Era um chaço mesmo… andava porque tinha quatro rodas e um motor, e pouco mais. Tinha uma cor de ervilha cozida e crua porque a variedade de verde misturava-se como se fosse uma salada. Em alguns lados apresentava amolgadelas que lhe conferiam um certo sainete… Os amigos diziam:
- Parece que andou na guerra!
A resposta que recebiam era sempre a mesma:
-Tem estilo, como o dono.
No entanto, simpaticamente, o piloto do tal "bólide" oferecia sempre boleia aos amigos que andavam a butes. Aos que iam atrás recomendava-lhes:
- As portas não abrem bem… mas dêem-lhes uma cotovelada que isso vai…
Não me lembro da marca do veículo, se é que a tinha! O destemido condutor adorava percorrer calmamente a famosa recta que ia desde o Padeiro, ao quilómetro cinco, até à curva para Namacata. Os Fângios faziam corridas por ali, em grande alvoroço e barulheira. Talvez ele gostasse de fazer o mesmo mas o chaço não dava para essas coisas. Quando os outros o ultrapassavam, em altas velocidades, a latinha de ervilhas abanava toda…
Ele mostrava-se indiferente, contemplando a paisagem que, à berma da estrada, era generosa e variada. De um lado nenúfares a perder de vista de encontro ao palmar que confinava com o novo aeroporto, do outro, os extensos arrozais e, logo depois, aquela planície nua ou quase nua, onde se destacava uma velha casa de rés de chão e primeiro andar à beira de um pequeno carreiro que por lá passava a caminho de nenhures…
Andava nestas passeatas quando, vindo do nada, mais um Fângio passou por ele na gáspea. A latinha quase que fez pião! Quando a nuvem desapareceu, notou que uma roda, ziguezagueando, passeava no outro lado da estrada… Riu-se:
- Ias aí todo fresco mas agora bem que vais ter de parar, até te caem as peças!…
Mas antes que pudesse soltar uma gargalhada a sua latinha começou aos solavancos.
- Era só o que me faltava! Será falta de gasolina?
A vontade de rir já lhe tinha passado por completo. Olhou o tablier procurando algum sinal que pudesse indiciar o que se passava. No entanto, por ali, nada funcionava… Por fim o carro lá parou a poucos centímetros de mergulhar nos nenúfares. Saiu a medo, não fosse a lata dar um solavanco final e mergulhar de radiador em riste nas águas. A porta do condutor era a única que se abria com alguma dignidade, “ainda bem”, pensou.
Só cá fora reparou que a sua latinha apresentava um grande desnível…
- Mas, falta-me uma roda! Ah, magana… então eras tu!
Atravessou a estrada a correr e fez sinal ao primeiro carro que passou. Em Quelimane era usual socorrer quem precisasse. Desconhecia-se os assaltos, o carjacking, vivia-se na paz dos anjos.
- Oh homem o que lhe aconteceu? Algum furo? - perguntou o solicito motorista.
- Não, não… faltam-lhe peças… por exemplo esta roda onde estou sentado!

…
De namoro pegado com uma das raparigas mais pretendidas da cidade, esganava-se todo para ter a latinha bem reluzente e fazer boa figura quando fosse buscar a sua amada para passear. Por cima da ferrugem passou um líquido brilhante para lhe dar um ar sui generis. Por dentro imperava a limpeza e um ligeiro aroma de lavanda.
- Hoje levamos a tua mãe (a futura sogra…) e vamos até à praia… - a futura ficou deliciada com tanta simpatia do seu querido. Mas mesmo assim parecia bem fazer-se difícil.
- Está tão abafado, não achas que irá chover? - perguntou-lhe ela reticente.
- Não, acho que não! E se chover até refresca o ar…
- Vou arranjar um lanchezito para levar. Na praia sabe sempre bem…
Já a caminho, na estrada, por entre o palmar, a querida disse-lhe:
- Vem borrasca por aí… olha as nuvens tão negras…
- Se chover são só uns salpicos… - nada podia embaciar o seu entusiasmo.
E já a latinha era atingida pelas primeiras gotinhas que caíam…
- Isto passa já…
As futuras diziam-lhe:
- Não será melhor voltarmos para trás?
- Qual quê! Depois de Coalane já isto passou!
Como estava enganado. Num repente, o céu desabou e a chuva correu torrencialmente. Não se via um palmo de estrada.
As futuras, em coro, disseram:
- Não seria melhor ligares o limpa-pára-brisas?
- Não é preciso, isto passa já… - disse praguejando com os seus botões.
Agarrado ao volante, com o rosto colado ao vidro e de olhos arregalados, tentava vislumbrar a linha estreita da estrada…
Caramba, nunca lhe parecera tão estreita!
Eventualmente, deu a mão à palmatória e, como que aceitando que nada conseguia ver, lá decidiu parar o carro.
- Um momento. - disse enquanto procurava algo no guarda-luvas.
Saiu com um grande pano para limpar os vidros… Trabalho inglório, claro. A chuva caía mais forte ainda. Às tantas, estavam ele e o pano encharcados que nem pintos…
As futuras gritaram:
- Entra, ainda vais ficar doente!
Não teve outro remédio. Quando se sentou ao volante, a água já circulava pelo chão da latinha. As futuras encolheram-se. A querida disse-lhe:
- Liga o limpa vidros!
Ele respirou fundo antes de responder:
- Está avariado - disse numa voz sumida, mais adivinhada do que audível.
Claro que o lanche foi comido em casa com o querido embrulhado num grande cobertor, espirrando de minuto a minuto… As futuras repetiam em uníssono:
-Santinho! Santinho!
…
Uma semana depois, num domingo quente e cheio de sol, havia grande alarido em frente à casa das futuras. O cãozito ladrava, os empregados batiam palmas e a buzina de um carro não parava.
- Vamos à varanda ver o que se passa. - concordaram as duas.
Do outro lado da rua um Datsun vermelhinho brilhava que nem uma cereja madura. Junto a ele, ufano, estava o futuro marido e genro acenando entusiasticamente e dizendo feliz:
- Vamos dar um passeio no meu carro novo? Pode chover a potes, fazer frio ou calor, esta máquina está preparada para tudo!
E estava mesmo… até para a felicidade!
Querida amiga Graça,
ResponderEliminarque linda história, imagino a felicidade de ter um carro novo para poder passear a noiva.
Beijinhos,
Ana Martins
Muito boa. Senti até a chuva.
ResponderEliminarSeria verdadeira a história?
Beijinhos querida Graça
Minha querida amiga Graça,
ResponderEliminarSabes??? Nem sei por onde começar...
Emociono-me porque sinto que estás a contar a tua vida, o que ela te deu e também te tirou.
Quem me dera estar enganada, e saber que estás aqui a contar só mais uma das tuas belíssimas histórias vividas lá em Quelimane.
A ervilha vermelinha está mesmo aqui ao lado na foto ...
Querida, sabes o que mais admiro em ti? basicamente TUDO, mas principalmente a tua coragem e capacidade de escrever estas narrativas maravilhosas, que me transmitem emoções, imagens maravilhosas, até odores eu consigo sentir...
Nunca estive em África, mas houve levaste-me lá e fizeste-o de uma forma leve e doce, até irónica.
És maravilhosa.
Muitos beijinhos,
Ná
Querida Ná
ResponderEliminarEsta, é apenas uma das muitas histórias da minha vida...Acredita que, enquanto a escrevia eu sorria vivendo todos aqueles momentos embaraçosos e caricatos mas que,mais tarde, nos faziam felizes... Afinal, era a nossa história!
Beijocas minha querida.
Graça
Uma delicia de história, coisas que aconteem com quem luta por uma vida melhor.
ResponderEliminarbeijos
Amei a postagem rs.
ResponderEliminarMeu cadilac bi bi rs.
Beijos amada.
Minha querida Graça
ResponderEliminarLinda história...faz-me lembrar passagens da minha vida em Angola...eu tinha um Mini.
Beijinhos com carinho
Sonhadora
Graça querida,
ResponderEliminarfeliz aniversário atrasada mas com muito carinho!
Bjs.
Oi Graça
ResponderEliminarUm bela história vi cada cena em meu pensamento.Me transportei para o cenário. Parabéns.
Beijos
Parabéns pelo seu aniversário e gostei do se espaço.
ResponderEliminarCom carinho
Isa
Visita os meus blogs deixando comentários, vai!!!
http://sabedorias-isa.blogspot.com
http://sabedorias.spaceblog.com.br
Valeu!!!!
Olá Graça!
ResponderEliminarDepois de tanto tempo desaparecido...gostei muito da história!
=)
Beijinhos
Después de mi ausencia es estupendo volver a leerte... me quedo como siempre por tu espacio..
ResponderEliminarUn gusto disfrutar de tus letras.
Un abrazo
Saludos fraternos..
As nossas histórias e a dos nossos calhambeques.
ResponderEliminarLinda e emocionante narrativa.
Esta juventude pode correr mundo mas nunca terão vivido metade das nossas peripécias e da capacidade de agarrar cada oportunidade como única e a melhor de todas.
Gostei também da linguagem utilizada e que confere a toda a narrativa um ar muito próprio que se usava nesse tempo.
Parabéns por essa memória e pela capacidade de uma pintura ainda mais agradável no texto.
Bom dia amiga!
ResponderEliminarFez-me lembrar o meu primeiro carrito. um mini que comprei as prestações, velhinho mas todo engraxado pelo antigo dono...da primeira vez que levantei os tapetes vi o alcatrão por baixo. Mas sim, fomos muito felizes eu e ele :-)
Beijos para si e uma boa semana
Olá amiga Graça,
ResponderEliminarTambém é muito importante para mim a tua amizade
nem imaginas quanto.
E depois vir aqui e ler estas histórias maravilhosas, que tu tão bem escreves, e desta vez mais engraçada,essa da roda está boa,e a palavra de andar a butes já à muito tempo que eu não ouvia. eu no passado também tive um latinhas,e também tentava fazer boa figura com
ele.
É um prazer enorme ler os teu textos.
um beijinho grande,
José.
Graça, andei afastada alguns dias do blog,e só hoje vi que vc fez aniversário dia 2 de abril...Parabéns, e que Deus continue lhe dando este dom maravilhoso de escrever e sensibilizar as pessoas.Que vc continue sendo uma esta pessoa presente,amiga e simples.
ResponderEliminarLi o texto....Vc e suas histórias, que me encantam.
Um abraço e meu carinho de sempre.
Emilinha
Gracita.
ResponderEliminarMesmo de férias do mundo bloguista venho aqui dizer que suas histórias só nos mostram que a vida vale a pena ser vivida, saber contar com "graça, encantamento" é arte.
Beijos e o que tomaremos nesta primavera?
Renata
Querida Renatinha
ResponderEliminarQue bom receber a tua visita. Chegaste à hora do lanche. Há bolo de maçã e sumo de laranja natural bem frequinho. Lanchas comigo?
Vamos lá, então!
Beijocas
Graça
Graça
ResponderEliminar...e uma das futuras
tornou-se mais do que presente, não foi?
mas eu acho que não foi graças ao carro novo, mas sim, ao que perdia peças, porque é a aventura e o sentido de humor que fazem da vida um lugar único!
para uma contadora única!
beijinhos
Manuela
Gracita, sempre nos presenteando com histórias tão reais com pitadas de delicadezas.
ResponderEliminarQuem não possui uma história de um carrinho bem velho antes de chegar-se a um novo não viveu grandes emoções.
Quanto as palavras do meu escrito, lá no Infinito, tranquiliza-te, são palavras que relatam as tristezas de tantos e, apesar de muitas vezes eu chorar as tristezas do mundo tenho um coração feliz, amiga, e não sabe o quanto, pois com muitas limitações e, estas não importam, A VIDA É UMA DÁDIVA E COSTUMO NÃO COMPLICÁ-LA.
Basta acordar e ver a magia do sol a nos sorrir ou mesmo gotas de chuva que já valeu-me o dia.
Beijinhos sempre
Malú, minha Querida
ResponderEliminarAdmiro-te! Tantas lições...é uma chuva de Bênçãos!
Prezo muito a tua amizade. Se precisares de mim, a porta do meu coração está sempre aberta.
Beijos cheios de ternura
Gracita
Que delícia de história, Graça!... Claro que no momento não foi de rir, mas contada assim, como lembrança, é muito linda e (se me permite) engraçadíssima...
ResponderEliminarBeijinhos
Graça,
ResponderEliminarEmbora já fora de tempo, deixo o meu beijo de Aniversário para si. Por certo,viveu um dia muito feliz!
Estive ausente por uns dias. Foi bom ver como continua animado e interessante este cantinho.
L.B.
Granda chaço.
ResponderEliminarBeijo.
Olá Graça
ResponderEliminarRecordar é viver!
Sinto que são boas recordações!
Conseguiste que vivesse tudo com a tua descrição tão real.
Bjs.
Lisa
Amizade verdadeira
ResponderEliminarLetras escolhidas
Dentro do alfabeto
E com letras escolhidas
a Amizade aparece...
É um sonho ter um amigo
É uma paixão saber que tem amigo
É loucura saber que é amigo
E com sonho, paixão e loucura, sou mesmo feliz...
E amizade quer muito sacrifício
Por vezes fechar os olhos para não ver...
Temos que calar para não ferir...
Temos que afagar, quando acontece bater...
Mas a amizade vai nascendo
E vamos deixar que se enraíze
Para que dentro do nosso peito
Haja mesmo lugar para mais um Amigo...
Lili Laranjo
Bárbaro...lembrar de bons momentos é tudo de bom, paz.
ResponderEliminarAi, Gracinha!
ResponderEliminarFez-me lembrar os bons tempos do conversível do meu pai que deslizava pelas pistas do Rio de Janeiro e nós, ali, sentados e cantarolando...
Que preciosidades as aquarelas do João! Olha, minha família adorou!
Grande abraço para você, ao nosso ilustre Artista, enfim à sua família em geral! Deus os abençoe!!!Bjsss
Graça,
ResponderEliminarApesar de vir atrasada para lhe dar os parabéns por mais um aniversário, aqui deixo um beijo com amizade e desejo de muita saúde e Paz.
Adorei o seu texto, percebi que estava revivendo memórias, deixando- me emocionada com a sua bela narrativa.
Já sei o caminho... sempre aqui virei.
Beijos.
Querida Graça,
ResponderEliminarlinda e por se sentir real ainda trás mais encanto esta história ou memória.
Quanto ao e-mail não recebi cá nada amiga...o endereço é : clubeautista@hotmail.com
O Bruno já está um mestre a fazer caixinhas eu só lhe vou dando uma ajudinha na parte dos craquelados :-)
Estou na fase final de algumas telas que depois colocarei fotos:-)
Beijinhos nossos com carinho
Graça,
ResponderEliminarMinha amiga..me visestes chorar com tuas lindas palavras...eu sinto vc pelas palavras vc me entende?..tudo que escreve tem vida, tem um coração pulsando, tem carinho, tem amor...assim é vc...é quem disse que computador não tem vida, esta enganado pq através dele eu posso ver vc..um anjinho abençoado que DEUS colocou no meu caminho.
Obrigada pelas lindas e doces palavras deixadas no cantinho, marcas p/ sempre na minha alma.
Aqui hoje faz frioooooo, o céu esta cor de laranja, algumas estrelas até apareceram p/ enfeitar o céu...ficou lindo...rs..presente do Papai do Céu p/ um dia tão especial como este.
Como falar o que sinto ...vc é um presente...nada é por acaso...aqui encontro paz, mas suas doces palavras ganho vida...vc é um tesouro. Amooooooo vc...(*_*)
Bjs no coração Jú
P.S.: uma linda e abençoada quarta p/ ti
Maravilhosa Amiga:
ResponderEliminarENCANTA-ME, a sua adorável e magistral escrita de sonho.
Não! Não é qualquer uma? É trabahada, suada, vem do mais profundo de si.
"...Ele mostrava-se indiferente, contemplando a paisagem que, à berma da estrada, era generosa e variada. De um lado nenúfares a perder de vista de encontro ao palmar que confinava com o novo aeroporto, do outro, os extensos arrozais e, logo depois, aquela planície nua ou quase nua, onde se destacava uma velha casa de rés de chão e primeiro andar à beira de um pequeno carreiro que por lá passava a caminho de nenhures….."
Só se encontra ternura, beleza imensa.
Sabe, maravilha-me?
Enternece e sensibiliza tanto talento junto.
Tanto génio fabuloso.
Beijinhos pelo ser humano lindo que é.
No maior respeito e consideração pela magia dos seus sensíveis Posts numa genial e extraordinária escritora.
Fascinado...
pena
MUITO OBRIGADO.
Bem-Haja, perfeita amiga que escreve maravilhosamente.
Sublime! Linda!
Os teus contos têm a capacidade de sintetizar, sem contudo perder a emoção e a intensidade, as emoções e vivências envolvendo rapidamente o leitor e transportando-o ao âmago do tema versado. É como a 'simples' aguarela que, feita em duas penadas, consegue transmitir todo o estado de alma que impressionou o pintor e que este procura transmitir a quem a vê. Parabéns e um beijinho.
ResponderEliminarOlá Mano
ResponderEliminarjá não tiveste a "felicidade" de andar no chaço...quando chegaste para férias, já havia a "cereja" em cima do bolo... e o Boguinhas, claro!!
Beijocas
Migá
Já com algum atraso...
ResponderEliminaraqui ficam os meus parabéns e votos de felicidades
Beijinhos
Olá amiga,
ResponderEliminarEu gosto do que li.
Adoro estórias e então as não ficcionadas têm o dom de mas pôr a viver.
Como em novo passei por peripécias parecidas em Africa também, sei o que é ficar parado em lugar nenhum e receber a calorosa simpatia e solidariedade que nesses tempos eram coisas comuns, hoje falamos delas como se de algo muito especial.
Pedaços da nossa caminhada, retalhos da vida que nos trouxeeram até aos nossos dias.
Encantado deixo aqui o meu respeitoso e amigo kandando
Olá querida Graça,
ResponderEliminarÉ muito interesante a tua maneira de escrever, porque ao ler estava a visualizar tudo (também já tivemos chaços!). Tens um sentido de humor muito refinado e gostei.
Quando escreves um livro?
Tens memórias tão interessantes, acrescidas com o interesse e o saber de contar histórias!...
Eu sei que esse foi um passado para ti feliz e sentido, que terá também presente a dor, mas dás-lhe uma ligeireza muito expressiva.
Beijinhos,
Manuela
Graça
ResponderEliminarPrimeiro meus parabéns atrasados pelo seu aniversário. Que Deus continue sempre te agraciando com essa simpatia de sempre e com muita saúde.
Não sabia que você é Moçambicana, saiba que minha esposa é Angolana.
Por isso tenho um carinho especial pela Africa, afinal de contas foi de lá que veio o grande amor da minha vida.
Abs
CARA GRAÇA, SÓ AGORA DESCUBRO DO SEU ANIVERSÁRIO, PERDOI O ATRAZO, E RECEBA COM GRANDE CARINHO MEUS VOTOS DE FELICIDADES E MUITO AMOR EM SUA VIDA.
ResponderEliminarEU COMEMORO UMA PRIMAVERA DE AMOR EM MIM, SE É QUE ME ENTENDE... BEIJOS E VOLTE SEMPRE SERÁS BEM VINDA
Olá Graça.
ResponderEliminarDou-te os meus parabéns embora um pouco atrasados.
Que tudo na vida seja tão simples como um passeio no velho carrinho.
Bjinhos
Oi
ResponderEliminarEra tudo festa sair
num carro desse.
Mais uma vez felicidades
super atrasado.
Obrigada pela visita.
Vou chamar o povo
pra ler o seu blog,
que história mais engraçada
mais verdadeira.
Beijos...
Lúcia.
Momentos felizes deixam marcas e saudade. Lembrei do meu primeiro "possante".[rs]
ResponderEliminarAdorei a história!
Beijosssss
E.T. Graça, desculpe, não tinha visto o selinho que você , gentilmente, me deu. Mas já agradeci no penúltimo post e o faço agora mais uma vez: obrigada, tá?
Boa noite amada.
ResponderEliminarLi de novo o seu texto,me recorda uma Caravan q meu pai tinha e q nos levava para tudo quanto era lugar.Cabia a família toda e até caminha no porta-malas a gente fazia rs.
Saudades...
Obrigado minha querida pela visita e tem mais,amei os seus escritos.
Um beijo grannnnnnnnde.
Querida Graça,
ResponderEliminarum relato lindo de uma vivência cheia de amor, aventura e alegria.
Foram vivências tão felizes que fizeram partilhar esta história(sinto que sua e verdadeira) de uma forma mágica.
Fizeste-me recordar o vermelhinho do meu irmão mais velho, que dava boleia a todos e o Datsun que o outro irmão trouxe de Moçambique.
tantos anos passados e tantas recordações.
Como sempre fico presa aos teus textos.
beijinhos com muita luz
Linda a sua postagem.......Agradeço o carinho da sua visita.
ResponderEliminarBeijos perfumados na alma!!
Querida Graça,
ResponderEliminarVenho deixar-te um beijinho antes de ir dormir.
Vindo até aqui sinto que posso agora descansar, de algum modo sinto que estás bem.
Já agora também te deixo um abração,
Ná
Querida Ná
ResponderEliminarObrigada pelo teu carinho...descansa tu também
Beijocas
Graça
Fico feliz que tenha gostado do meu blog. Quero poder vir aqui mais vezes para poder apreciar com calma os poemas e os textos, mas, desde já, parabéns pelo seu espaço. Beijos
ResponderEliminarOi querida, passei pra dar um oizinho e agradecer pelo carinho de sempre.
ResponderEliminar... vivo correndo o tempo todo, vida louca. Ainda vou encontrar uma maneira divertida de fazer mil coisas ao mesmo tempo e visitar meus amigos vituais. :)
bjsss
Graça,minha amiga, eu não tenho conseguido
ResponderEliminarenviar comentário,veremos se este segue.Obrigada
pelas visitas ao m/blogue, os meus parabéns
atrasados pelo seu aniversário(estive fora do
país) e desde que cheguei o Bloger não me tem
deixado enviar comentários, deixa uns,não deixa
outros,tem-me dado cabo do sistema nervoso.
Muitos beijinhos e me desculpe.Irene
Ainda passiei contigo no vermelhinho. Fomos aos frangos assados a Nicoadala. Lembras-te? Que saudades!
ResponderEliminarTeresa(Quelimane)
Oki minha querida :))
ResponderEliminarBeijinhos e uma boa semana**
Sabes, Graça? Aquela foto do moço com o Datsun podia ser a minha: tinha um Datsun vermelho, tinha aqueles óculos e o estilo era muito parecido...
ResponderEliminarAs diferenças maiores: estive em Angola e o Datsun viajava entre Pinhal Novo e Lisboa...
Beijo,
António
Ri-me com a história que está muitissimo bem contada. Consegui situar-me dentro da latinha. És uma contadora nata. Parabens.
ResponderEliminarLigia
Mais uma bela postagem.
ResponderEliminarVim dar meus parabéns a vc um pouco atrasada, que Deus te ilumine e te abençõe cada vez mais e que venham outros aniversário para juntas comemorarmos.
Tudo de bom pra vc amiga.
beijooo.
Bela e intensa narrativa,amada amiga Graça Pereira,foi uma prazeirosa "viagem" que até aliviou tensão e stress nosso,aqui nessa cidade linda do Rio de Janeiro,açoitada pela torrencial e interminável chuva,ventos e lama das montanhas descendo,só em uma comunidade mais de cem mortos uma comunidade toda ,soterrada foi,mães mortas com seus filhos agarradas a ela mortos também meu Deus,piedade tenha desses meus fraternos semelhantes!
ResponderEliminarBom Dia Graça.
ResponderEliminarTenho sentido vc um pouco longe...mas continuo perto,viu?
Hoje vim lhe convidar a visitar meus dois outros blogs.....O Vapt..Vupt tem receitas deliciosas e testadas(http://emilinhagovas.blogspot.com/), e o outro fala dos poetas que me enacantam (http://emiliapimenta.blogspot.com/).
Quando tiver um tempinho passe por lá,tá?
Um beijo amiga.
Emilinha
Olá amiga
ResponderEliminarAdmiro as histórias lindas que tens para contar, tive uma infancia e adolescencia simplesmente normal sem peripécias, mas recordo como gostava de ouvir o meu pai contar a adolescência dele em África...lindas recordações como as tuas.
Bjs
Graça.divertida e bela demais sua história!Bjs,
ResponderEliminarOlá Graça
ResponderEliminarAdorei a história do Vermelhinho. Alías qualquer história tua é um desfilar de momemtos e emoções.Que nunca a mão te doa e a memória não se esgote.
Quanto á exposição vou ver se consigo algumas coisas novas. A responsabilidade assim obriga.
Bjo grande
Olá Graça adorei a história e fez-me lembrar uma identica que vivi com o primeiro carro que o meu ex me comprou chovia e a agua entrava de tal maneira que tinha que parar o carro para despejar a agua dos sapatos e os passageiros do banco de trás iam com os pés metidos em plásticos ahahah. Verdade. Bjo
ResponderEliminarQuerida amiga Graça,
ResponderEliminarConvido-te a ir ao Sempre Jovens ver o presente que o teu irmão me mandou...
Fiquei tão feliz que nem cabia em mim de alegria.
Pedi autorização ao amigo João (teu lindo mano), e a resposta afirmativa veio logo.
Esta aguarela que ele me enviou é do Monte de Faro, uma localidade que dista da minha casa no máximo 2 kms.
E um lugar maravilhoso, com densas florestas, e onde impera a serenidade, a tranquilidade absoluta.
Lindo, lindo de morrer.
Estou tão feliz que já falei demais.
Beijinhos muito doces e um abração ao mano que é um querido.
Ná
Escrita deliciosa; o amor, a felicidade, como principal combustível.
ResponderEliminarSempre muito bom te ler.
Bjs, Graça, e inté!
Querida Graça,
ResponderEliminarEste seu Post lembrou-me um latinhas que tive ( um "quatro cavalos" cinzento que num passeio me fez a desfeita de lhe saltar a roda da frente direita. O meu amigo que comigo seguia alheio da realidade dizia olha alguém perdeu uma roda e eu com dificuldade em manter o carro direito ao conseguir parar o carro lá lhe disse que a roda era nossa...aí ele ficou mais amarelo que um limão!!!
Quanto ao vermelhinho o meu "datsun" era branquinho e fez muitos quilómetros sem me dar problemas nas picadas e estradas de Lourenço Marques até ao Chibuto e não só... Como vê lembranças que me assaltaram ao ler o seu simpático Post-
Um beijinho amigo.
Graça,
ResponderEliminarRevisitar o passado, sobretudo os momentos mais interessantes é algo que nos emociona. Tanto!!!
BeijOOO
AL
Minha amiga, obrigado pelo carinho de sua visita, um beijo de otimo final de semana pra ti
ResponderEliminarValeu a pena ... o amor, vale sempre a pena!
ResponderEliminarBjs
Graça. Uma delícia de história e a forma como escreve... a gente vive e sente na pele. Beijos e tenha um ótimo final de semana.
ResponderEliminarCara amiga! Obrigado pela visita e pelas bondosas palavras! Virei cá mais vezes, pode ter a certeza!
ResponderEliminarQuerida Graça,
ResponderEliminarQue bom voltar e encontrar esta linda história...
Quando olhamos para tráz éque vemos que nossa vida foi recheada de deliciosas coisas e belos casos que ficarão para sempre na lembrança.
bjs
A emoção com que escreves, faz-nos sentir que estivemos lá...que curioso o poder da palavra. Tem a beleza da partilha. As tuas estórias tornaram-se também nossas. Um beijo muito amigo para ti.
ResponderEliminarSusana
Uma bonita história, Graça, contada, como sempre, com muita graça. Uma boa semana!
ResponderEliminarLais, direto do Recife, um lindo domingo ensolarado, depois de um nublado e chuvoso sábado!
Beijo.
Gosto imenso destas historias tão ricas em matizes e tão plenas de humanidade.
ResponderEliminarQue capacidade a tua! Relatas os feitos com uma autenticidade tal que parece que os vivo. Adorei.
Um grande abraço
Graça Pereira
ResponderEliminarRecebi seu comentário ao M/ poema inserido:
http://os7degraus.blogspot.com
Adorei a forma como se expressa, em relação ao mesmo.
Pedia a sua foto como minha seguidora e vou
tentar enviar, meu adicionar ao seu blogs.
Não sei como vou fazer, mas vou tentar. Pode ajudar?
Com carinho, agradeço
Maria Luísa Adães
Caro Graça, Quelimane sei .... eu estou tão animado!
ResponderEliminarQue bela memórias!
Minha filha tem uma casa em Maputo.
Obrigado, muito obrigado pela sua linda história
Sonia
Vim visitar o seu blog, adorei esta história vc tem o dom de contá-las tão bem! bjos Graça, bom fds!
ResponderEliminartao giro ver fotografias antigas.. nostalgia mas boa.. :) faz-me recordar do opel kadete do meu pai.. lol
ResponderEliminarBeijinhos e um dia azulinho!