quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Está Descansado



(História contada pelo meu pai)

O meu pai tinha várias lojas espalhadas pelo interior da Zambézia. A loja-mãe, ou a sede, era a de Namacata, a doze quilómetros de Quelimane ligada por uma óptima estrada e rodeada por uma paisagem diversificada que sempre me encantou: de um lado o extenso palmar quebrado aqui e ali por pequenas aldeias indígenas, do outro os arrozais misturados com zonas de nenúfares. Depois, quase a chegar à cidade, as mangueiras fartas, pesadas e perfumadas.
O meu pai tinha um amigo, também ele comerciante, com uma loja na Furquia, zona de boa laranja e, principalmente, de tangerinas enormes parecendo pequenos sóis espalhados pelo verde das folhas. Eram sumarentas e doces! Nunca mais vi ou comi tangerinas assim.


Um dia, o amigo telefonou-lhe numa aflição incontida.
- Meu amigo, preciso da sua ajuda e com urgência. Veja o que me aconteceu: o meu empregado, o Joaquim, faleceu esta manhã, assim de repente, sem estar doente!
O meu Pai lembrava-se do rapazito na casa dos vinte, muito dedicado ao trabalho e ao patrão. Era o seu braço direito e ficava sozinho tomando conta de tudo, quando o patrão se deslocava a Quelimane a negócios ou mesmo em lazer.
- Ó homem, para morrer basta só estar vivo… Tenho muita pena pelo Joaquim. Mas em que lhe posso ser útil?
- Acredite que é mesmo um grande favor. Já telefonei para Quelimane a dar a notícia à mãe, que vive com uma filha, e não me posso esquecer dos seus gritos lancinantes, de meter dó. Telefonei também ao Regalado para trazer uma urna e vir buscá-lo, mas acontece que ele está ausente para Lourenço Marques e eu tenho a minha carrinha na oficina. Tudo se juntou…
- Realmente é muito azar… - dizia-lhe o meu pai.
- Pois aqui é que entra o meu pedido e peço já desculpa do abuso. Como o amigo tem também uma carrinha queria que me fizesse o favor de o vir buscar e entregá-lo à família.
O meu pai não sabia negar favores destes onde se misturavam sentimentos e solidariedade.
- Vou telefonar para minha casa avisando que chego tarde e vou já para aí com o meu ajudante.
A tarde ia já adiantada quando saíram de Namacata.
Quando não havia mercadoria para transportar, o velho João era companheiro de cabine do meu pai. Era um negro alto, bem constituído, com um olhar bondoso.
- Vamos à Furquia buscar tangerinas? – perguntou ele a certa altura.
- Não – respondeu-lhe o meu pai. - Vamos buscar um morto!
- Xi, patrão, um morto… e vem connosco aqui no carro?
- Claro, já viste algum morto andar?
Quando chegaram à Furquia já era noite cerrada. O amigo andava na estrada com uma lanterna, para trás e para a frente. Quando viu o meu pai suspirou de alívio.
- Já o vesti e embrulhei em lençóis e dois cobertores. Vamos buscá-lo.
O meu pai e o João preparavam a caixa aberta da carrinha. Colocaram o morto entre duas tábuas para ir mais seguro uma vez que atrás havia apenas uma corrente a ligar os dois lados laterais.
- João – disse o meu pai – vais aqui atrás com ele, a tomar conta para que não aconteça nada!
- Xi patrão, ele está morto, não foge.


O João embrulhou-se num grosso cobertor e sentou-se o mais afastado possível da “mercadoria”, junto ao vidro que dava para a cabine. De vez em quando o meu pai batia no vidro e perguntava:
- João, está tudo bem?
- Sim patrão! Ele continua aqui…
Estrada deserta, noite escura de breu, os buracos mal se viam e era cada solavanco que o João gritava lá de trás:
- Poli, poli patrão! Devagar, devagar, patrão.
O meu pai não podia ir mais devagar. Tentava fugir dos grandes buracos e aterrava literalmente nos grandes montículos de areia solta resultado da canícula do dia. Não havia muito por onde escapar. Algum tempo depois deixou de ouvir o João.
- Deve ter adormecido. - pensou o meu pai.
Ao chegar às primeiras luzes da cidade, o João bateu com força no vidro da janela.
- Patrão, pára, pára… o morto fugiu!
- O quê? – travões a fundo e o meu pai sai esbaforido da carrinha.
- Vinhas a dormir João?
- Xi, só um bocadinho!
O meu pai olhou as tábuas que estavam afastadas e calculou que o “volume” se tivesse esgueirado com tantos saltos e caído na estrada.
- E agora? – perguntava um João muito aflito.
- Agora vamos voltar atrás a buscar o Joaquim e Deus queira que nenhum camião o tenha atropelado.
- Não faz mal patrão ele já estava morto…
- E se algum leão ou outra bicheza o atacou?
O João encolheu-se no fundo da cabine.
Na zona de maiores buracos e de areia lá estava o “embrulho” conforme tinha caído da carrinha.
O João saiu logo a correr e gritava para o meu pai:
- Tem calma patrão, ele está mesmo descansado!


94 comentários:

  1. Boa noite amiga Graça! Estava a ler a história do teu pai aqui tão bem narrada,que o riso veio,porque me lembrei de algo um pouco parecido.Um colega meu que foi Bombeiro e na altura era aspirante,tinha muito medo quando tinhamos que ir levantar um corpo,um dia aconteceu ir comigo,pobre do moço chegou ao hospital,parecia pior do que o morto,a vida assim é e por vezes acontecem coisas que são bem reais.
    Beijinho e tudo de bom desejo

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  2. Histórias da vida real,narrativa excelente.

    Beijinho.

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  3. Mais um "vasculhar" de memórias,decrito com a límpidez da tua escrita ,que prende até ao fim.

    Bjs.

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  4. Graça,

    Ler-te é um puro fascinio! A forma como escreves prende-nos ao texto, tornando-nos quase os próprios personagens...

    Abraços!
    AL

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  5. Belíssima história,muito bem narrada teve o condão de me prender até ao fim.
    parabens.

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  6. Olá Graça
    Que morte tão atribulada.
    Estava tão embebido na história que até pensei:
    Caíram ambos da camionete.....
    E agora coitado do patrão tem de procurar dois em vez de um......

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  7. OBRIGADO POR TRAZERES À LEMBRANÇA MAIS UMA DAS INCONTÁVEIS HISTÓRIAS DO NOSSO QUERIDO PAI.
    BEIJOCAS DO TEU IRMÃO.

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  8. Ótima história. Gosto da forma que você escreve.

    abraços
    de luz e paz

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  9. Graça

    Como sempre as tuas histórias fluim e são tão boas de ler. Obrigada

    bjos
    Anne

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  10. Minha querida,
    sempre que venho aqui fico imaginando como deve ser gostoso ouvir essas histórias ao lado do contador. Se ler já é perfeito, imagina ouvir?! rs...

    E essas tangerinas, hein?1 Fiquei com água na boca!! rs

    Beijos linda!!^^

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  11. Graça, adoro estas histórias, únicas, bem contadas e com um sentido de humor que me leva a soltar gargalhadas...maravilha!
    Beijinhos

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  12. Nussaaaa que delícia de história! Só vc para fazer uma narração dessas. Eu que sou a maior preguiçosa fico esperando a linha seguinte pra ver o que vai acontecer. Você é fantástica, só poderia ter nascido de um pai que vivia histórias maravilhosas e por que não. Cômicas?! rs... Montão de bjs e abraços
    Elaine Barnes

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  13. Para além de parabéns merecidos, três conclusões que sendo em proveito próprio assumo como desejo:
    - morrer sem estar doente e assim de repente
    - que não adormeça o meu agente funerário
    - que o percurso do meu cadáver seja menos acidentado...

    Boa?

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  14. Querida Graça, por motivos pessoais fiquei sem visitar os meus amigos virtuais.
    Agora estou retornando.
    Deixo um grande beijo.

    Lucimar

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  15. Cada situação que se passava naqueles tempos...rs, mas valeu a pena e rendeu ótimas historias que agora são tão bem contadas.
    beijos

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  16. Querida amiga Graça!

    Voltarei para te ler, hoje ainda não fui à cama!

    Obrigada pelas tuas doces palavras.
    Poucas pessoas me entendem como tu, nós sabemos porquê.

    Beijo e abraço ternos.

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  17. Oi Graça,
    Só você mesmo para dar esse toque de humor a situações desse tipo.
    Você deveria escrever um livro, já tens uma compradora e leitora fiel. Pense nisso.
    Beijocas.

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  18. Oi Graça

    Coitado do João. Perder o "embrulho" na estrada.
    Ri muito imaginando o medo que ele passou, por isso mesmo deve ter dormido.
    Estas histórias são muito boas sempre.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  19. Rsrs...
    Olá, Graça.
    Quem esteve em África sabe bem o que é isso! Rsrs...
    É bom reviver "memórias" como essa.
    Abração do
    A.Rui as alone

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  20. Graça querida.
    Estou viajando,mas ,hoje resolvi acessar alguns blogs para deixar meu abraço e dizer que estou com saudade.
    Perfeita a sua narrativa, e vc teve a quem puxar,não é mesmo?
    Estou de volta no início de fevreiro,mas ontem fiz uma postagem sobre a festa do Senhor do Bonfim,que é uma reunião de fé, sincretismo, tradição e cultura...Li o seu comentário,obrigada.
    Um abraço da amiga que lhe quer muito bem.O Nuno gostou dos postais que mandei?
    Sempre Emilinha

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  21. Minha querida amiga Graça,

    No meio desta desgraça toda, com o embrulho a desaparecer por negligência do João e das fracas condições da estrada, fiquei a rir-me com a tua natural capacidade de bem narrar e ainda a pensar que eu tenho umas tangerinas "quase" iguais que gostava muito que provasses.

    Obrigada amiga, só tu para me fazeres rir :)

    Beijinhos

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  22. Oi, Graça, ler esta história do mortinho valeu, porém estas tangerinas aí em cima...Além de dar água na boca dá um belo quadro! Que luminosidade!

    Deixo pra você meu outro blog que penso que você não o conhece ainda:

    http://taisluso.blogspot.com

    Beijos, amiga.Pra você também um lindo fim de semana.

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  23. Oh, Sublime Amiga de Excelência:
    Um belo conto. Daqueles a que já nos habituou.
    Narrado com um encanto, beleza e hilaridade dos grandes Contadores de Histórias.
    Coitado, ele tinha razão, mortos não fogem, só que este...?
    Excelente!
    Presenteia-nos com uma literatura de sonho, a sua deliciosa e divinal escrita de magia ortográfica.
    Parabéns sinceros. MUITO OBRIGADO pela sua simpatia no meu blogue que adorei.
    Abraço amigo de respeito profundo pelo que concebe de maravilhar e deslumbrar.
    Sempre a admirá-la

    pena

    Bem-Haja, amiga fabulosa na arte da escrita.
    Adorei.
    É Extraordinária.

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  24. Só mesmo a Graça para nos contar, de forma tão vernácula, uma história como esta! Quase me senti "culpado" da vontade de rir que me deu, ante a aflição, primeiro do patrão do Joaquim -felizmente que não fui eu... :)- depois do João adormecido!...
    Parabéns, amiga, é um gosto ler as "suas" histórias, tão bem contadas são!
    Beijinhos

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  25. História engraçada e, como sempre muito bem descrita. Isto fez-me lembrar uma parecida, só que o morto não fugiu. Quando era criança, portanto há mais de 40 anos o meu pai que era um taxista de aldeia fazia de tudo, pois necessitava de ganhar dinheiro; naquele tempo a fiscalização era pouca e alguém lhe pediu que trouxesse um senhor morto para casa, penso que do hospital, não me lembro; o meu pai aceitou e lá veio o cadáver sentado, com o parente ao lado para disfarçar e não ser apanhado pela polícia. Este veio mais confortável, sentadinho e não caíu. Beijinho e tenha um bom fim de semana
    Emília

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  26. Ai Graça, só tu para contar estórias tão pitorescas! Divirto-me vindo aqui. Qq coisa que escreves é tão interessante. Podem ser poemas, prosas, estórias como essa...me lembro de uma que contastes uma vez sobre a mulher na menopausa que jogava as comidas pela janela...ai como me ri daquilo...a pobre estava com depressão e tome-lhe de jogar tudo pela janela! hehehe Tens um humor maravilhoso e um jeito de contar que é só teu. Adoro vir aqui. beijos,

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  27. o João era corajoso

    digamos que dormiu com os anjos e não reparou nos buracos...

    fiquei com vontade de comer uma tangerina!

    um beijo Graça e obrigada pelas histórias

    manuela

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  28. As tuas estóris continuam a ser uma delícia.

    O que mais admiro são os pormenores com que as polvilhas, e a fluência e graça da narrativa.

    Repito-me, mas...

    ...é com um prazer sempre renovado que te agradeço!

    Beijo,
    Antóinio

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  29. Olá minha amiga!
    Adoro ler-te!
    E fico a pensar como seria bom ouvir-te a contar esta mesma história!
    Quem sabe um dia!!!
    A história com todas as envolvênvias, não deixa de ser hilariante.
    Jinhos amiga e continua a deliciar-nos com a tua escrita.
    Bom fim de semana.

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  30. Narrativa interessantíssima....Reviver de histórias passadas com um pingo de humor e tudo
    desde o início....com um cheiro e um gosto a
    tangerinas, maravilhosos.
    Beijo

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  31. Graça, amada!
    Como já disseram suas histórias são uma delícia de ler, bem humoradas e que nos fazem ir degustando a cada linha. Sabe como por aqui nas minhas Gerais chamamos tangerinas? MEXERICA!
    Beijuuss n.c e um fds ótimo procê

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  32. Graça... Eu só sei que não deve ter sido fácil levar a encomenda... Coitado do seu pai.
    Mas vc me fez rir um pouco...

    Bom Fim De Semana

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  33. Excelente, até imagino a cara do João quando ficou perto do defunto, tentando manter certa distância.

    Parabéns por essa excelente postagem, sua narrativa é impecável.

    Um abraço

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  34. Você é quem decide o que vai ser eterno em você,
    no seu coração. Deus nos dá o dom de eternizar
    em nós o que vale a pena, e esquecer
    definitivamente aquilo que não vale.

    D.A

    BOM FDS..........Beijos meus! M@ria

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  35. Mais uma história que me deixou "agarrada"
    até chegar ao fim. Infelizmente de morto não
    passou...
    Não sei se já lje disse que criei um novo blogue
    ainda muito incipiente http://sinfoniaesol.wordpess.com
    Tenha um exclente fim de semana.
    Bj./Irene

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  36. Querida Graça, tens uma maneira de contar histórias, que até com situações deprimentes consegues fazer poesia. Desculpa, a minha indelicadeza, mas, acredita, consegui sorrir com a história do morto... perdoa, companheiro!
    Um beijo, muito amigo, Graça, querida.
    Carlos

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  37. Querida Graça!
    Mais uma linda história, contada com esse dom especial, que só tu tens, embora falando de mortes, não deixa de ser engraçada.

    Morreu o pobre do Joaquim
    assim de um momento para o outro
    a sua vida chegou ao fim
    e um certo dia apareceu morto

    e o pai da Graça
    então em que posso ajuda-lo
    o que eu quero que me faça
    é vir aqui bus-calo

    Lá foi o pai da Graça Pereira
    sempre solidário com os amigos
    andou quase uma noite inteira
    enfrentando mesmo alguns perigos

    O pai da graça levou o João
    que era um seu empregado
    e como não havia caixão
    o morto foi num lençol enrolado

    Xi, patrão, eu ter pouca sorte
    para quê eu ter que subir
    se o morte tá memo morto
    agora já não vai fugir

    Mas o morto desapareceu
    porque o chão estava torto
    porque o João adormeceu
    em vez de velar o morto

    Um bom final de semana,
    beijinhos,
    José.

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  38. Mas que história, minha amiga!.. .
    Como sempre uma narrativa que prende o leitor que vai imaginando qual seria o desfecho...
    Beijos

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  39. Querida Graça...

    Toda vez que aqui, mesmo que não comente, mudo-me com " armas e bagagens" para seus posts e suas imagens. Foi assim, especialmente, no Natal ( lindoooo!) e , agora, com mais uma história imperdível.

    Sem dúvida , a história é muito boa, mas você sabe fazer dela algo melhor, deliciosa. Já li algumas suficientes para serem preservadas em um livro.Será que vc já o tem ?

    beijos. Obrigada por partilhar preciosidades da sua vida com a gente.

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  40. Querida amiga como sempre uma narrativa brilhante.
    Hoje vim especialmente para repartir consigo um miminho que recebi e que quero partilhar, pois representa o “Prémio da amizade”. Não tem regras nenhumas, tem apenas todo o meu carinho, amizade e o meu sincero obrigado por fazer parte da minha vida. Está no meu cantinho Especial “SELINHOS – Presentes dos AMIGOS” (http://maria-selinhos-presentesdosamigos.blogspot.com/)
    Um maravilhoso Fim-de-semana
    Beijinhos
    Maria

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  41. Graça

    0 mundoé mesmo de todos mas há quem pense que não...

    Linda história Amiga.

    Da hollanda um beijinho

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  42. Querida Graça, como são doces as tuas histórias de vida, e como deves ter muitas!!!
    Adoro as tuas narrativas.

    Beijo e boa semana

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  43. Mi querida amiga Graça, que historia mas interesante desde su principio hasta su final, por la historia vivida por su papa devio ser un gran Señor y con muchas esperencias,
    por eso no me extraña que su hija escriba tan maravillosamente, me ha encantado como la has narrado, mis felicitacones para tí querida amiga,
    te dejo besos y abrazos de siempre tu amiga Lola, feliz fin de semana,

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  44. Vim visitar a amiga do José, também meu amigo e agora Graça amiga minha também.
    Gostei de tudo por aqui, a começar pelo clima de Natal que ainda paira no ar, Mostafar homenageado, O ano novinho ao raiar de 2011, senti aqui a tua alegria, mesmo funebre a tua real história.
    Senti por aqui um clima gostoso, como se estivesse em minha própria casa.
    A presença do nosso amigo, com sua narrativa perfeita à contar as tuas memórias.
    Amiga Graça eu agradeço, a tua gentil e agradavel visita.
    Terás em mim mais uma seguidora, e com certeza mais uma amiga.
    Beijos meus pra tí.
    Obrigada José, por tua mensagem amiga que nos aproximou, carinhos aos dois amigos queridos!
    Seja bem vinda em minha vida querida amiga Graça.
    Retribuindo a tua visita amiga com imenso prazer.
    Terno abraço,
    Jady

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  45. Perdoe, retificando a homenagem ao "Mostafat"
    E teu belissimo soneto, inspiradíssimo e lindamente escrito.
    Parabéns Graça!
    Abraços e carinhos meus.
    jady

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  46. Graça,a minha gata Kika está apromover uma blogagem mundial para ajudar os amiguinhos,não sei se queres ajudar?
    Vai lá ao blog para ver se queres ajudar
    Beijinhos da amiga
    Graça

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  47. Estas narrações que aqui nos trazes estão tão bem contadas que engancham desde a primeira frase.
    Um relato empolgante, que comove, pela ingenuidade do personagem chamado João...

    Uma imagem com rasgos bem valencianos.

    Um grande abraço, querida amiga

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  48. Ah!Dorei! Imaginei toda a cena, principalmente do ajudante de seu pai a saculejar junto com o morto atrás - acho que venho assistindo muitos cartoons e lembrei de uma cena de Scooby Doo e Salsinha, ambos medrosos! Mas seu pai foi valente! Carregar um morto não é para qualquer um! :) Beijus,

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  49. DELICIOSA ESTA HISTÓRIA, da vida e da morte em....ÁFRICA! Aquela gente é poeta por natureza......não aprendem na escola...mas têm dentro de si o que a escola não ensina!
    OBRIGAD AMIGA, por reviver consigo mais um momento da minha vida de África,
    HELENA

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  50. Olá querida, como você e seu blog são muito especiais, compartilho com você um selinho que está no meu blog, no último post.
    Beijos coloridos!

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  51. .

    . nem sei o que dizer desta vez, graça .

    . :) .

    . retalhos da vida de um morto .

    .

    . ainda que,,, des.cansada.mente .

    .

    .

    . um bom resto de domingo . e uma boa semana .

    .

    . um beijo meu .

    .

    . paulo .

    .

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  52. Olá, Graça!

    História falando de mortos, supõe-se que deveria ter alguma coisa de triste e mórbido, mas esta, de tão bem contada que está é simplesmente deliciosa, tem imensa graça; consegue fazer-nos sorrir sem sentimento de culpa.
    Então para os que já estiveram em África -paternalismo à parte - diálogo entre Branco e Negro tem sempre um sabor muito especial, que imediatamente traz à memória outros episódios lá vividos, e aquele "Xi patrão" é certamente a frase mais retida na memória, uma saborosa imagem de marca dos tempos lá vividos.
    Gostei muito, fiz todo o percurso acompanhando o morto ... e fico aliviado por nada de mau lhe ter acontecido.

    Beijinhos; boa semana!
    Vitor

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  53. Graça, minha amada!
    Histórias de pai são sempre maravilhosas!
    Bom dia!!!
    Desejo nesta semana...
    Paciência para as dificuldades
    Tolerância para as diferenças
    Benevolência para os equívocos
    Misericórdias para os erros
    Perdão para as ofensas
    Equilíbrios para os desejos
    Sensatez para as escolhas
    Sensibilidades para os olhos
    Delicadezas para as palavras
    Coragem para as provas
    Fé para as conquistas
    E amor para todas as ocasiões

    UMA FELIZ SEMANA PRA VOCÊ!!!
    Beijinhos, muitos!
    Sônia Silvino's Blogs

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  54. Minha flor essa história foi hilária rs.
    O morto caiu do carro!!!
    Eu achei que ele estivesse vivo rs.
    Muito bom relembrar.
    Parabéns minha flor.
    Beijokas e uma boa semana.

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  55. Olá bom dia acompanhe o futebol portuguêm e o brasileiro e também noticiário cultural no meu blog Folhetim Cultural

    informativofolhetimcultural.blogspot.com

    Magno Oliveira
    Folhetim Cultural

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  56. Querida Graça!

    Ontem quando li o teu comentário fiquei a cismar, não cheguei lá :)
    Também estava a morrer de sono e o raciocínio já estava a falhar.
    Amiga, enviei-te uma comunicação que era para a outra minha amiga Graça que será uma das minhas alunas :))
    Não que não mereças saber, mas nem reparei nos apelidos,e aí vai disto.
    Desculpa.

    Obrigada pelos votos.
    Sei que vou adorar e é algo que já estou habituada a fazer.

    beijinhos

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  57. É, minha querida Graça...
    Contas histórias como ninguém!
    E, depois, não é só o estilo espetacular: é o conteúdo!
    Estes relatos que fazes, de um tempo, de um lugar, são fascinantes!
    É sempre um prazer imenso vir aqui.
    Enorme abraço da
    Zélia

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  58. Olá Graça.
    Deve ser muito bom lembrares das histórias do teu pai.
    Que o ano de 2011 seja bom e com muitas iguais a esta.
    Bjinhos

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  59. Venho trazer-te um beijinho
    com muita simplicidade
    aceita-o com carinho
    porque dou com amizade.

    De coração, com luz e paz.

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  60. Amiga querida,
    O que poderia ser um conto de terror transformou-se em uma história de refinado humor. Ri mesmo com o "descanso" desse morto atrapalhado. Sabe, tem um filme que me veio à cabeça agora e que trata desse tema com todos os requintede uma interessante comédia, chama-se "Um Morto Muito Louco", já ouviste falar?
    Graça,
    Uma semana florida, perfumada e tão doces como tuas tangerinas do passado! (a imagem salta aos olhos e quase as toco).
    Te gosto demais e tu sabes!!!Bjssss

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  61. Querida amiga Graça

    Temos o prazer de convidar-te para comemorar connosco, a partir de hoje e durante três dias, o aniversário do nosso blog. A festa ocorrerá no nosso Farol.

    Contamos com a tua presença.

    Um grande abraço

    Argos, Tétis y Poseidón

    P.S. Como prova do carinho, apoio e amizade que sempre recebemos de ti, gostaríamos que aceitasses e levasses para o teu blog o selo comemorativo do 2º aniversário do nosso “Um Farol Chamado Amizade”.

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  62. Graça
    Mais uma história para encher nossa cabeça com as imagens possíveis do acontecido.
    Um fato que seria cômico se não fosse trágico.

    beijinhos

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  63. GRAÇA QUERIDÍSSIMA,QUE BOM TER VOCE EM CAMPOS MEUS DE GIRASSOIS, O TEMPO E O VENTO, ENTRE TRILHAS E PEDRAS EM CAMINHO MEU, ME AFASTARAM UM PEU DE AMIGAS E AMIGOS COMO VOCE,ESTOU EM REGRESSIVA CONTAGEM,PARA ME SUBMETER À UMA SÉRIE DE CIRURGIAS EM ETAPAS,EM QUADRIL E FEMURES MEUS,DESTRUIDOS PELA CORTIZONA ,APLICADA EM MIM SOB MACIÇAS DOSAGENS,QUANDO DE MINHAS CIRURGIAS ANEURISMATICAS CEREBRAIS.
    BOM SABER QUE MESMO ENTRE MONTANHAS,VALES E MARES TENHO LUZ EMANADA,DOCÊ ATRAVÉS!

    BAZU MÃOS SUAS

    VIVA LA VIE

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  64. Que bom! Encontrei uam escritora de traços raros por aqui. Uma perfeita contadora de histórias. O morto é o mais vivo dos personagens. bjs

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  65. Graça, minha querida. Que história mais interessante. E que morte!!! Lembranças deliciosas que nos fazem rir e chorar de alegria. A foto das tangerinas, meu Deus!!! me encheram a boca de água. Beijos e saudades.

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  66. Graça, voltando aos poucos...
    Obrigado pele visita.
    Um grande beijo!

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  67. Olá Graça,

    Uma narrativa comovente, com grande humor e escrita de uma forma maravilhosa...deliciei-me e acabei a rir.

    Um grande abraço

    canduxa

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  68. Olá Graça,
    Fui lá no blog que você me indicou. Bastante lúcido e verdadeiro.
    Aqui, como em outros lugares do mundo, essas coisas se repetem a cada ano. Enquanto o homem não mudar... isso também não vai mudar.
    Bjs.

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  69. Olá amiga! Adoro como narra suas histórias, chego a imaginar rostos, cheiros e lugares, você me faz lembrar Monteiro Lobato, era o único escritor que conseguia fazer eu sentir como se estivesse presente em suas histórias, sentia os cheiros das frutas e doces de tia Anastácia, o cheiro da mata, li todos os seus livros quando era adolescente, obrigada por nos proporcionar coisas tão interessantes e gostosas de ler. Mil beijos, Virginia.

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  70. que delícia de história, toda vez que venho aqui é sempre uma viagem. bjs querida

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  71. Maravilha de história, contradizendo dores de partida, quando tanto se fez engraçada...
    Muito bom os teus textos Graça e a gente fica com vontade de mais e mais...

    Mta Paz pra ti

    Bjs

    Livinha

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  72. Graça, tens que publicar em livro os teus escritos, amiga. Já podes reservar desde já o meu exemplar. A sua prosa é única.

    Muito me diverti lendo esse conto inspirado nos guardados da memória.

    Bjs, querida. Inté!

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  73. Fui muitas vezes à Furquia com os meus pais em passeio e acabavamos sempre por trazer tarragos e tarragos com tangerinas, enormes e suculentas. Que saudades!
    Ri-me com a tua história e sei que África naquele tempo, era assim mesmo: a morte e o riso de mão dada.
    Beijo
    Teresa (Quelimane)

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  74. ...de la
    flor
    el azahar
    y de ti
    graca
    la luz
    para meditar...



    un abrazo graca :


    j.r.s.

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  75. Olá, Graça
    O teu relato fez-me lembrar «De como o mulato Purciúncula descarregou seu defunto» de Jorge Amado.
    Tratando-se de um assunto tão sério e logicamente triste, não temos como evitar o riso, porque consegues imprimir um fino humor a um acontecimento trágico.
    Muito bem descrito, como é habitual.

    Uma semana feliz. Beijinhos

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  76. Oi
    Que historia incrível.
    Gosto do teu jeito
    de contar como aconteceu
    parece que estou vendo,
    o defunto esperando pela carona.
    Beijos...
    Lúcia.

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  77. Amiga, que maravilha ter vindo te ler hoje, tive um bom momento de descontração com essa historia pra lá de interessante e que no final me fez dar boas risadas... Simplesmente amei!!! Deixo carinhos pra ti com muito gosto, viu? Bjsss

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  78. É Graça, parece que mesmo descansado, o Joaquim não deu descanso a ninguém.

    Beijos,

    Furtado.

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  79. A lágrima com o brilho do cristal,
    banha o teu rosto, a tua história;
    a maior força do bem sobre o mal,
    traça as honras da tua vitória...

    Oswaldo Genofre

    Amor & Paz no seu dia...M@ria

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  80. Ri-me e voltei a rir. Uma história bem contada, como sempre.
    Monhé

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  81. rsrsrsr que legal Graça, como sempre muito bem escrita.
    Beijossssssss

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  82. Graça, que história envolvente!

    Você consegue prender o leitor com clímax surpreendentes.
    Eu me vi lá, naquele carro, ajudando a segurar "a mercadoria".
    Quando comecei a ler, associei o título ao trabalho árduo do rapaz que morreu, pois ele deveria ter vivido mais do que se dedicar em demasia ao trabalho.
    Mas quando os meus olhos foram percorrendo a história, vi em meio a algo triste um toque de humor, um texto muito agradável de se ler e que arranca risadas, mesmo se tratando da morte.

    Parabéns por conseguir transformar as memórias do seu pai em arte literária!

    Bjs
    Chris

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  83. Minha amiga espero que se encontre bem.
    Obrigada pela gentileza das suas palavras
    sobre a "minha declaração de amor".
    Beijinho
    Irene

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  84. África e as suas vivências algo estranhas para quem lá não viveu. Tudo com uma narrativa que nos envolve, como é hábito.
    Abraço do Zé

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  85. Olá Querida amiga Graça, adorei os "causos do senhor seu pai!
    Como estou por aqui lhe visitando, deixo minha mensagem do dia a você:
    O murmúrio da chuva ecoa na cidade encharcada, nuvens escuras esvoaçam no céu, bandeiras de guerra do exército natureza. Mas a vida segue seu rumo, é preciso reconstruir, construir, impossível silenciar o ciclo do progresso, parar as novas conquistas, aquietar o espírito humano que se lança na grande aventura de projetar o futuro.

    Acredite nos seus sonhos, avance, tenha um ótimo dia.

    Edward de Souza

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  86. Uma história engraçadíssima, apesar do morto, e muitíssimo bem contada.
    Gostei imenso.
    Querida amiga, bom resto de semana.
    Beijos.

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  87. Fazer de um acontecimento trágico uma história cómica! Bravo!
    E pobre João! Ter a responsabilidade de guardar um morto que aproveitou para fugir enquanto ele passava pelas brasas;o)
    Obrigada amiga por tua deliciosa narrativa, e obrigada também por tuas visitas fiéis ao meu cantinho;o)

    ***
    Um abraço grande, grande****

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  88. Graça!

    Você é mestra na arte da narrativa.

    Excelente história a nos prender a atenção em cada frase...ainda bem que o morto estava descansado,rsrs!!!

    Beijo,vivos!

    Sonia Regina.

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  89. Minha boa amiga Graça obrigada pela sua visita.
    Óptimo que tenha gostado do vídeo.
    Desejo um bom fim de semana, apesar do frio.
    Bj.

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  90. Graça, é sempre uma delícia ler as suas histórias.

    bjs

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  91. Graça ! Obrigada pelo elogio no Blog SER POETA... fiquei muito feliz...
    Queria te dizer que , as vezes, não consigo entrar nos comentários do teu Blog... Eu não encontrei teu email no perfil... Que bom que hoje consegui deixar comentário...

    Bom início de semana !

    Beijo

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  92. Olá Graça,

    É fácil uma pessoa "perder-se" por aqui!
    Histórias de vida...histórias reais!

    Abraço e obrigado por compartilhar

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