quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sinfonias


Era uma varanda deitada para o sol-pôr.
Do outro lado da rua, as acácias davam -me os bons -dias. Por detrás delas, num terreno privado, algumas flores tropicais misturavam-se com magotes de papaieiras… sempre tão carregadinhas! Mais ao fundo, uma velha mangueira distribuía a sua sombra nos dias de grande canícula… Quantas vezes, ainda garotos, fizemos piqueniques debaixo dela… Na outra esquina, um vasto terreno com um renque de palmeiras era habitat natural de imensos pássaros que ali pernoitavam… Defronte, o velho Sporting sorvia todo o movimento e algazarra da rua. Ainda estavam longe os tempos de ser entaipado com a modernidade… O sol despedaçava-se nas grandes copas das árvores da rua, fugindo, enquanto a vermelha poalha de luz virava anil e depois subitamente roxa e laranja com esse impalpável toque de cor que só na minha cidade conhecia.


Cresci com aquelas árvores e, de tanto as contemplar na tarde lenta e recolhida, tornaram-se para mim como símbolos de vida. Eram como os sonhos, as ilusões e as dores de uma adolescência. No peito de cada um de nós há um coração moldado pela vida e pelo espaço que nos rodeia.
Mas um dia… os pássaros deixaram de cantar. Ouvia-se apenas o som metálico das máquinas a deitar tudo abaixo. As palmeiras retorcidas no chão erguiam aos céus os seus ramos num pedido inglório, sem conforto. Senti que também haviam cortado as minhas asas.
À noite deixaria de ouvir o canto nostálgico do sacerdote muçulmano que, do alto do minarete da Mesquita, convidava os seus fiéis à oração. Ao passar pelos ramos das palmeiras, o som tornava-se misterioso, quase coado em cada nota.
Do outro lado, quando o dia acordava, rompendo da noite como um rebento de fruto, era o toque dos sinos da Igreja que despertava a fé como um recado de Deus aos seus filhos…


Em cada manhã tudo começava de novo e em cada minuto tal como os frutos, eu amadurecia.
Ao sair para o trabalho chegava-me do meu pequeno jardim o apelo intensamente branco do jasmim coalhado de pequeninas flores brancas enquanto a rainha da noite, que embriagara as horas adormecidas, rescendia ainda no seu perfume a que eu não resistia… Respirar, sorver, respirar… Ali estava encerrada toda a poesia e sedução. Olhava o céu muito azul, as minhas árvores e o meu coração dizia baixinho:
Vou-me ficar de braços estendidos
Com as palmas abertas para os céus
E nas pontas dos dedos os pedidos
Que só murmuro a Deus.


Quando a rua se encheu de prédios altos, ficou uma nesga entre dois deles, pela qual, ao longe, a copa esfiada de uma árvore, me acenava todos os dias.
Poema é símbolo das coisas: das árvores, da minha rua, do meu jardim e da varanda deitada para o sol-pôr…
Que saudades que são as árvores velhas,
E as velhas ruas têm outro acento;
Porque não hei-de então ser como elas
Que têm mais encantos com o tempo?


99 comentários:

  1. Texto fantástico,envolto numa sinfonia de amor e ternura pelo além mar.

    Beijo.

    ResponderEliminar
  2. ...quanta ternura reside em seus
    escritos!

    você é uma linda!

    beijos outonais...

    ResponderEliminar
  3. Um pequeno paraíso que, embora derrubado pelo caminhar dos tempos, ficou em seu coração e, parece-me, é nele que ainda se inspira, é nele que ainda descansa sua alma...
    Lindo, muito lindo, Graça.
    Beijos e linda tarde para você.

    ResponderEliminar
  4. "Porque não hei-de então ser como elas
    Que têm mais encantos com o tempo?"

    Porque não?

    A Graça pinta telas com palavras, dá-lhes tons e formas que encantam...


    Um beijo

    ResponderEliminar
  5. Graça, pessoa amiga,
    Magnífico texto, elaborado com a mestria habitual.
    A evocação das acácias vermelhas, aquele espectáculo de cor que enchia os passeios de florzinhas coloridas...
    As papaieiras, com as incomparáveis papaias, que desfrutávamos logo ao pequeno almoço.
    As palmeiras, levam-me até à Zambézia, onde existe a maior extensão de palmares do mundo. Enfim, revivi o passado, tendo, assim como a autora do texto, mais encanto e mais futuro.
    Kanimambo
    Jorge

    ResponderEliminar
  6. Oi Graça, teu texto é finamente bordado de poesia e entremeado de belas imagens, o que o torna encantador. Adorei conhecer teu blog!

    ResponderEliminar
  7. Olá Graça
    Texto e imagens se completam com muita harmonia. Adorei.
    Beijos

    ResponderEliminar
  8. Lembrei-me da infãncia na casa da vovó, aquele pedacinho de terra e suas árvores e flores eram minha terra encantada, meu paraíso.

    Lindo texto e imagens.
    bjokas Graça linda...

    ResponderEliminar
  9. Não aceitou o meu primeiro comentário.
    Disse que este anoitecer é próprio dos climas africanos.
    Conseguiste pintá-los com cores bonitas e vivas.

    ResponderEliminar
  10. assim como vc
    sinto saudades
    do cheiro de mato
    das flores que deixavam tudo florido
    Hoje as tenho em meu pequeno jardim e nas floreiras de casa.
    assim é possivel.......relembrar

    afagos

    ResponderEliminar
  11. Graça

    é tão real este teu texto! Tem tanto cheiro, tanto sabor!

    o desenho de cada árvore, o peso de cada manga, o doce de cada papaia.

    Não estive lá, mas é como se reconhecesse com os sentidos, a tua cidade amada...

    obrigada pela viagem!

    beijinhos

    Manuela

    ResponderEliminar
  12. Olá Graça

    África é poesia e cor.

    Recordei as acácias de Luanda, os mamoeiros que tinha no quintal e senti o aroma a jasmim que nas noites quentes pairava no jardim de minha casa..

    Recordar é viver.

    Bjs.

    ResponderEliminar
  13. Graça
    Que memórias tão lindas de um tempo que se escreveu em árvores e flores, movimento e cor, perfumes e odores de tua infância e adolescência. Lindas recordações...

    Beijos da Espanha (ainda) :-)
    Anne

    ResponderEliminar
  14. Querida Graça! Dizem e acredito quem pisou terras de África,jamais esquece a terra cor de fogo,as árvores e seus caminhos.Aqui posso ler um pouco desta lembrança que o tempo levou.
    Beijinho de amizade Lisa

    ResponderEliminar
  15. Graça.

    Tens mais encanto do que elas
    só neste texto dá para ver
    escreves coisas tão belas
    e elas não sabem escrever

    Elas têm um limito de vida
    o tempo também por elas passa
    é é um pouco mais compridada
    deixa marcas como na nossa

    Um beijinho
    José.

    ResponderEliminar
  16. Querida amiga Graça,

    Ainda não li teu post, que promete, adoro flores e saber coisas de terras longínquas onde nunca estive,
    Fico fascinada.
    Volto amanhã, sem falta!!!

    Vim de propósito dar a boa nova.
    O teu querido maninho, outro amor de pessoa, deve ser do sangue que vos corre nas veias, já me mandou hoje DUAS aguarelas fabulosas.
    Ambas de Cerveira, minha terra adoptada, que ele afinal conhece lindamente, com vista para Goyan, Espanha.

    A segunda, acabada de chegar, passou a ser o meu Layout e de lá não sai mais.
    Sei que ele lê os teus comentários, por isso amigo querido, muito obrigada e muitos beijinhos.

    Para ti minha querida, uma boa noite, uma beijoca doce com a ternura toda que mereces.

    ResponderEliminar
  17. Olá Graça:

    Quanta saudade este post me faz recordar outro mundo, outro tempo, outra felicidade, outra vida!

    Quando o Sonho comanda a Vida, ele se faz realidade dentro de nós.

    As árvores, as flores, os frutos e o encanto de terras de saudade, eternamente ficarão dentro do coração de quem tanto as amou.

    Um post que marca um tempo jamais esquecido.

    Parabéns por ele amiga.

    Bjos, felicidades no novo dia.

    ResponderEliminar
  18. Olá Graça

    Mas que encanto de texto!

    Ler isto logo pela manhã cedo, num dia de céu nublado e chuva...

    Li como se estivesse lá. Em cada lugar e em cada situação, que tão primorosamente descreve.

    Posso imaginar o quanto tudo isso representa para si...

    Posso imaginar quanta saudade sente!

    É assim. Ficamos marcados indelévelmente pelas nossas vivências de infância.
    Elas acompanham-nos por toda a vida e por onde quer que venhamos a caminhar.

    Uma pergunta:

    A Graça já escreveu algum livro?
    Creio que já deve ter escrito, sim.

    Mas se não o fez...olhe que está na hora.

    Obrigada por partilhar estas palavras belas, connosco.

    Desejo-lhe um lindo dia.

    Um beijo

    viviana

    ResponderEliminar
  19. Como eu me recordo tão bem dessas acácias. Uma delas foi, por algum tempo, uma enorme 'residencial' de abelhas que o Zeca conheceu da pior forma. Fica o alvitre para que narres esse episódo!
    Texto lindo...
    Beijocas

    ResponderEliminar
  20. Graça

    Diz que cresceu com aquelas árvores,
    mas não vai partir com elas,
    elas morreram há muito
    levadas na vastidão das mudanças
    de outros tempos
    outras eras.

    Sinto a saudade nas palavras que tão bem escreve e sente,
    como uma luz derradeira...

    Onde está a estrela da manhã?

    Adorei seu canto de amor.

    Maria Luísa
    a afastar

    ResponderEliminar
  21. As árvores são imortalizadas em sua memória. Agora lavradas e escavadas em palavras são compartilhadas e parte da nossa lembrança também. Isso nos tornará mais belos com o tempo, o passar dele por nós, não deixará apenas cicatrizes, deixou também beleza, amizade e novas palavas para dividir. Verbo tão esquecido do nosso idioma. Beijos e haja bem.

    ResponderEliminar
  22. Os amigos são como anjos e estrelas,
    tu nem sempre os vês, mas sabes que
    sempre estão lá. Um lindo restante de
    semana, bjs.

    ResponderEliminar
  23. Olá Graça, fico encantada sempre que aqui venho.Gosto muito de ler as tuas histórias de vida.Beijocas.

    ResponderEliminar
  24. Gracita, bom dia!!!

    Consegui sentir cheiros e gostos daqui. Pura cinestesia, através de uma descrição tão suave e perfeita.

    Tive a sensação de ver meus sentimentos emaranhados entre as ácacias e as flores da mangueira.

    Que paisagem mais reconfortante.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  25. Graça,

    Texto e imagens, uma verdadeira beleza!!!

    Beijos
    AL

    ResponderEliminar
  26. Texto escrito e expressado com muito amor e ternura.

    Quer saber porque vc é E-S-P-E-C-I-A-L???

    Te espero lá no meu cantinho.

    beijooo.

    ResponderEliminar
  27. Bom dia quase boa tarde...

    Graça falar de como escreves é me repetir infinitamente, a tempos não tomamos um chá gelado ou quente, não importa tem um selo lá no blog que estou dedicando aos amigos é só pegar.

    Renata
    http://renatagomesdefarias.blogspot.com/

    ResponderEliminar
  28. Restam lindas recordações, que dão origem a estes texto fabulosos!
    Bjs

    ResponderEliminar
  29. É disto que nos toca na alma,e bem lá no fundo.

    ResponderEliminar
  30. Minha querida Graça...é sempre um deleite para nossos sentidos suas palavras...
    Que lindo amiga!

    Vim te ver cá no seu sítio, deixar beijos, e dizer da minha admiração por tudo que escreves...

    ResponderEliminar
  31. Sinfonia de pardais...mas as tuas são de muito mais!
    Afinal, o vento não leva as memórias, para nosso deleite!
    Beijo
    Ligia

    ResponderEliminar
  32. Sim Graça! Somos como as árvores. No lugar onde passamos a infância se encontram nossas raizes. As minhas esticam-se de 2100 quilómetros e às vezes até causam bastanta dor.

    Também seu texto me faz lembrar os pessegueiros, pereiras e macieiras que o meu pai tinha plantado no jardim e cujos frutos eram uma delícia. Esses também foram cortados e em seu lugar fizeram um grande cazarão:-(

    ***
    Beijinhos e obrigada pela partilha*******

    ResponderEliminar
  33. Amiga,
    Estou sem voz e sem dedos, pior, sem palavras...
    Você acerta em cheio no nosso coração. Eu e minha família tivemos uma chácara enorme onde plantávamos essas árvores, essas nossas companheiras de jornada, mas tudo se perdeu.Tristeza. O que você chama papaya, aqui chamamos mamoeiro e o seu está tão lindo que não resisti, copiei, vou guardá-lo, posso?
    O Borges, vale a pena conhecê-lo, mas aviso-te, era muito maluquinho, rsrs. Excelente escritor. As pessoas aqui se esquecem do que é bom com muita facilidade, por isso, vez por outra, puxo-lhes pela memória. Mas eu também me esqueço, muitas leituras, muita coisa pra uma cabecinha só, rs.
    Te adoro, linda!!!Bjsss

    ResponderEliminar
  34. Lindo texto e imagem...Amei!!
    Um pouco ausente , mas voltei.
    Beijos poéticos prá ti!!

    ResponderEliminar
  35. Vanuza Querida
    Podes levar as papaieiras (mamoeiros)...o que tu quiseres...leva também as minhas saudades (conheces essas flores?) e planta num canteiro bem partinho da tua janela...quem sabe, elas não conversam contigo?
    Beijocas
    Graça

    ResponderEliminar
  36. Graça
    Que maraviilhoso como descreves com a alma cheia de amor lembranças que são lindas, esplendorosas, floridas... como não havemos de admirar natureza tão bela e ver crescerem, modernizarem com seus prédios , mas as ruas continuam , suas árvores, flores que a força da natureza e desse amor mantêm vivas.
    Beijos

    ResponderEliminar
  37. Lindo este texto que nos revela a saudade nostalgica de tempos idos e de lugares modificados pelo progresso. Também eu acabei de chegar de um lugar onde fui muito feliz e onde ainda tenho pessoas que me fazem muita falta. Mas a vida é assim...muda e com ele tudo e todos mudam. Gostaria que visitasse o começar de novo, pois publiquei um texto que para mim é de grande interesse dado que ainda não tinha lido nada nessa lingua. Gostaria muito da sua opinião. Muito obrigada pelas visitas ao nosso blog. Apesar de longe, procurava sempre visitá-lo. Um grande beijinho e parabéns pelo texto.
    Emília

    ResponderEliminar
  38. Querida Graça,

    É deslumbrante a forma como escreves. Um prazer sem indescritível.

    Sabes? Como vivi 40 anos no Porto, em apartamentos, só me recordo das árvores frondosas, das fruteiras de todo tipo da casa da quinta dos maus avós paternos, aqui em Cerveira.

    Agora que tenho as minhas próprias árvores, que as admiro ao longo de todo o ano, as espio, vigio e até fotografo, sinto exactamente como tu, que tal como elas, eu envelheço em perfeição e beleza.

    Beijinhos muitos,

    ResponderEliminar
  39. Lindo texto.
    Muda-se a paisagem exterior, mas ninguém consegue nos tirar aquela que ficou gravada em nossos olhos e em nosso coração.

    bjs

    ResponderEliminar
  40. Oi
    Relembrar é sonhar novamente.
    Posso sentir que está falando
    e olhando esse lugar mágico.
    Está vivo na suas lembranças.
    Obrigada pelo selinho.
    Beijos...
    Lúcia.

    ResponderEliminar
  41. Boa noite amada.Muito obrigado pelo seu carinho.
    Quando leio os seus escritos eu consigo visualizar cada parte, é como se eu me transportasse e pudesse viver cada linha.
    Muiiiiiito bom.
    Parabénsssssssssssssssssss.
    Um beijo minha linda.

    ResponderEliminar
  42. Ao ler-te, parece que estou a ouvir o grito a Alá, os sinos da nossa Igreja a tocar e nós...em reunião de grupo no canto da tua varanda em frente às benditas acácias. Não sei se o tempo passou...
    Beijo
    Teresa (Quelimane)

    ResponderEliminar
  43. ola Graça vim retribuir a visita, e dizer que seu cantinho é muito aconchegante. lindo texto.. acho muito triste ver arvores sendo cortadas para em seu lugar surgir uma selva de pedra. a cidade fica fria , cinza,perde-se a vida que existe onde tem flores. mas dizem que é em nome do crescimento.. mas que é triste isso é.. estarei te seguindo..beijão

    ResponderEliminar
  44. O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

    Carlos Drummond de Andrade

    Amor & Paz na sua noite!!

    ResponderEliminar
  45. "As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio
    de um olhar."

    Uma sexta de muito amor & paz.

    Beijos de coração prá coração!!

    ResponderEliminar
  46. Hola Graça...
    Es bellisimo tu blog, lo poco que entiendo tu lengua, me dice que sos un ser muy delicado. Tu amor por la tierra es maravilloso. Gracias por tu visita en mi "rincón" espero que vuelvas..Sí¡¡
    Un abrazo enorme
    Osvaldo

    ResponderEliminar
  47. Olá Graça,
    Obrigada pela visita e por me teres dado a conhecer o teu MARAVILHOSO blog. Tens textos fantásticos, imagens lindas, enfim, adorei!!!
    Beijinhos e bom fim de semana,

    Joana

    ResponderEliminar
  48. Gostei muito de conhecer o seu blogue, sobretudo pelo odor africano que ele exala.
    Hei-de voltar com mais calma, juro!
    Abraço
    António

    ResponderEliminar
  49. Lindo! Fotos e palavras. maneias de ser e sentir, lindo!. Deixo um beijo.

    ResponderEliminar
  50. Querida Graça
    Teus textos nos levam pra dentro do teu ser.
    E lá dentro vemos que descortinas tudo o que vai dentro de nós.
    Minha gratidão

    ResponderEliminar
  51. Bom dia Graça!!
    Estou sentindo a sua falta...O que está acontecendo?
    Como sempre os seus textos me encantam.Vc escreve de uma maneira gostosa, como se estivesse numa "Roda de Leitura", como eu fazia com meus alunos.Me lembro quando lemos" Meu pé de Laranja-lima", de José Mauro de Vasconcelos, eles ficavam tão envolvidos que eu morria de pena de ter que parar....é assim que me sinto quando venho aqui.
    Vê se aparece...ou esqueceu o meu endereço.Mudei não, viu?
    Um abraço
    Emilinha

    ResponderEliminar
  52. Um dos maiores milagres de Deus é permitir que pessoas simples e comuns possam transmitir coisas incomuns, fortes e ricas de sabedoria.

    (autor desconhecido).

    Fim de semana iluminado amiga.

    beijooo.

    ResponderEliminar
  53. Belissimos escritos, nos faz viajar em bons sonhos...beijos de otimo final de semana pra ti.

    ResponderEliminar
  54. Graça, querida!
    vc fez-me viajar para um outro tempo, em que as árvores traziam encantos aos bairros, menos populosos.
    saudade da infância, da adolescência...de um passado colorido, com flores nos jardins, nas jardineiras, árvores frutíferas nos quintais, hoje tudo é concreto - é o preço pela modernidade.
    tenha um lindo final de semana.
    bjs no seu coração....

    ResponderEliminar
  55. Graça, deixei a resposta lá....
    Beijos amiga
    Emilinha

    ResponderEliminar
  56. Vejo que como eu tens a nostalgia do lugar em que cresceu...uma pena que eles cresçam também e se desfigurem!!!

    Lindo hino de amor!

    Beijos!

    Sonia Regina.

    ResponderEliminar
  57. Aaah esse seu post me trouxe belas lembranças!! hehehehe

    Beijos. Passa la =)

    ResponderEliminar
  58. Querida Graça, texto e fotografias em perfeita harmonia.

    A Graça já me habituou a textos excelentes.

    beijinhos
    bom fim-de-semana

    ResponderEliminar
  59. Graça, amada!
    Hoje, visitando o blog do amigo Kimbanda, li seu comentário e não tens idéia de como ele "resumiu" o que ando sentindo nos últimos tempos (TÔ EM CRISE). Vim aqui dizer: OBRIAGADA!
    Beijuuss n.c.

    www.toforatodentro.blogspot.com

    ResponderEliminar
  60. Amiga, é sempre um prazer enorme vir visitá-la.
    Quando era menina, também vivia num local onde havia campo, arvores, flores, talvez venha dessa epoca mágica a minha grande admiração e respeito pela natureza.
    Bom fim de semana
    bjs
    Maria

    ResponderEliminar
  61. Oi Graça,

    Que maneira linda de dizer,que força poética neste adorável texto enraizado na terra do Zambeuze.Voce me presenteou com amor em ramos e cores.Passar por aqui sempre é LUZ!

    Beijos,

    Cris

    Apareça!

    ResponderEliminar
  62. Olá querida Graça, saio sempre daqui deliciada com tão belas palavras. Obrigada pela visita e comentário. Beijos com grande carinho

    ResponderEliminar
  63. Olá minha querida.
    Era mesmo isto que eu estava a precisar, para relaxar.
    Adorei este texto, lindo, nostálgico e amoroso.
    Amor a uma terra que continua enraizada no teu coração e que a descreves e recordas com tanta beleza e ternura.
    Desculpa a minha ausência, mas este mês e o próximo, são muito complicados.
    Tenho muitas encomendas, há muitos Bebés a nascer, Graças a Deus.
    O tempo não estica e acabo por falhar nas visitas que tanto gosto de fazer.
    Eu sei que tu compreendes.
    Jinhos grandes amiga e obrigada pela tua amizade tão querida.

    ResponderEliminar
  64. Querida Graça seu texto me oxigenou, dei o troco, viu? Lindas memórias que me levaram à minha infância,a que vivi no sítio da minha querida e saudosa avó materna.
    "A saudade é o passar e o repassar das memórias antigas."
    (Machado de Assis)
    Parabéns pelo belo texto!!
    Beijossss

    ResponderEliminar
  65. VENHO RETRIBUIR CARINHOSAMENTE O SEU CARINHO. DIZER QUE MINHA AUSENCA É EM FUNÇÃO DO MEU TRABALHO..ESTOU TRABALHANDO NOS TRÊS PERÍODOS.
    SEM TEMPO DE BLOGAR. SOMENTE NOS FINAIS DE SEMANA, SE POSSIVEL.

    PEGUE O SEU SELO OURO NO BLOG
    http://sandraandrade7.blogspot.com/
    ELE FICARÁ LÁ TE ESPERANDO.
    CARINHOSAMENTE
    SANDRA

    SE FOR POSSÍVEL VISITE O BLOG INTERAÇÃO DE AMIGOS.BOM FINAL DE SEMANA.
    ATÉ MAIS

    ResponderEliminar
  66. UMA LINDA E BELA POSTAGEM AMIGA.
    PARABÉNS.
    SANDRA

    ResponderEliminar
  67. Graça, que delicadeza!
    Que lindas e doces lembranças. Eu ainda sinto o perfume das frutas e flores. Ainda ouço o canto dos pássaros, do vento a balançar as folhas das árvores nas ruas onde cresci...
    Bjs.

    ResponderEliminar
  68. Graça querida, estou há dias para vir aqui. Uma vontade do fundo de meu coração de dar-te um beijo bem carinhoso!
    Que linda és, amiga!
    Tuas palavras soam poesia , ternura.
    Parece que tudo que tocas fica mais belo!
    As imagens que colocaste me trazem e ainda têm lindas lembranças.
    Amo meus pés de jasmins, da minha casa atual. A cada dia que um desabrocha...me traz a mensagem que tudo vai dar certo! Continua!
    Esses mamoeiros tenho histórias e casos bem engraçados.

    E, na saída da maternidade de meu segundo filho, Marcelo... a rua que passamos estava toda vestida destas árvores floridas.
    Até hoje ele lembra do que eu lhe dizia: "Que o mundo se enfeitou para recebê-lo!"

    Me emocionei com teu post, querida.
    Meus carinhos.

    E com certeza, SIM:
    "Por que não havemos então ser como elas,
    Que têm mais encantos com o tempo?"
    É o esplendor de viver e evoluir!
    Beijos no teu doce coração.

    ResponderEliminar
  69. Querida Graça, as tuas palavras são mesmo sinfonia para os meus ouvidos. Como eu te compreendo, como é belo falar com as árvores, sentir o seu sentir, os seus encantos e desencantos, ouvir o amor nos gemidos do vento na carícia dos seus ramos...
    Graça, na poesia das tuas palavras, sinto o remanso do velho castanheiro da minha terra, a fonte, junto das suas raízes, que me sacia a sede, o riacho que corre ao lado e é música para o meu espírito...
    Nas tuas recordações, o meu viver!
    Graça, querida, o meu beijo de muito carinho e o desejo que tenhas um maravilhoso fim de semana.
    Carlos

    ResponderEliminar
  70. Ola Graça, bom dia, voltei.

    O que escreves amiga, é pura ternura, pura poesia.

    Passei para te desejar um bom fim de semana e dar um beijo ternurento, com amizade
    Isa

    ResponderEliminar
  71. Ora então muito boas tardes! :-)

    Ja tinha saudades destas historias...faz-me sempre bem entrar aqui.

    Passei a deixar-lhe um beijo e os meus votos de continuação de um bom fim de semana.

    ps:como a amiga já deve ter percebido, o meu tasco tem estado parado, mas tenho andado a caminhar no meu "vale dos sentidos". Apareça :-)

    ResponderEliminar
  72. Olá Graça,

    Confesso que li com muito prazer a tua narrativa.

    Sabes "prender" o leitor, como uma grande romancista.

    Texto e imagens se completam com muita harmonia. Adorei.

    Beijos.

    Maria Valadas

    ResponderEliminar
  73. Graça,
    que texto lindo e poético! Voltei a um tempo em que me via em uma varanda olhando encantada as cores de um jardim com os passarinhos em festa.

    Uma ótima semana.

    Um grande abraço.

    ResponderEliminar
  74. Mais um texto excelente... :) Vim deixar um grande grande beijinho e votos de um óptimo fim-de-semana!!! :D

    ResponderEliminar
  75. Chego tarde (depois de tantos comentários) mas ainda a tempo de dizer que senti uma grande alegria ao ler este belo e riquíssimo texto.
    Nota-se a saudade de quem absorveu a vida naquelas paragens com gosto de viver e alegria.
    Parabéns por mais um excelente texto, escrito com alma.

    ResponderEliminar
  76. Ah, Graça, seu texto me fez voltar no tempo. Por aqui também, minha amiga, as paisagens reconfiguram-se. O que vejo de minhas varandas já não se parece em nada com o que eu via quando aqui cheguei. Por sorte, dentro de nós, elas eternizam-se.

    Obrigada por esse texto lindo.

    Bjs, Graça, e inté!

    ResponderEliminar
  77. Graça,seus textos são fantásticos!Quanta beleza nessas lembranças!Adorei!Bjs,

    ResponderEliminar
  78. Olá crida Graça, fiquei encantada com este texto, vou guarda-lo para mim. beijinhos e bom fim de semana

    ResponderEliminar
  79. oi graça!
    adorei seu blog.
    seus textos fantasticos.
    da uma voltinha pelo meu estou no começo ainda tenho muito o que aprender.
    otimo fds.
    bjos.

    ResponderEliminar
  80. Minha querida Graça,
    este texto tem uma beleza e encantamento sem fim, nele transborda toda a sua sensibilidade e alma poetica, adorei!!!!

    Beijinhos,
    Ana Martins

    ResponderEliminar
  81. Graça,
    Oieee...
    Venho aqui para lhe deixar gotinhas de luz em forma de estrelas cintilantes, que enche o teu céu de brilho e beleza.
    Andei sumida né!
    Muito trabalho, foi uma semana bem cansativa mas valeu a pena cada segundo vivido..só o corpo fisico que reclama as vezes (não tenho mais o vigor de antes...rs) mas se dá um jeito.
    Graça ontem ganhei um presente, um livro mais foi algo que em tocou tão profundamente que fiquei nas nuvens...são nas coisas mais simples que apredemos o verdadeiro valor das amizades.
    Saudade de vc!!!
    Um lindo e abençoado domingo.
    Bjs no coração (*_*)

    ResponderEliminar
  82. Minha querida Graça
    Lindo texto, escrito com muito carinho e saudade.
    Quem conheceu África, ficou com ela entranhada na pele.
    as fotos são lindas.
    deixo o meu carinho e um beijinho

    sonhadora

    ResponderEliminar
  83. Parabéns pela quantidade respeitável de leitores que tens, mereces e muito mais.

    Eu também tenho saudades de algumas coisas do passado, uma delas são as árvores, que sempre fizeram parte de minha vida, pois até os 19 anos, nunca morei em lugar outro que na fazenda, em contacto directo com bosques e ambientes naturais.

    Como não ter saudades? Mas o tempo anda para frente, nunca para trás. Deve-se pensar no porvir, não no que veio a partir.

    Beijos, amiga, e bom fim de semana.

    ResponderEliminar
  84. Nas sinfonias encontramos
    sempre saudade.

    Reviver acácias, flores tropicais,
    sombra refrescante a cobrir a canícula.

    Os piqueniques de criança,
    os pássaros exóticos e cantantes,
    nos mostram com clareza
    e beleza
    a infância de maravilha de quem escreve.

    Ao crescer, tomou como símbolos
    os encantos da natureza.

    Beijo,

    Maria Luísa

    ResponderEliminar
  85. Oh, Linda Amiga de sonho:
    As suas árvores são poesia doce, como só VOCê sabe orquestrar com pureza e encanto.
    O progresso é mesmo assim, mas ficam-nos a s lembranças de momentos inesquecíveis e de uma beleza ímpar.
    Que instante poético mais fabuloso.
    Um texto sensível e doce. Lindo.
    Parabéns.
    Dedicado com uma ternura presente e intensa de magia que faz sensibilizar pela beleza de sentimentos puros e notáveis.
    Escreve com uma caneta de ouro puro, como VOCÊ é.
    Adorei.
    MUITO OBRIGADO pela sua simpatia, compreensão e amabilidade no meu blogue.
    Bem-Haja, amiga terna.
    Beijinhos amigos de grandioso respeito e estima. Sempre a considerá-la pela genialidade comovedora e fantástica dos seus versos profundos e significativos de pureza e encanto.
    Com admiração sempre e de forma constante.

    pena


    Excelente!
    Um sentir delicioso, amiga enorme.

    ResponderEliminar
  86. Olá Graça Pereira.
    Não pude evitar lágrimas de emoção ao ler este post.
    Consegui ver cada cantinho, ouvir os sons e sentir os cheiros da nossa querida terra dos "Bons Sinais", onde vivi quase duas décadas.
    Vim parar aqui por acaso (nada acontece por acaso...) através do blog Momentos Perfeitos e gostei muito.
    Sabes quem sou?
    Um grande abraço
    Maria Adélia Gerardo

    ResponderEliminar
  87. Querida Adélia
    Não calculas como fiquei feliz com a tua visita, porque , para além de uma Amiga, és alguém que cresceu comigo, conheces tudo aquilo que eu relato aqui.... encontrarás locais, situações, pessoas ( a quem apenas alterei o nome...) com muitas histórias que tu conheces.
    A tua Mãe e o teu irmão? Um beijo grande para todos e...vou seguir-te, claro!
    Graça

    ResponderEliminar
  88. GREste fim de semana foi uma corrida .
    Ontem fui ás instalações do Sporting
    o Sporting é o máximo.

    Fomos a todos os "cantinhos" da casa...

    Academia e estádio.

    o museu é algo que não sei definir... quero lá voltar o museu precisa de ser observado com mais calma...


    beijos

    deixo a minha poesia e um beijo

    SORRISO


    Sorriso lindo...
    Sorriso belo...
    É alegria dos grandes...
    É o sorriso...
    Dos meninos...
    Que são netos...
    É o sorriso...
    Dos que seguem...
    O seu caminho...
    E têm o sorriso...
    Mais lindo...
    Do mundo!...

    LILI LARANJO AÇA

    ResponderEliminar
  89. AMIGA GRAÇA
    QUANTA DOÇURA TEM SEUS POSTS... CADA VEZ QUE AQUI VENHO PARA TE LER... VOU ENCANTADA!
    PAZ E LUZ
    BJCAS
    GRAÇA

    ResponderEliminar
  90. querida que lindo,sempre um presente vir por aqui, senti-me viajar no tempo, senti o frescor das arvores, foi maravilhoso poder ler isso. obrigada

    beijos

    ResponderEliminar
  91. ABRIL

    O MEU MÊS

    19-Abril - nascia uma menina, hoje Mulher, Avó...mas essa menina anda muito triste, com muitos picos na alma - tal como diz o poema "Lamento" que fiz ontem, num momento de muita solidão e tristeza - ver no blog "Deabrilemdiante".

    19-Abril quero sempre a minha flor - Tulipas, é precisamente a época delas e já vi um raminho pequenino muito querido que vou oferecer a mim mesma.
    Beijos, poesia e flores.

    ResponderEliminar
  92. Amiga:
    Os encantos da natureza e os nossos encantos, vão ficando mesmo somente gravados na memória como recordações.
    Quando o maior dos predadores inventa. à conta do desenvolvimento, o que nos apresenta é desolador.
    *
    Memórias que assim contadas, nos colocam lá, onde tudo se passou. Os perfumes das acácias, tudo o mais.
    Gratificante o pedacinho que aqui passei na tua companhia.
    Kandandos meus.

    ResponderEliminar
  93. Querida Graça,

    Uma sinfonia de cores e sabores que tornavam a sua querida cidade no país das maravilhas. E mesmo depois dos prédios altos nunca deixou de ver aquela árvore que lhe acenava todos os dias.

    Um texto que deixa transparecer todo o amor pelo lugar onde vivia....lindo

    um abraço cheio de carinho

    ResponderEliminar
  94. Quando pela primeira vez "alguém" me falou nas acácias vermelhas, descíamos o Parque Eduardo VII, e cada vez que passo naquele lugar parece ouvir aquela voz e a maneira como foi dita a frase que não mais esqueci.
    Agora na minha terra já tenho acácias vermelhas mas... são frias, não são quentes como as outras...!
    Boa semana e voltarei.
    Maria

    ResponderEliminar
  95. Hola Graça, he preferido esta entrada para darte las gracias por tus preciosas palabras en mi blog. Gracias por venir a verme. Un beso, Ana

    ResponderEliminar
  96. Neste momento, sorrimos com a chegada (que estava demorada) das cores da Primavera. As cores, os cheiros e a suave temperatura que convida à alegria. E cada vez mais, à medida que os robustos prédios invadem os espaços, adoramos refugiar-nos no verde.

    ResponderEliminar
  97. Beautiful blog and photos, have a nice day Radka.

    ResponderEliminar