENHO RETRIBUIR CARINHOSAMENTE O SEU CARINHO. DIZER QUE MINHA AUSENCA É EM FUNÇÃO DO MEU TRABALHO..ESTOU TRABALHANDO NOS TRÊS PERÍODOS.
ResponderEliminarSEM TEMPO DE BLOGAR. SOMENTE NOS FINAIS DE SEMANA, SE POSSIVEL.
PEGUE O SEU SELO OURO NO BLOG
http://sandraandrade7.blogspot.com/
ELE FICARÁ LÁ TE ESPERANDO.
CARINHOSAMENTE
SANDRA
SE FOR POSSÍVEL VISITE O BLOG INTERAÇÃO DE AMIGOS.BOM FINAL DE SEMANA.
ATÉ MAIS
UMA LINDA E BELA POSTAGEM AMIGA.
ResponderEliminarPARABÉNS.
SANDRA
Graça, que delicadeza!
ResponderEliminarQue lindas e doces lembranças. Eu ainda sinto o perfume das frutas e flores. Ainda ouço o canto dos pássaros, do vento a balançar as folhas das árvores nas ruas onde cresci...
Bjs.
Graça querida, estou há dias para vir aqui. Uma vontade do fundo de meu coração de dar-te um beijo bem carinhoso!
ResponderEliminarQue linda és, amiga!
Tuas palavras soam poesia , ternura.
Parece que tudo que tocas fica mais belo!
As imagens que colocaste me trazem e ainda têm lindas lembranças.
Amo meus pés de jasmins, da minha casa atual. A cada dia que um desabrocha...me traz a mensagem que tudo vai dar certo! Continua!
Esses mamoeiros tenho histórias e casos bem engraçados.
E, na saída da maternidade de meu segundo filho, Marcelo... a rua que passamos estava toda vestida destas árvores floridas.
Até hoje ele lembra do que eu lhe dizia: "Que o mundo se enfeitou para recebê-lo!"
Me emocionei com teu post, querida.
Meus carinhos.
E com certeza, SIM:
"Por que não havemos então ser como elas,
Que têm mais encantos com o tempo?"
É o esplendor de viver e evoluir!
Beijos no teu doce coração.
Querida Graça, as tuas palavras são mesmo sinfonia para os meus ouvidos. Como eu te compreendo, como é belo falar com as árvores, sentir o seu sentir, os seus encantos e desencantos, ouvir o amor nos gemidos do vento na carícia dos seus ramos...
ResponderEliminarGraça, na poesia das tuas palavras, sinto o remanso do velho castanheiro da minha terra, a fonte, junto das suas raízes, que me sacia a sede, o riacho que corre ao lado e é música para o meu espírito...
Nas tuas recordações, o meu viver!
Graça, querida, o meu beijo de muito carinho e o desejo que tenhas um maravilhoso fim de semana.
Carlos
Ola Graça, bom dia, voltei.
ResponderEliminarO que escreves amiga, é pura ternura, pura poesia.
Passei para te desejar um bom fim de semana e dar um beijo ternurento, com amizade
Isa
Ora então muito boas tardes! :-)
ResponderEliminarJa tinha saudades destas historias...faz-me sempre bem entrar aqui.
Passei a deixar-lhe um beijo e os meus votos de continuação de um bom fim de semana.
ps:como a amiga já deve ter percebido, o meu tasco tem estado parado, mas tenho andado a caminhar no meu "vale dos sentidos". Apareça :-)
Olá Graça,
ResponderEliminarConfesso que li com muito prazer a tua narrativa.
Sabes "prender" o leitor, como uma grande romancista.
Texto e imagens se completam com muita harmonia. Adorei.
Beijos.
Maria Valadas
Graça,
ResponderEliminarque texto lindo e poético! Voltei a um tempo em que me via em uma varanda olhando encantada as cores de um jardim com os passarinhos em festa.
Uma ótima semana.
Um grande abraço.
Mais um texto excelente... :) Vim deixar um grande grande beijinho e votos de um óptimo fim-de-semana!!! :D
ResponderEliminarChego tarde (depois de tantos comentários) mas ainda a tempo de dizer que senti uma grande alegria ao ler este belo e riquíssimo texto.
ResponderEliminarNota-se a saudade de quem absorveu a vida naquelas paragens com gosto de viver e alegria.
Parabéns por mais um excelente texto, escrito com alma.
Ah, Graça, seu texto me fez voltar no tempo. Por aqui também, minha amiga, as paisagens reconfiguram-se. O que vejo de minhas varandas já não se parece em nada com o que eu via quando aqui cheguei. Por sorte, dentro de nós, elas eternizam-se.
ResponderEliminarObrigada por esse texto lindo.
Bjs, Graça, e inté!
Graça,seus textos são fantásticos!Quanta beleza nessas lembranças!Adorei!Bjs,
ResponderEliminarOlá crida Graça, fiquei encantada com este texto, vou guarda-lo para mim. beijinhos e bom fim de semana
ResponderEliminaroi graça!
ResponderEliminaradorei seu blog.
seus textos fantasticos.
da uma voltinha pelo meu estou no começo ainda tenho muito o que aprender.
otimo fds.
bjos.
Minha querida Graça,
ResponderEliminareste texto tem uma beleza e encantamento sem fim, nele transborda toda a sua sensibilidade e alma poetica, adorei!!!!
Beijinhos,
Ana Martins
Graça,
ResponderEliminarOieee...
Venho aqui para lhe deixar gotinhas de luz em forma de estrelas cintilantes, que enche o teu céu de brilho e beleza.
Andei sumida né!
Muito trabalho, foi uma semana bem cansativa mas valeu a pena cada segundo vivido..só o corpo fisico que reclama as vezes (não tenho mais o vigor de antes...rs) mas se dá um jeito.
Graça ontem ganhei um presente, um livro mais foi algo que em tocou tão profundamente que fiquei nas nuvens...são nas coisas mais simples que apredemos o verdadeiro valor das amizades.
Saudade de vc!!!
Um lindo e abençoado domingo.
Bjs no coração (*_*)
Minha querida Graça
ResponderEliminarLindo texto, escrito com muito carinho e saudade.
Quem conheceu África, ficou com ela entranhada na pele.
as fotos são lindas.
deixo o meu carinho e um beijinho
sonhadora
Parabéns pela quantidade respeitável de leitores que tens, mereces e muito mais.
ResponderEliminarEu também tenho saudades de algumas coisas do passado, uma delas são as árvores, que sempre fizeram parte de minha vida, pois até os 19 anos, nunca morei em lugar outro que na fazenda, em contacto directo com bosques e ambientes naturais.
Como não ter saudades? Mas o tempo anda para frente, nunca para trás. Deve-se pensar no porvir, não no que veio a partir.
Beijos, amiga, e bom fim de semana.
Nas sinfonias encontramos
ResponderEliminarsempre saudade.
Reviver acácias, flores tropicais,
sombra refrescante a cobrir a canícula.
Os piqueniques de criança,
os pássaros exóticos e cantantes,
nos mostram com clareza
e beleza
a infância de maravilha de quem escreve.
Ao crescer, tomou como símbolos
os encantos da natureza.
Beijo,
Maria Luísa
Oh, Linda Amiga de sonho:
ResponderEliminarAs suas árvores são poesia doce, como só VOCê sabe orquestrar com pureza e encanto.
O progresso é mesmo assim, mas ficam-nos a s lembranças de momentos inesquecíveis e de uma beleza ímpar.
Que instante poético mais fabuloso.
Um texto sensível e doce. Lindo.
Parabéns.
Dedicado com uma ternura presente e intensa de magia que faz sensibilizar pela beleza de sentimentos puros e notáveis.
Escreve com uma caneta de ouro puro, como VOCÊ é.
Adorei.
MUITO OBRIGADO pela sua simpatia, compreensão e amabilidade no meu blogue.
Bem-Haja, amiga terna.
Beijinhos amigos de grandioso respeito e estima. Sempre a considerá-la pela genialidade comovedora e fantástica dos seus versos profundos e significativos de pureza e encanto.
Com admiração sempre e de forma constante.
pena
Excelente!
Um sentir delicioso, amiga enorme.
Olá Graça Pereira.
ResponderEliminarNão pude evitar lágrimas de emoção ao ler este post.
Consegui ver cada cantinho, ouvir os sons e sentir os cheiros da nossa querida terra dos "Bons Sinais", onde vivi quase duas décadas.
Vim parar aqui por acaso (nada acontece por acaso...) através do blog Momentos Perfeitos e gostei muito.
Sabes quem sou?
Um grande abraço
Maria Adélia Gerardo
Querida Adélia
ResponderEliminarNão calculas como fiquei feliz com a tua visita, porque , para além de uma Amiga, és alguém que cresceu comigo, conheces tudo aquilo que eu relato aqui.... encontrarás locais, situações, pessoas ( a quem apenas alterei o nome...) com muitas histórias que tu conheces.
A tua Mãe e o teu irmão? Um beijo grande para todos e...vou seguir-te, claro!
Graça
GREste fim de semana foi uma corrida .
ResponderEliminarOntem fui ás instalações do Sporting
o Sporting é o máximo.
Fomos a todos os "cantinhos" da casa...
Academia e estádio.
o museu é algo que não sei definir... quero lá voltar o museu precisa de ser observado com mais calma...
beijos
deixo a minha poesia e um beijo
SORRISO
Sorriso lindo...
Sorriso belo...
É alegria dos grandes...
É o sorriso...
Dos meninos...
Que são netos...
É o sorriso...
Dos que seguem...
O seu caminho...
E têm o sorriso...
Mais lindo...
Do mundo!...
LILI LARANJO AÇA
AMIGA GRAÇA
ResponderEliminarQUANTA DOÇURA TEM SEUS POSTS... CADA VEZ QUE AQUI VENHO PARA TE LER... VOU ENCANTADA!
PAZ E LUZ
BJCAS
GRAÇA
querida que lindo,sempre um presente vir por aqui, senti-me viajar no tempo, senti o frescor das arvores, foi maravilhoso poder ler isso. obrigada
ResponderEliminarbeijos
ABRIL
ResponderEliminarO MEU MÊS
19-Abril - nascia uma menina, hoje Mulher, Avó...mas essa menina anda muito triste, com muitos picos na alma - tal como diz o poema "Lamento" que fiz ontem, num momento de muita solidão e tristeza - ver no blog "Deabrilemdiante".
19-Abril quero sempre a minha flor - Tulipas, é precisamente a época delas e já vi um raminho pequenino muito querido que vou oferecer a mim mesma.
Beijos, poesia e flores.
Amiga:
ResponderEliminarOs encantos da natureza e os nossos encantos, vão ficando mesmo somente gravados na memória como recordações.
Quando o maior dos predadores inventa. à conta do desenvolvimento, o que nos apresenta é desolador.
*
Memórias que assim contadas, nos colocam lá, onde tudo se passou. Os perfumes das acácias, tudo o mais.
Gratificante o pedacinho que aqui passei na tua companhia.
Kandandos meus.
Querida Graça,
ResponderEliminarUma sinfonia de cores e sabores que tornavam a sua querida cidade no país das maravilhas. E mesmo depois dos prédios altos nunca deixou de ver aquela árvore que lhe acenava todos os dias.
Um texto que deixa transparecer todo o amor pelo lugar onde vivia....lindo
um abraço cheio de carinho
Quando pela primeira vez "alguém" me falou nas acácias vermelhas, descíamos o Parque Eduardo VII, e cada vez que passo naquele lugar parece ouvir aquela voz e a maneira como foi dita a frase que não mais esqueci.
ResponderEliminarAgora na minha terra já tenho acácias vermelhas mas... são frias, não são quentes como as outras...!
Boa semana e voltarei.
Maria
Hola Graça, he preferido esta entrada para darte las gracias por tus preciosas palabras en mi blog. Gracias por venir a verme. Un beso, Ana
ResponderEliminarNeste momento, sorrimos com a chegada (que estava demorada) das cores da Primavera. As cores, os cheiros e a suave temperatura que convida à alegria. E cada vez mais, à medida que os robustos prédios invadem os espaços, adoramos refugiar-nos no verde.
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